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Cientistas alertam para a rápida extinção das espécies marinhas.
A quase totalidade das espécies de peixe e crustáceos pescadas actualmente poderão já ter desaparecido em 2050. São dados preocupantes de um estudo sobre a biodiversidade marinha, publicado hoje na revista Science.
Dentro de menos de 50 anos poderemos deixar de ter peixe de mar para comer, a manter-se o actual ritmo de destruição dos oceanos.
O alerta é de um estudo científico internacional sobre a biodiversidade marinha, que prevê que 90% das espécies actualmente pescadas desapareçam até 2048. Em 2003, 29%, sensivelmente um terço das espécies já estavam em colapso.
O desaparecimento acelerado da biodiversidade marinha resulta da pesca excessiva e da poluição e traduz-se não apenas numa ameaça para a segurança alimentar mundial, mas também para a qualidade das águas costeiras e para a estabilidade do ecossistema.
Segundo os autores do estudo, sem uma gestão sustentável dos oceanos a extinção de espécies que está a acontecer, irá acentuar-se irreversivelmente.
Com menos espécies, os oceanos perdem também a sua capacidade para resistir à poluição e ao aquecimento global.
A perda de biodiversidade reduz profundamente a capacidade dos oceanos produzirem peixes e crustáceos, de resistirem ao desenvolvimento de parasitas como certas algas, de produzirem oxigénio e filtrarem as substâncias poluentes.
O estudo foi realizado nos últimos quatro anos por cientistas canadianos e norte-americanos, que dizem no entanto ainda haver tempo para agir, nomeadamente criando reservas marinhas e zonas onde não se possa pescar.
Afinal os pescadores desportivos andam a fazer estragos no mundo inteiro. Isto só vem provar que a nova lei está correcta. Devemos financiar os profissionais já que lhes andamos a roubar o ganha-pão.... e dentro em breve vai deixar de haver peixe.
