Fim do peixe de mar até 2050

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Paulo
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Fim do peixe de mar até 2050

Mensagem por Paulo »

Notícia SIC:

http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida ... edemar.htm

Cientistas alertam para a rápida extinção das espécies marinhas.

A quase totalidade das espécies de peixe e crustáceos pescadas actualmente poderão já ter desaparecido em 2050. São dados preocupantes de um estudo sobre a biodiversidade marinha, publicado hoje na revista Science.

Dentro de menos de 50 anos poderemos deixar de ter peixe de mar para comer, a manter-se o actual ritmo de destruição dos oceanos.

O alerta é de um estudo científico internacional sobre a biodiversidade marinha, que prevê que 90% das espécies actualmente pescadas desapareçam até 2048. Em 2003, 29%, sensivelmente um terço das espécies já estavam em colapso.

O desaparecimento acelerado da biodiversidade marinha resulta da pesca excessiva e da poluição e traduz-se não apenas numa ameaça para a segurança alimentar mundial, mas também para a qualidade das águas costeiras e para a estabilidade do ecossistema.

Segundo os autores do estudo, sem uma gestão sustentável dos oceanos a extinção de espécies que está a acontecer, irá acentuar-se irreversivelmente.

Com menos espécies, os oceanos perdem também a sua capacidade para resistir à poluição e ao aquecimento global.

A perda de biodiversidade reduz profundamente a capacidade dos oceanos produzirem peixes e crustáceos, de resistirem ao desenvolvimento de parasitas como certas algas, de produzirem oxigénio e filtrarem as substâncias poluentes.

O estudo foi realizado nos últimos quatro anos por cientistas canadianos e norte-americanos, que dizem no entanto ainda haver tempo para agir, nomeadamente criando reservas marinhas e zonas onde não se possa pescar.


Afinal os pescadores desportivos andam a fazer estragos no mundo inteiro. Isto só vem provar que a nova lei está correcta. Devemos financiar os profissionais já que lhes andamos a roubar o ganha-pão.... e dentro em breve vai deixar de haver peixe. :twisted: :twisted:
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Paulo
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Registado: segunda abr 04, 2005 3:28 pm

Mensagem por Paulo »

No público:

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1275318

Colapso do ecossistema marinho ameaça reservas alimentares e ambiente

O desaparecimento acelerado da biodiversidade marinha, resultado da pesca excessiva e da poluição, ameaça a segurança alimentar e o ambiente do planeta, alertaram hoje cientistas norte-americanos e canadianos.

Se o cenário actual se mantiver, a quase totalidade das espécies de peixes e de crustáceos pescados para consumo vão desaparecer dos oceanos até 2048, afirmam os cientistas no âmbito do estudo mais exaustivo até ao momento sobre a questão e publicado na revista "Science" de 3 de Novembro.

"As nossas análises indicam que, sem mudanças, a situação actual deixa espaço para prever graves ameaças à segurança alimentar mundial, à qualidade das águas costeiras e à estabilidade do ecossistema", consideram.

Boris Worm, da Universidade de Halifax e um dos autores do estudo, diz que "a produtividade e estabilidade de todo o ecossistema marinho estão a diminuir".

"Fiquei chocado com a generalização deste fenómeno. Não fazíamos ideia da sua amplitude nem de que estivesse a acontecer tão depressa", acrescentou Boris Worm.

Actualmente, "29 por cento das espécies de peixes e de crustáceos estão prestes a desaparecer (...). As capturas destas espécies diminuíram 90 por cento nos últimos anos".

O estudo, realizado ao longo de quatro anos, revela ainda que o desaparecimento de uma única espécie acelera o desequilíbrio de todo o ecossistema. Além disso, qualquer espécie que recupere a sua taxa normal de reprodução contribui para a saúde dos oceanos e aumenta a capacidade destes para absorver choques como a poluição e o sobre-aquecimento do planeta.

Os investigadores escrevem que a perda da biodiversidade reduz profundamente a capacidade dos oceanos de produzir peixes e crustáceos, de resistir ao desenvolvimento de parasitas como algumas algas, de produzir oxigénio e de filtrar substâncias poluentes.

"Todos estes dados mostram também que ainda é possível reverter as tendências actuais, antes que seja demasiado tarde", estimam os autores, lamentando que "apenas um por cento dos oceanos esteja actualmente protegido".

Para este estudo, os investigadores sintetizaram todos os dados abrangendo milhares de anos de história marinha, relativos a 48 zonas marinhas protegidas, e estatísticas mundiais sobre a pesca de 1950 a 2003.

"Ainda que exista um custo económico para preservar a biodiversidade marinha, estas medidas a longo prazo contribuirão para o crescimento económico", lembra Ed Barbier, economista da Universidade de Wisconsin.


Felizmente Portugal está mais uma vez na vanguarda a legislar. Suspeito mesmo que quem fez a nova lei já conhecia estes estudos.

Com a nova lei e a fiscalização eficaz que existe e vai continuar a existir, é impossível isto acontecer nos nossos mares.
:roll: :roll:
Strob
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Registado: segunda set 04, 2006 9:55 am

Mensagem por Strob »

Gostaria só de acrescentar:
nos ultimos 50 anos desapareceram da ria de Aveiro sete espécies marinhas. Mais tarde ou mais cedo (e se não se fizer nada por isto), a ameijôa maxo também está no ir (e que pitéu ela não é!!!).
Ouvi à dias numa conversa que os nosso HERMANOS espanholitos ofereceram aqui na zona bom dinheiro pelo mexilhão e pela navalha (Lingueirão) jovem. Resultado, mixelhão, foi um tal desbastar nele (os pilares de uma ponte que estavam cravadinhos deste "bixinho", foram sugados até ao tutano, quanto à navalha, já é raro aparecer aquela boa navalha que se via antigamente, só mesmo alguma pequena é que se vê! "Como as leis em Espanha não o premirem, eles viram-se para o país da anarquia que é Portugal".

Acho que anda demasiada gente preocupada com a nova legislação, porque será? Dizem-se desportistas? Pois, eu acho que uma grande maioria vê uma execelente oportunidade esta a da pesca para engroçar um pouco mais os rendimentos, e como se sabe, muitos pescam mas é para a balança.
Tive a oportunidade de assistir ainda este fim de semana, depois da malta de terra ter dado com o peixe, vi pescadores de barco encostarem-se o mais possível às pedras. Tiveram uma sorete dos diabos, para além de não tirarem nada, o barulho dos motores espantou com os peixes que foi um consolo.
Ou se pôe de uma vez por todas cobro a isto, ou então um dia, morremos todos à beirinha da praia.
É tudo uma questão de mentalização. Por mim, estou à vontade, sei que a matança que provoco não prejudica em nada as espécies de que tanto se fala.
Acho que a tinta do tinteiro está chegar ao fim :lol:.

Cumprimentos a todos


Galante
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valtercosta72
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Mensagem por valtercosta72 »

Strob Escreveu:Gostaria só de acrescentar:
nos ultimos 50 anos desapareceram da ria de Aveiro sete espécies marinhas. Mais tarde ou mais cedo (e se não se fizer nada por isto), a ameijôa maxo também está no ir (e que pitéu ela não é!!!).
Ouvi à dias numa conversa que os nosso HERMANOS espanholitos ofereceram aqui na zona bom dinheiro pelo mexilhão e pela navalha (Lingueirão) jovem.
Posso dizer que a ameijoa macho, está em franca recuperação no Rio Sado, depois de quase estar extinta. A Navalha esteve quase desaparecida, na altura em que os espanhois vinham cá comprar a torto e a direito. Nesta altura apanha-se mas é pouca, devido à sua comercialização para a pesca. Enquanto não houver um defeso para isso cá por baixo, estamos lixados.
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Ramiro
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Registado: sexta out 01, 2004 11:00 pm

Mensagem por Ramiro »

Está bem visto Galante.
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