Agora o que penso que ele devia ter feito, mal ferrou aquele belo animal, era manter os pés em seco numa zona mais alta para poder dominar melhor a situação, mas não muito longe da margem para no caso de o peixe se desferrar ainda ter tempo de o agarrar antes da próxima onda o levar, cana a 45º linha sempre tensa e carreto com embreagem aberta quanto baste para nas investidas mais violentas sair fio suficiente, mas mantendo sempre a tensão necessária para que na escoa e no rebentar da onda a linha não fique nem demasiado esticada nem frouxa e o peixe se possa desferrar, como já me tem acontecido com bailas e robalos quando vêm apenas presos nas cartilagens da boca o que não suporta nem grandes pressões nem que a linha esteja muito aliviada pois com uma cabeçada mais violenta o peixe faz o anzol rasgar ou sair-lhe da boca, pelo que me deu a perceber este peixe vinha muito bem ferrado o que permitiu ao pescador uma grande margem de manobra e ser o dia dele não o do peixe.
Não quero assim dizer que este amigo não sabe pescar mas que nesta captura se arriscou a perder o peixe arriscou e muito.
Até me apetece dizer o peixe é sempre prós tais...
