Chegamos ao pesqueiro por volta das 10h15, o que à partida não me agradava, mas teve de ser... Como estava um dia de sol, era previsível que as carpas andassem mais activas pela manhã, por isso aquelas horas entre as 7h e as 10h seriam talvez as de maior actividade, logo pela fresquinha! Quando chegamos ao pesqueiro, notamos alguma actividade, um salto aqui, outro salto ali, o que fazia prever um dia de pesca animado, mais não fosse pelos saltos que as carpas nos proporcionam. Engodamos o pesqueiro, montamos o material e toca a esperar pelas meninas
Os primeiros bips não tardaram mas as carpas não estavam a comer com muita confiança, talvez pelo barulho que se tinha feito a engodar com o Spod, que não é propriamente um método silencioso
De seguida, e quando eu tinha localizado algumas carpas numa baía ali ao pé, fui tentar a sorte no 'stalking' e quando já ia a meio do caminho, a mesma cana do meu pai arrancou e ele capturou mais uma carpa, desta vez mais pequena, com 2kgs de peso, mas tinha a particularidade de ser provavelmente a carpa mais feia que já vi até hoje, pois parecia ter o maxilar partido, ficando com a boca toda torta.
Passado apenas alguns minutos, e depois de libertada a carpa, a cana do meu pai volta a arrancar, desta vez com uma carpa que não deveria ultrapassar os 4kgs mas que ao chegar perto da margem, cruzou com a linha de outra cana e descravou.
Seguiu-se uma tarde de muito calor, sem um único toque até por volta das 18h... Entretanto, fui dar uma volta pela barragem para tirar umas fotografias e vi muitas carpas a apanhar sol, completamente paradas e tive oportunidade de as fotografar.
Por volta das 18h, e com o aproximar do fim do dia, voltou a actividade das carpas. Muitos saltos e movimentos na água indicavam que o fim do dia ia ser animado! E assim foi, depois de um bom arranque mas que descravou, seguiram-se alguns arranques falsos, até que, a minha cana, finalmente, dá sinal de ter peixe... Mas de seguida, parou, "descravou" disse eu. No entanto, fui verificar se não tinha prendido nos obstáculos do fundo e senti uns pequenos toques na cana, pensei que o boilie estava a ser comido por alguma carpa e por isso aguentei um pouco com a linha esticada e cana na mão. Como aquela zona estava bastante coberta de folhas no fundo, decidi recolher e voltar a lançar, pois assim tinha a certeza de que o anzol estava livre para poder ferrar um peixe. Quando comecei a puxar, voltei a sentir qualquer coisa do outro lado da linha. Quando chegou perto da margem, e já completamente estafada, eis que me aparece esta linda truta, com um anzol na boca (que não era meu) e um chumbo enrolados na minha montagem! O carpfishing tem destas coisas! A truta provavelmente tinha sido pescada por alguém, mas por estarem a usar linhas finas fez com que esta rebentasse, e a truta seguisse com o anzol na boca e ao passar pela minha linha, ficou lá presa
Já o sol se estava a pôr, quando decidimos recolher as canas e rumar a casa, mas mesmo nos últimos minutos de pescaria, mais um arranque de uma carpa, na mesma cana do meu pai, e que pesou 3,500kg, o que, ainda que modesto, é o seu record, mas a continuar assim, tenho a certeza que as maiores virão! É preciso é ir a pesca, pois em casa não se batem records!
