À medida que as posições da Lua e do Sol mudam, a composição relativa das suas forças gravitacionais modifica as marés terrestres, aumentando ou reduzindo a sua amplitude. Pelo facto de se encontrar muito mais próximo da Terra do que o Sol, a Lua exerce uma atracção maior do que a daquele astro e provoca uma elevação dos mares em pontos diametralmente opostos do Globo. Dado o movimento de rotação da Terra, ocorrem, na maioria dos litorais, duas elevações consecutivas num período de 24 horas, ou sejam duas preia-mares em cada dia.
As elevações produzidas pelo Sol, sendo de menor amplitude, dada a distância a que se encontra deste astro, não são geralmente notórias face às da Lua. Aproximadamente duas vezes por mês, nos períodos de Lua cheia e Lua nova, a Terra, a Lua e o Sol encontram-se no mesmo alinhamento, ou seja em conjunção, pelo que a força gravitacional do Sol se junta à da Lua. Nessa altura, as marés altas atingem o ponto mais elevado e as marés baixas o ponto mais baixo. São as chamadas marés vivas. Igualmente, cerca de duas vezes por mês, os três corpos celestes formam um ângulo recto, isto é, encontram-se em quadratura, pelo que a influência do Sol neutraliza parcialmente a da Lua. Ocorrem então as marés mortas, nas quais se verifica a menor diferença de amplitude entre as marés alta e baixa.
Fluxo e refluxo das marés
Fluxo e refluxo das marés
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Encontrei outro artigo que explica o mesmo de uma forma mais explícita.
"Sempre se soube desde a Antiguidade que as marés na Terra e as posições da Lua estariam de qualquer modo relacionadas, mas os cientistas só conseguiram explicar o fenómeno quando Isaac Newton expôs a sua teoria da gravidade, em 1687. Descobriu-se então que tanto a Lua como o Sol têm o seu papel na produção das marés: a Lua produz cerca de 70% do efeito da subida das marés e o Sol os restantes 30%.
Talvez se expliquem melhor as marés se considerarmos que a Terra é uma esfera sólida coberta por uma camada de água. A atracção gravitacional da Lua é maior sobre a água na parte da Terra voltada para a Lua, o que faz com que a água sofra um abaulamento leve em direcção à Lua (imagem B) - a maré alta. Do lado oposto da Terra, a atracção gravitacional da Lua encontra-se no mínimo. Mas a Terra sólida, estando mais perto da Lua, é mais atraída que a água, que, por isso «fica para trás»; o efeito é a formação de um segundo abaulamento (e portanto outra maré alta) do lado oposto da Terra.
Durante a rotação diária da Terra, os abaulamentos da maré movem-se com a Lua, de modo que há sempre um abaulamento na parte da Terra mais próxima da Lua e um segundo na direcção oposta. O efeito geral é causar uma maré alta e uma maré baixa - a intervalos de 12,42 horas (as marés não recorrem a intervalos de 12 horas exactamente, porque além da rotação da Terra, a Lua descreve uma órbita em torno da Terra e não se encontra na mesma posição em dias consecutivos). O Sol também causa dois abaulamentos de marés que se deslocam em volta da Terra a intervalos de 24 horas aproximadamente; essas marés têm cerca de metade da amplitude das marés lunares devido ao menor efeito provocado pelo Sol. Quando o Sol, a Lua e a Terra se encontram em linha directa (imagem C) - em todas as Luas cheias e Luas novas - as marés solares e lunares reforçam-se umas às outras, produzindo marés maiores que a média (são chamadas marés vivas). A influência do Sol nas marés é inferior no primeiro e terceiro quartos da Lua, quando a Lua se encontra em ângulo recto com a linha da Terra e do Sol. Nesta situação, as marés solares e lunares anulam-se parcialmente entre si, produzindo marés menores que a média (marés mortas)."
"Sempre se soube desde a Antiguidade que as marés na Terra e as posições da Lua estariam de qualquer modo relacionadas, mas os cientistas só conseguiram explicar o fenómeno quando Isaac Newton expôs a sua teoria da gravidade, em 1687. Descobriu-se então que tanto a Lua como o Sol têm o seu papel na produção das marés: a Lua produz cerca de 70% do efeito da subida das marés e o Sol os restantes 30%.
Talvez se expliquem melhor as marés se considerarmos que a Terra é uma esfera sólida coberta por uma camada de água. A atracção gravitacional da Lua é maior sobre a água na parte da Terra voltada para a Lua, o que faz com que a água sofra um abaulamento leve em direcção à Lua (imagem B) - a maré alta. Do lado oposto da Terra, a atracção gravitacional da Lua encontra-se no mínimo. Mas a Terra sólida, estando mais perto da Lua, é mais atraída que a água, que, por isso «fica para trás»; o efeito é a formação de um segundo abaulamento (e portanto outra maré alta) do lado oposto da Terra.
Durante a rotação diária da Terra, os abaulamentos da maré movem-se com a Lua, de modo que há sempre um abaulamento na parte da Terra mais próxima da Lua e um segundo na direcção oposta. O efeito geral é causar uma maré alta e uma maré baixa - a intervalos de 12,42 horas (as marés não recorrem a intervalos de 12 horas exactamente, porque além da rotação da Terra, a Lua descreve uma órbita em torno da Terra e não se encontra na mesma posição em dias consecutivos). O Sol também causa dois abaulamentos de marés que se deslocam em volta da Terra a intervalos de 24 horas aproximadamente; essas marés têm cerca de metade da amplitude das marés lunares devido ao menor efeito provocado pelo Sol. Quando o Sol, a Lua e a Terra se encontram em linha directa (imagem C) - em todas as Luas cheias e Luas novas - as marés solares e lunares reforçam-se umas às outras, produzindo marés maiores que a média (são chamadas marés vivas). A influência do Sol nas marés é inferior no primeiro e terceiro quartos da Lua, quando a Lua se encontra em ângulo recto com a linha da Terra e do Sol. Nesta situação, as marés solares e lunares anulam-se parcialmente entre si, produzindo marés menores que a média (marés mortas)."
Embocaduras - Portas para o mar
Aqui fica outro artigo que ajuda a perceber porque é que alguns peixes "desaparecem" temporariamente e aparecem outros que nunca apareciam antes. Aproveito também para dizer que no ano passado "pesquei" uma aranha do mar na Figueira da Foz. Talvez pelo facto da seca levar a alterações da salinidade das águas ou mesmo pelo aquecimento global e consequente subida da temperatura das águas, o que é certo é que aquela aranha estava num habitat pouco vulgar (normalmente encontram-se a cerca de 1000m de profundidade e em climas tropicais/temperados).
"Nas embocaduras, onde a água doce, trazida por rios e ribeiros, se mistura com a água salgada, localizam-se, com frequência, mouchões lodosos, acompanhados de pântanos e mangais.
As condições de vida nestas regiões podem oferecer perigos. Quando um rio se alastra na sua embocadura torna-se mais lento, pelo que os sedimentos que transporta de terra assentam no fundo, formando uma espécie de manto asfixiante. A temperatura da água pode subir e descer abruptamente de estação para estação e até de dia para dia. As variações bruscas na salinidade da água, ou seja, no seu teor de sal, em permilagem (gramas por litro), representam, contudo, o maior de todos os perigos da vida numa embocadura. A salinidade pode oscilar com razoável regularidade duas vezes por dia, em consequência do fluxo e refluxo das marés na foz do rio, e também devido a variações metereológicas drásticas, já que a chuva torna a água menos salgada, enquanto a seca provoca um aumento da salinidade.
As plantas e os animais que vivem na água, quer salgada, quer doce, têm de manter nos seus tecidos uma certa concentração de sais dissolvidos. Se um ser vivo penetra em água de concentração salina inferior à dos fluídos do seu organismo, a água infiltra-se-lhe nos tecidos, pelo que o animal pode inchar; se, pelo contrário, ele se encontra num meio aquático com maior concentração salina, os tecidos perdem água, do que pode resultar uma desidratação.
À medida que as águas salobras de uma embocadura dão lugar, para montante, às águas progressivamente mais doces de um rio, uma comunidade de plantas e animais é gradualmente substituída por outra. Esta mudança, que dá origem a uma espécie de zonação, baseia-se mais na tolerância a diferentes graus de salinidade do que a capacidade de suportar a exposição ao ar. As estrelas-do-mar e os ouriços-do-mar, por exemplo, precisam de um meio com concentração salina idêntica à do mar, pelo que aparecem nas zonas das embocaduras, onde existem entre 30 e 35 partes de sal por cada 1000 partes de água, isto é, 30g/L - 35g/L. Alguns lamelibrânquios necessitam de água com 35 partes de sal por 1000 de água, enquanto outros podem viver em águas contendo apenas 9 partes de sal por 1000 de água, o que lhes permite aventurarem-se para mais longe, afastando-se do mar. Certas espécies de anelídeos, caranguejos, solhas e organismos marinhos afins sobrevivem em águas com menos de 5 partes de sal por 1000 de água e encontram-se em quase todas as águas doces.
Apesar do impacto constante provocado pela variação da salinidade, a vida existe em abundância nas embocaduras. Na realidade, aí se encontram numerosos alimentos animais do homem: ostras, amêijoas, caranguejos e camarões. As embocaduras também servem de área de crescimento para larvas e juvenis ou de zona de alimentação de uma variedade de peixes de valor comercial ou objecto de pesca desportiva: patruça, sarda, sardinha e savelha, por exemplo. Cerca de 85% do peixe e dos mariscos consumidos pelo homem provêm de águas costeiras, tendo muitos deles passado toda ou parte da sua vida nas embocaduras.
Infelizmente, estas denunciam cada vez com mais evidência a incapacidade que o homem revela de conservar os mais valiosos recursos naturais da Terra. Recorrendo de forma excessiva e irresponsável aos cursos de água continentais para drenagem dos efluentes urbanos e industriais, o homem condena à morte, a médio prazo, boa parte das comunidades animais das embocaduras.
Para além do empobrecimento da fauna, verifica-se ainda qua alguns peixes e mariscos de grande número de embocaduras poluídas já acumularam no seu organismo bactérias ou substâncias químicas tóxicas num grau de concentração perigoso para as aves marinhas e para o homem."
"Nas embocaduras, onde a água doce, trazida por rios e ribeiros, se mistura com a água salgada, localizam-se, com frequência, mouchões lodosos, acompanhados de pântanos e mangais.
As condições de vida nestas regiões podem oferecer perigos. Quando um rio se alastra na sua embocadura torna-se mais lento, pelo que os sedimentos que transporta de terra assentam no fundo, formando uma espécie de manto asfixiante. A temperatura da água pode subir e descer abruptamente de estação para estação e até de dia para dia. As variações bruscas na salinidade da água, ou seja, no seu teor de sal, em permilagem (gramas por litro), representam, contudo, o maior de todos os perigos da vida numa embocadura. A salinidade pode oscilar com razoável regularidade duas vezes por dia, em consequência do fluxo e refluxo das marés na foz do rio, e também devido a variações metereológicas drásticas, já que a chuva torna a água menos salgada, enquanto a seca provoca um aumento da salinidade.
As plantas e os animais que vivem na água, quer salgada, quer doce, têm de manter nos seus tecidos uma certa concentração de sais dissolvidos. Se um ser vivo penetra em água de concentração salina inferior à dos fluídos do seu organismo, a água infiltra-se-lhe nos tecidos, pelo que o animal pode inchar; se, pelo contrário, ele se encontra num meio aquático com maior concentração salina, os tecidos perdem água, do que pode resultar uma desidratação.
À medida que as águas salobras de uma embocadura dão lugar, para montante, às águas progressivamente mais doces de um rio, uma comunidade de plantas e animais é gradualmente substituída por outra. Esta mudança, que dá origem a uma espécie de zonação, baseia-se mais na tolerância a diferentes graus de salinidade do que a capacidade de suportar a exposição ao ar. As estrelas-do-mar e os ouriços-do-mar, por exemplo, precisam de um meio com concentração salina idêntica à do mar, pelo que aparecem nas zonas das embocaduras, onde existem entre 30 e 35 partes de sal por cada 1000 partes de água, isto é, 30g/L - 35g/L. Alguns lamelibrânquios necessitam de água com 35 partes de sal por 1000 de água, enquanto outros podem viver em águas contendo apenas 9 partes de sal por 1000 de água, o que lhes permite aventurarem-se para mais longe, afastando-se do mar. Certas espécies de anelídeos, caranguejos, solhas e organismos marinhos afins sobrevivem em águas com menos de 5 partes de sal por 1000 de água e encontram-se em quase todas as águas doces.
Apesar do impacto constante provocado pela variação da salinidade, a vida existe em abundância nas embocaduras. Na realidade, aí se encontram numerosos alimentos animais do homem: ostras, amêijoas, caranguejos e camarões. As embocaduras também servem de área de crescimento para larvas e juvenis ou de zona de alimentação de uma variedade de peixes de valor comercial ou objecto de pesca desportiva: patruça, sarda, sardinha e savelha, por exemplo. Cerca de 85% do peixe e dos mariscos consumidos pelo homem provêm de águas costeiras, tendo muitos deles passado toda ou parte da sua vida nas embocaduras.
Infelizmente, estas denunciam cada vez com mais evidência a incapacidade que o homem revela de conservar os mais valiosos recursos naturais da Terra. Recorrendo de forma excessiva e irresponsável aos cursos de água continentais para drenagem dos efluentes urbanos e industriais, o homem condena à morte, a médio prazo, boa parte das comunidades animais das embocaduras.
Para além do empobrecimento da fauna, verifica-se ainda qua alguns peixes e mariscos de grande número de embocaduras poluídas já acumularam no seu organismo bactérias ou substâncias químicas tóxicas num grau de concentração perigoso para as aves marinhas e para o homem."
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- A aranha "pescada" era idêntica a esta.
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