Investigadores estudam impacto das pescas na biodiversidad

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120
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Investigadores estudam impacto das pescas na biodiversidad

Mensagem por 120 »

Desde 1996 que uma equipa de investigadores da Universidade do Algarve tem estudado a rejeição das pescas. E algumas conclusões são impressionantes: cerca de 70 por cento de espécies capturadas, de todos os grupos, não servem para consumo, sendo devolvidas ao mar já sem vida. O projecto acaba por ser um importante contributo para compreendemos melhor a biodiversidade. Dentro de 6 meses, os investigadores vão publicar um livro sobre as espécies que nadam na nossa costa.

As imagens foram captadas por investigadores da Universidade do Algarve e dão conta do trabalho realizado na região do Canhão Submarino de Portimão. A bordo do mini submarino «Delta» - e no âmbito do SEMAPP, o Programa de Ciência, Educação e Arqueologia Marinha – a equipa percorreu o fundo do mar para estudar o impacto da pesca.
Primeira conclusão: das 500 espécies capturadas pelos pescadores, apenas são aproveitadas 30 por cento. Teresa Cerveira Borges, investigadora da Universidade do Algarve e do CCMAR, refere que “estamos a falar de 500 espécies de todos os grupos. Não é só peixes, não é só moluscos – é de todos os grupos, o que inclui mesmo animais que as pessoas geralmente não conhecem. Até mesmo as minhocas do mar, que as pessoas utilizam na pesca, estão incluídas e que vêm nas redes de pescas. Ora, dessas 500 espécies nós só aproveitarmos 30 por cento é realmente perigoso. E é esse alerta que é preciso dar a todos – ao pescador, principalmente, que é o mais directo. Mas também a toda a sociedade. Porque quando nós exigimos que o pescador nos traga aquilo que queremos no prato, temos que ver que também estamos a pressioná-lo para ir à pesca de mais espécies, de maior quantidade.”

Desertificação no fundo do mar

Um dos aspectos mais surpreendentes é a desertificação que abunda no fundo do mar. A 12 milhas da costa, e a mais de 250 metros de profundidade, seria de esperar um cenário bastante diferente.
Os investigadores registaram ainda as marcas bem visíveis provocadas pelas redes de arrasto. Juntamente com a rejeição de pescado, este facto põe em risco a sobrevivência de certas espécies: “o lagostim, por exemplo. Toda a gente sabe o que é o lagostim, toda a gente gosta de lagostim. Porque é que as pessoas agora não comem lagostim? O preço é elevado, mas mais do que o preço ser alto é o facto de não aparecer lagostim. Neste momento, já há paragens de pesca obrigatórias – portanto, há 2 meses por ano em que é preciso parar a pesca aos crustáceos – justamente porque eles estão a desaparecer. Isto é uma espécie comercial e há outras espécies que não têm importância comercial, mas que estão também a desaparecer. Podemos dizer que não nos interessa por não serem comerciais. Mas isso interessa-nos e muito. Talvez até seja mais importante porque essa espécie não comercial que está a desaparecer pode ser o alimento não de uma, não de duas, mas de muitas espécies que são comerciais”, esclarece Teresa Cerveira Borges.

As espécies da costa portuguesa

Aproveitando todo o conhecimento adquirido no âmbito do SEMAPP, os investigadores iniciaram um outro projecto – o BIOFISH. O objectivo é concentrar aqui todos os estudos que estejam relacionados com a biologia marinha.
Em elaboração está entretanto um livro que que dará a conhecer as espécies da nossa costa. Teresa Cerveira Borges adianta que “cada espécie vai ter uma ficha baseada nas suas características, na sua biologia, informação sobre o tipo de pesca, se tem ou não interesse comercial, se é ou não rejeitado, qual é a sua situação aqui em Portugal e até noutros sítios. Pode não ter interesse comercial aqui, mas pode ter interesse comercial no país vizinho. Portanto, este livro pode dar oportunidades a esse tipo de acções.”
A publicação do livro está prevista para Janeiro de 2007 e a primeira edição será distribuída gratuitamente a todos os profissionais ligados ao sector das pescas. A ideia é despertar consciências, alertando para o perigo inerente à rejeição do pescado.
jopinto
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Mensagem por jopinto »

E só aoora é que estão a chegar a essa conclusão :?:
E por acaso alguem acha que o Sr. Ministro vai ligar alguma importancia a esse estudo :?:
E por acaso achas que mais alguem está interessado neste assunto :?:
Pois :shock:
Aproveita e vai lá apanhando aqueles "meninos" que bem conheces enquanto podes, e por mim vou tentar apanhar o alguns besugos para "mais tarde recordar" :wink:
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