Fazia eu, na altura pesca à bóia com frequência, no Cabo Mondego e um dia, há dois ou três anos, pescava, numas pedras existentes junto dum local denominado porta-aviões, mas para o lado esquerdo de quem está virado para o mar, quando uma única vaga podia ter feito bastantes estragos, quer em mim e no meu companheiro de pesca, pois dificilmente a faço sozinho.
Reforço que foi apenas uma vaga, mantendo-se depois como estava anteriormente.
O mar estava batido, mas com ondas que espraiavam nas rochas onde estávamos, sem contudo chegar a nós, nem perto.
Começamos a ver a formação da vaga e preparei-me mesmo com a cana na mão, para subir mais a escarpa onde estávamos e escorreguei, não consegui subir, pois embati com a canela na rocha e fiz um corte na parte lateral da perna, parte externa.
A vaga espraiou, tomei banho, mas não fui arrastado e a cana, um “Power X”, de 7 metros da Hiro, manteve-se sempre na mão e apesar de ter embatido nas rochas, não sofreu qualquer dano.
A pesca nesse dia terminou, como é óbvio, pois tive de ir ao hospital receber tratamento, fiquei com um hematoma na canela e o corte nem pontos chegou a levar.
Tive de retornar ao hospital dias depois, pois o inchaço na perna não desapareceu e o corte infectou, tiveram de lancetá-lo, sendo então informado que derivado aos limos e outros detritos que estão nas rochas, provocaram tal infecção e acumulação de líquido, tendo o aludido corte custado a cicatrizar.
Ainda hoje tenho o sinal da ferida e um ligeiro inchaço na perna direita, mas tudo normal.
Já lá estive a pescar depois deste incidente, mas apenas umas duas ou três vezes, para susto chegou.
Não é que tenha medo do local, mas fiquei talvez com algum trauma do local, pois pesco em mar, talvez com ondulação superior e não é também pelo mar.
Boa continuação.
Braga.
