Boas
Já te tinha respondido... mas não sei porqué a resposta foi-se a caminho do servidor

...vamos lá outra vez:
Em primeiro lugar a pesca ao spinning, Achigâ ou qq outro predador, pouco ou nada tem a ver com a pesca á boia, aqui trata-se de "caçar" um caçador simulando a presa com a nossa amostra; evidentemente se eles não estão activos e a caçar, tudo se torna mais dificil.
Para o iniciado é fundamental antes de mais investir no conhecimento dos habitos da espécie, e não menos importante saber trabalhar os diversos tipos de amostra de forma a que simulem de forma credivel a presa. Muitos lançamentos em planos de água abertos e transparentes, sem qq preocupação de "apanhar peixe" permitem ganhar confiança no trabalhar das amostras e na precisão e subtileza do lançamento, aspectos fundamentais em acção de pesca.
Para começar, sugeria a prática com pequenos minows e crankbaits corricados de forma linear a diferentes velocidades, avaliando o seu comportamento dinámico (nesta época o Achigâ tem muito por onde escolher, mas insectos e alevins serão o prato principal)...evoluindo o corrico com toques subtis de ponteira, por forma a imprimir nos artificiais movimentos aleatórios que se assemelham aos de um pequeno peixe em "dificuldades".
O uso de vinilos com montagens "Carolina" ou "Texas", com pesos muito ligeiros (1 a 5gr) permite bater com segurança zonas de coberturas vegetais ou estruturas submersas...aqui uma espécie de jigging, levantando e baixando a ponteira da cana enquanto se recolhe o fio será a acção básica (a grande vantagem para o principiante é a facilidade de chegar a sitios onde com cranks seria um perder consecutivo de amostras).
As amostras de superficie, poppers e passeantes (tb spinerbaits, buzzbaits, pencil's e amostras com helices) são a forma mais espetácular de pescar ao Achigâ; os ataques são brutais e espectaculares, a adrenalina sobe ao máximo... No caso dos poppers o segredo consiste na paciência do pescador; esperar 20 ou 30 s depois de lançar o popper de forma subtil na água e começar comtoques minimos e intervalos longos, pode produzir ataques de grandes peixes, vindos por vezes lá bem do fundo... a pesca com toques sucessivos e muito ritmados, na maioria dos casos só serve para assustar o peixe (por vezes com vento e águas tapadas tb pode dar os seus resultados...)
Os passeantes já exigem mais alguma prática... o Walk-the-dog implica um treino razoável para que se domine a técnica, mas depois de dominada é uma animação excelente e que permite um sem numero de variações...o WTD "submarino" por exemplo é estremamente eficaz.
-uma dica: depois de lançar um popper ou um passeante, e notando nós a presença de um achigâ que vem "ver o que se passa" mas não ataca a amostra, trocar esta por um pequeno minow afundante ou suspendido, de côr igual, e insistir com uma animação muito anímica... 50% das vezes conseguimos um ataque.
Ainda uma palavra sobre os fios a utilizar: ter em atenção que o aumento dos diametros prejudica ( e muito!!) a animação das amostras. Em águas claras e com animações lentas torna-se tb muito mais visivel. Monofilamentos do 0,20 ao 0,25, ou multifilamentos 0,10 ao 0,15 serão os mais aconselhados... quanto mais leves as amostras menor deverá ser o diametro.
Muitas foram as madrugadas e fins de tarde passados nas margens do Maranhão (com o calor o Achigâ recolhe aos fundos e a zonas de sombra e torna-se mais letárgico)... o principal é desenvolvermos os nossos instintos e conhecimentos nesta pesca apaixonante...os resultados aparecem
NOTA: como disse o Mário estamos no final da êpoca de procriação, não é raro ver junto das margens grandes fémeas a guardar a sua prole... lançar afastado da margem é uma garantia de que o nosso alvo seram os machos, defendendo a continuidade da éspecie...os juvenis são também "alvos" fáceis; devolvam o peixe á água cuidadosamente...
PESQUEM DE FORMA RESPONSÁVEL
Ab
