O "Sitio do Pescador" é um site na Internet, dedicado á pesca em geral e á pesca lúdica em particular, actualmente tem mais de 4.700 membros
Venho na qualidade de Webmaster e em nome de toda a comunidade que integra o "Sítio do Pescador", mostrar o nosso apoio à forma de actuação da Capitania do Porto de Portimão, pensamos que a postura demonstrada através do seu Comandante Marques Pereira é a correcta.
Infelizmente os recursos marinhos não são inesgotáveis, existem leis que os tentam proteger, nomeadamente através da aplicação de restrições às capturas e de áreas onde podem ser realizadas as capturas.
Aplaudimos todo o tipo de fiscalização, seja ela feita a pescadores lúdicos ou profissionais. Se as leis existem, são para cumprir.
Ficamos extremamente felizes em saber, que pelo menos, numa capitania do nosso país o interesse colectivo está acima de interesses particulares.
Um grande bem haja, vindo de mais de 4.700 membros em uníssono.
P'lo Sítio do Pescador
O Webmaster
Paulo Santos
Missiva para a Capitania do Porto de Portimão
Missiva para a Capitania do Porto de Portimão
Última edição por Paulo em segunda abr 02, 2007 10:43 am, editado 1 vez no total.
Olá a todos.
Acerca do envio para a Comunicação Social da missiva:
Estive a ponderar, já falei pessoalmente com alguns moderadores, recebi mails de outros, recebi ideias diferentes.
Vou dar a minha opinião pessoal. Como as opiniões dos moderadores foram divergentes vou manter a minha posição.
Apesar de numa primeira vista parecer boa ideia enviar a missiva para a C.S., não a vou fazer por duas razões, passo a explicar.
Primeira:
Apenas estamos a demonstrar o nosso apreço por uma capitania estar a fazer cumprir as leis, perante pescadores lúdicos e profissionais.
Não há necessidade de aumentar conflitos este diferentes partes (lúdicos e profissionais), que mais cedo ou mais terão de estar do mesmo lado na defesa das espécies, espécies que dão ganha pão a uns e prazer a outros.
Ao irmos para a comunicação social isto poderia ser aproveitado para se venderem mais uns jornais, tudo iria depender de como as coisas seriam postas.
Não quero que o site seja acusado de estar contra os pescadores profissionais, uma vez que isso não é verdade.
Como foi dito por um dos moderadores, os próprios pescadores profissionais, os que cumprem as leis, sofrem concorrência desleal por parte dos que não cumprem.
Cabe á Assembleia da Republica legislar, cabe ás forças da ordem verificar se as leis são cumpridas. Se as leis são más, se não contemplam determinadas especificidades, caberá a Assembleia mudar a lei.
Não cabe às forças da ordem “fechar os olhos” aos incumprimentos da lei. Este “fechar de olhos” permite que uma lei com incoerências ou omissões exista e não seja alterada.
Os pescadores profissionais deveriam estar preocupados com o estado das coisas, parece-me que alguns, felizmente, começam a estar.
Têm de perceber que se as coisas continuam assim qualquer dia não têm ganha pão.
Mais do que nós, certamente sentem a falta de peixe, peixe que lhes permite alimentar as famílias.
Talvez seja hora de se unirem, unirem-se não para contestar o Capitão da Capitania, mas unirem-se para, entre eles, arranjarem cotas, cotas que lhes permitão vender o pescado a bom preço nas lotas. Pensem na lei da procura e da oferta. É simples, muita oferta, baixo preço, pouca oferta ou uma oferta correcta para a procura, bom preço.
O futuro a meu ver terá de passar por aí, aliás, vejam a quantidade de pescado de aquicultura presente nas nossas praças.
O peixe selvagem terá de ser vendido a bom preço, é quem arrisca a vida para o capturar deverá ganhar com isso. Quem quiser peixe a baixo preço terá de optar pelo chamado “peixe de aviário”. Se repararem isto já se passa há dezenas de anos no mercado da carne.
Segunda:
O manifesto que está a decorrer.
Mais uma vez não queremos ser acusados de destabilização nem de querer ter protagonismo.
Assim, aproveito para informar todos o utilizadores.
Caso sejamos contactados por algum órgão de comunicação social acerca desta missiva, falaremos do manifesto, de que este está em andamento, e que talvez seja melhor contactarem a Associação Água Selvagem (uma das entidades presentes no manifesto) para terem uma opinião acerca deste assunto: Fiscalização e aplicação da mesma, tanto a pescadores lúdico como profissionais.
Cumprimentos,
Paulo Santos
Acerca do envio para a Comunicação Social da missiva:
Estive a ponderar, já falei pessoalmente com alguns moderadores, recebi mails de outros, recebi ideias diferentes.
Vou dar a minha opinião pessoal. Como as opiniões dos moderadores foram divergentes vou manter a minha posição.
Apesar de numa primeira vista parecer boa ideia enviar a missiva para a C.S., não a vou fazer por duas razões, passo a explicar.
Primeira:
Apenas estamos a demonstrar o nosso apreço por uma capitania estar a fazer cumprir as leis, perante pescadores lúdicos e profissionais.
Não há necessidade de aumentar conflitos este diferentes partes (lúdicos e profissionais), que mais cedo ou mais terão de estar do mesmo lado na defesa das espécies, espécies que dão ganha pão a uns e prazer a outros.
Ao irmos para a comunicação social isto poderia ser aproveitado para se venderem mais uns jornais, tudo iria depender de como as coisas seriam postas.
Não quero que o site seja acusado de estar contra os pescadores profissionais, uma vez que isso não é verdade.
Como foi dito por um dos moderadores, os próprios pescadores profissionais, os que cumprem as leis, sofrem concorrência desleal por parte dos que não cumprem.
Cabe á Assembleia da Republica legislar, cabe ás forças da ordem verificar se as leis são cumpridas. Se as leis são más, se não contemplam determinadas especificidades, caberá a Assembleia mudar a lei.
Não cabe às forças da ordem “fechar os olhos” aos incumprimentos da lei. Este “fechar de olhos” permite que uma lei com incoerências ou omissões exista e não seja alterada.
Os pescadores profissionais deveriam estar preocupados com o estado das coisas, parece-me que alguns, felizmente, começam a estar.
Têm de perceber que se as coisas continuam assim qualquer dia não têm ganha pão.
Mais do que nós, certamente sentem a falta de peixe, peixe que lhes permite alimentar as famílias.
Talvez seja hora de se unirem, unirem-se não para contestar o Capitão da Capitania, mas unirem-se para, entre eles, arranjarem cotas, cotas que lhes permitão vender o pescado a bom preço nas lotas. Pensem na lei da procura e da oferta. É simples, muita oferta, baixo preço, pouca oferta ou uma oferta correcta para a procura, bom preço.
O futuro a meu ver terá de passar por aí, aliás, vejam a quantidade de pescado de aquicultura presente nas nossas praças.
O peixe selvagem terá de ser vendido a bom preço, é quem arrisca a vida para o capturar deverá ganhar com isso. Quem quiser peixe a baixo preço terá de optar pelo chamado “peixe de aviário”. Se repararem isto já se passa há dezenas de anos no mercado da carne.
Segunda:
O manifesto que está a decorrer.
Mais uma vez não queremos ser acusados de destabilização nem de querer ter protagonismo.
Assim, aproveito para informar todos o utilizadores.
Caso sejamos contactados por algum órgão de comunicação social acerca desta missiva, falaremos do manifesto, de que este está em andamento, e que talvez seja melhor contactarem a Associação Água Selvagem (uma das entidades presentes no manifesto) para terem uma opinião acerca deste assunto: Fiscalização e aplicação da mesma, tanto a pescadores lúdico como profissionais.
Cumprimentos,
Paulo Santos
Missiva para a Capitania de Portimão
O Gabriel Garcia Marques ao ver a morte aproximar-se escreveu aos seus amigos; entre outars coisas disse-lhes:
Diz sempre o que sentes ,Faz sempre o que pensas.
Pergunta:
Não valerá a pena enviar a missiva ???
Cumprimentos
Artur
Diz sempre o que sentes ,Faz sempre o que pensas.
Pergunta:
Não valerá a pena enviar a missiva ???
Cumprimentos
Artur
