Concordo quando dizes que a "escola" se deve fazer nas 20 braças. É mais fácil aprender a pescar com pouca profundidade do com muita profundidade e corrente. Quando comecei a pescar de barco, uma das coisas que mais me metia confusão era os camaradas mais velhos, quando ferravam um peixe diziam logo: Olha mais uma choupa! Ou Mais uma boga!
O saber ler a picada de cada peixe deve ser das coisas mais difíceis de aprender na pesca embarcada. Isso e tentar ferrar mais que um peixe de cada vez também me metia muita confusão. Mas com o tempo, paciência e sobretudo observando os pescadores mais velhos lá se vai aprendendo qualquer coisa. Isto se partirmos do princípio de que realmente queremos aprender! Como dizes, tenho a minha técnica, mas não fico estático quando não sinto peixe, mudo as montagens, a chumbada, o isco, a maneira de os ferrar.
Não fico a dizer mal da minha vida, nem a dizer mal dos peixes. A típica frase: “Esta M*rda é incrível! O gajo da esquerda apanha, o da direita apanha! Só eu é que não tenho sorte nenhuma na P*ta da vida!” Como dizem os Comandos: A Sorte protege os Audazes!
Na Pesca há que ser audaz! A troca de ideias, experimentar novos materiais (anzóis, fios, canas, etc) contribui positivamente para uma mais rápida desenvoltura enquanto pescador e camarada. Na sexta-feira, depois de ter saído do Zuca e depois da nossa conversa sobre as tuas montagens, fui para casa fazer (ou tentar!) montagens iguais ás tuas! Até as 3:00 da matina! Infelizmente ainda não reuno ascondições que eu desejaria, tanto monetárias como de tempo para me dedicar á pesca como eu desejaria. Se tivesse essas condições, garanto que experimentava outras tantas coisas. Mas por agora, sinto-me obrigado, como pai, a trazer peixe para casa. A lá coisa melhor na vida de um pescador do que ver e ouvir um filho a dizer: Este peixe, foste tu que apanhaste. Não foi Pai?
Um Abraço!
