Informei que estava de abalada, mas que se poderia marcar a saída sem problemas, e assim foi, ficou marcada para a sexta feira seguinte.
Na véspera da saída, encontramo-nos para a apresentação e combinar os pormenores para o dia seguinte, sempre acompanhados pelo copo da ordem.
Saída organizada, foi a altura de estabelecer a estratégia de pesca para o dia seguinte, eu levava as montagens que normalmente uso nos mares do Norte, linhas finas, com estralhos 0,18; 0,20; 0,235 com fio da marca de costume, seaguar surfcasting, nas madres o 0,26 e 0,235 e anzol nº6 e nº8 fazem as honras da casa, depois de conversa com o Filipe, um conhecedor daqueles mares, optei por evitar as montagens mais finas, mas como os pesqueiros seriam na casa dos 20/25 m e com águas lusas, optei pelas medidas intermédias (0,26/0,20)
No dia marcado, lá nos encontramos todos em Cabanas de Tavira, colegas de faina que não conhecia mas que rapidamente se percebeu que seria uma saída 5*para a saída no barco Safio
A equipa armada pelo Filipe era: eu, ele, o filho dele - o Danny, o Hugo de nickname Vício, o Nuno e um parceiro que esqueci o nome ( eu sou mesmo assim com nomes).
Viagem curta até aos pesqueiros, não mais de 3 milhas e pescas para baixo.
Saíram umas safias, umas choupas, salmonetes, trombeiros, mucharras, etc ( muitos peixes que eu nunca tinha visto), no meio desses peixes todos lá “embrulho” dois sargos veados que fizeram a minha alegria, nunca tinha pescado esses espécimes e tinha uma vontade escondida de fazer a minha estreia nessa espécie.
As peripécias foram bastantes ao longo do dia, a boa disposição foi reinante a bordo, o Mestre ajudou á festa. As montagens aprovaram no sul, fiquei bastante contente com o resultado da pescaria, ainda mais no dia seguinte, quando desgustei aqueles sargos veados, estufados segundo receita do comandante Jó.
Um muito obrigado a todos os parceiros de pescaria, foi um prazer pescar convosco e já sabem, comigo a bordo a alegria é constante, não há lugar a tristezas…
Fiz mais duas saídas durente a minha estadia por terras do Sul, mas nada de extraordinário, o meu colega e proprietário do barco não pratica a pesca em barco fundeado, mas mesmo assim deu para entreter e soltar algumas bicas e pargos que não tinham a medida da nossa consciência.
Para a próxima viagem já encomendei um pargo mulato.... só depois é que peço o capatão!
