Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
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toalhas
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Eu acho que deverá ser cada um a escolher se deve libertar ou não, peixe que não quero ou devolvo ou dou, se não tiver medida enão vai á agua, no entanto á medidas minimas que não estou de acordo.Deviam de aumentar.
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Boas malta.
Quanto à libertação das capturas várias situações se colocam.
É bastante diferente falar-se em pesca de mar ou pesca de águas interiores. A influencia da pesca desportiva nas comunidades piscícolas no mar e nas águas interiores é completamente diferente, quer pela dimensão das massas de água quer pelo cariz das próprias espécies. Por outro lado se é verdade que deviam aumentar as medidas mínimas, também acho que deviam criar uma medida máxima para algumas espécies (isto para águas interiores). Por exemplo parece-me mais reprovável e censurável a não devolução de uma carpa com 20 quilos do que a não devolução de uma com 300 gramas.
Acho que Portugal ainda esta muito atrasado nesta matéria, e sinceramente não sinto que os avanços feitos nos últimos anos sejam tão significativos como deveriam. Era suposto pelo menos estarmos num ponto em que nas águas interiores a pesca sem morte fosse uma prática normal. Coisa que de todo não acontece.... o normal ainda é levar o peixe para casa para dar ao gato... ou para mostrar no café!!!!
Nesta quinta feira a APCF vai fazer uma iniciativa com os seus membros a um lago em França (Lac de Lamonth). Neste local por exemplo é completamente proibida a pesca com morte, a retenção do peixe (mesmo para pesagem e fotografia no dia seguinte), é permitido pescar com 3 canas, é permitido pescar de noite, os pesqueiros são arranjados e limpos, temos casas de banhos e restaurante perto e carpas acima dos 20 quilos.... bem tudo que um carpista podia desejar para passar um bom fim de semana. Quando é que isto vai ser possível em portugal?
E desculpem-me a franqueza mas tem mesmo que haver algum radicalismo nesta matéria. Não se pode praticar pesca com morte em águas interiores e ponto. Não se pode permitir que se leve peixe para casa porque é para comer... acho que isso actualmente já não é desculpa... até porque ninguém precisa da pesca desportiva para subsistir. Quase toda a gente a pratica por desporto e lazer. Não tendo como fim a alimentação.
Não é possível criar lagos ou barragens com bons achigãs, boas carpas, bons lúcios, etc... se continuarmos a matar o pescado quando ele ainda é novo.
Apesar de pescar apenas carpas, tenho todo o interesse em que os lúcios, achigas e zanders, continuem a desenvolver-se regularmente, visto eles irem controlar a população de carpas. Permitindo-me apenas ter carpas grandes. Da mesma forma o pescador de lúcios e achigas devia preservar as carpas, visto serem elas uma das principais fontes de alimentação das suas meninas. Esta mentalidade ainda não está desenvolvida em portugal.
Não é motivo para desanimar e baixar os braços, mas não se iludam as coisas não estão bem... e nem caminham rapidamente.
abraço
Quanto à libertação das capturas várias situações se colocam.
É bastante diferente falar-se em pesca de mar ou pesca de águas interiores. A influencia da pesca desportiva nas comunidades piscícolas no mar e nas águas interiores é completamente diferente, quer pela dimensão das massas de água quer pelo cariz das próprias espécies. Por outro lado se é verdade que deviam aumentar as medidas mínimas, também acho que deviam criar uma medida máxima para algumas espécies (isto para águas interiores). Por exemplo parece-me mais reprovável e censurável a não devolução de uma carpa com 20 quilos do que a não devolução de uma com 300 gramas.
Acho que Portugal ainda esta muito atrasado nesta matéria, e sinceramente não sinto que os avanços feitos nos últimos anos sejam tão significativos como deveriam. Era suposto pelo menos estarmos num ponto em que nas águas interiores a pesca sem morte fosse uma prática normal. Coisa que de todo não acontece.... o normal ainda é levar o peixe para casa para dar ao gato... ou para mostrar no café!!!!
Nesta quinta feira a APCF vai fazer uma iniciativa com os seus membros a um lago em França (Lac de Lamonth). Neste local por exemplo é completamente proibida a pesca com morte, a retenção do peixe (mesmo para pesagem e fotografia no dia seguinte), é permitido pescar com 3 canas, é permitido pescar de noite, os pesqueiros são arranjados e limpos, temos casas de banhos e restaurante perto e carpas acima dos 20 quilos.... bem tudo que um carpista podia desejar para passar um bom fim de semana. Quando é que isto vai ser possível em portugal?
E desculpem-me a franqueza mas tem mesmo que haver algum radicalismo nesta matéria. Não se pode praticar pesca com morte em águas interiores e ponto. Não se pode permitir que se leve peixe para casa porque é para comer... acho que isso actualmente já não é desculpa... até porque ninguém precisa da pesca desportiva para subsistir. Quase toda a gente a pratica por desporto e lazer. Não tendo como fim a alimentação.
Não é possível criar lagos ou barragens com bons achigãs, boas carpas, bons lúcios, etc... se continuarmos a matar o pescado quando ele ainda é novo.
Apesar de pescar apenas carpas, tenho todo o interesse em que os lúcios, achigas e zanders, continuem a desenvolver-se regularmente, visto eles irem controlar a população de carpas. Permitindo-me apenas ter carpas grandes. Da mesma forma o pescador de lúcios e achigas devia preservar as carpas, visto serem elas uma das principais fontes de alimentação das suas meninas. Esta mentalidade ainda não está desenvolvida em portugal.
Não é motivo para desanimar e baixar os braços, mas não se iludam as coisas não estão bem... e nem caminham rapidamente.
abraço
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PedrasSalgadas
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Este ponto parece-me bem interessante e realça a componente desportiva da pesca lúdica, independentemente da mesma se realizar em águas interiores ou oceânicas. Libertar os grandes exemplares, os que certamente têm os melhores genes reprodutivos.Sickle Escreveu:Por outro lado se é verdade que deviam aumentar as medidas mínimas, também acho que deviam criar uma medida máxima para algumas espécies (isto para águas interiores). Por exemplo parece-me mais reprovável e censurável a não devolução de uma carpa com 20 quilos do que a não devolução de uma com 300 gramas.
Para além da nobreza que está subjacente a esse acto.
Sickle, desculpa a franqueza mas aqui não consigo concordar contigo, com radicalismo nunca conseguiremos educar de forma a alterar os comportamentos que consideramos menos correctos, ou desajustados. E nem me estou a referir ao facto de concordar ou não com a tua opinião.Sickle Escreveu:E desculpem-me a franqueza mas tem mesmo que haver algum radicalismo nesta matéria. Não se pode praticar pesca com morte em águas interiores e ponto. Não se pode permitir que se leve peixe para casa porque é para comer... acho que isso actualmente já não é desculpa... até porque ninguém precisa da pesca desportiva para subsistir.
Porque às tuas afirmações também se coloca esta questão. Porquê?
Ab
Manel
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rui valerio
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- Registado: segunda mar 10, 2008 1:44 pm
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Bem manel... uma opinião sensata.PedrasSalgadas Escreveu:Este ponto parece-me bem interessante e realça a componente desportiva da pesca lúdica, independentemente da mesma se realizar em águas interiores ou oceânicas. Libertar os grandes exemplares, os que certamente têm os melhores genes reprodutivos.Sickle Escreveu:Por outro lado se é verdade que deviam aumentar as medidas mínimas, também acho que deviam criar uma medida máxima para algumas espécies (isto para águas interiores). Por exemplo parece-me mais reprovável e censurável a não devolução de uma carpa com 20 quilos do que a não devolução de uma com 300 gramas.
Para além da nobreza que está subjacente a esse acto.
Sickle, desculpa a franqueza mas aqui não consigo concordar contigo, com radicalismo nunca conseguiremos educar de forma a alterar os comportamentos que consideramos menos correctos, ou desajustados. E nem me estou a referir ao facto de concordar ou não com a tua opinião.Sickle Escreveu:E desculpem-me a franqueza mas tem mesmo que haver algum radicalismo nesta matéria. Não se pode praticar pesca com morte em águas interiores e ponto. Não se pode permitir que se leve peixe para casa porque é para comer... acho que isso actualmente já não é desculpa... até porque ninguém precisa da pesca desportiva para subsistir.
Porque às tuas afirmações também se coloca esta questão. Porquê?
Ab
Manel
Quanto á não captura de peixes de água interior, parece-me que a hipotese deixaria mais vulneraveis as espécies pisciculas, pois permitiria a justificada exploração profissional da pesca, ainda mais!
Outra coisa que devemos ter em conta é que com o aumento da pesca desportiva, os engodos, iscos para os ciprinidos, alguns encontram condições excelentes para viverem, o que pode provocar sobrelotação de algumas massas de água, quebrando assim a homeostasia dos ecossistemas onde estão inseridos.
Outras espécies que atingem tamanhos consideraveis, tem um impacto nefasto nos ecossistemas onde estão incluidos, pois o seu indice de reprodução é menos que o consumo de alevins da sua própria espécie ( caso das trutas em rios de montanha)
e depois.... eu gosto do peixe na água, mas...... tambem gosto dele no prato!!
estas situações tem que ser bem pensadas e estudadas, a adaptação e posterior evolução dos seres vivos passa pelo processo de regeneração das espécies, não podemos esquecer que nós, os Homens, quase que irradicamos os predadores de algumas espécies, alteramos os equilibrios ecologicos dos diferentes habitat´s e assim prejudicamos algumas especies que tentamos proteger.
mais grave que isso ( proibir a captura de especimes), na minha perspectiva, foi e é a introdução de algumas espécies em portugal, que por muito valor desportivo que tenham, prejudicaram as espécies que já cá existiam....mas, sinceramente, só a nossa visão "egoista" é que se preocupa com isso, pois a natureza desenvolve-se, adapta-se e sempre vencerá, os derrotados seremos sempre nós, de uma maneira ou outra!!!
eu não ando atrás de carpas grandes, nem de barbos grandes..... eu sinceramente gosto de carpas e barbos dificeis, bravos, fugidios, trutas desconfiadas ... fazer a aproximação, estudo e tentativa de captura com todos os cuidados... uma truta dessas, claro que a solto porque tenho a certeza que da próxima vez, ela tentará dificultar-me mais a captura!!
eu fui "expulso" duma associação ecologista em 1992, porque desenvolvi um projecto de proteção a rapaces no alentejo, pelo facto de que os meus parceiros de projecto serem associações de caçadores!!! esses "ecologistas" de gabinete, só agora é que se começaram a aperceber que esses caçadores podem e devem ser parceiros previligiados na proteção e preservação das espécies selvagens, no seu meio natural!
ops peço desculpa, mas tive que escrever isto em muito pouco tempo... tenho que ir trabalhar
abraço e pesquem bem quem quiser solte, mas cumpra-se a lei, isso ssim é fundamental ( se a lei precisar de ser alterada, que se altere), mas sem radicalismos... na minha opinião...
EDIT - para que conste, devolvo mais de 80% do pescado....há muitos anos!!!!
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
O facto de termos opiniões diferentes não é negativo e não quero mesmo que ninguém fique ofendido com as minhas palavras... para mim a pesca sem morte é um imperativo, mas admito, como é óbvio, e não condeno quem leva um peixe para casa para comer...
Uma discussão saudável sobre este assunto só nos faz bem....
... se mais não for obriga-nos a todos a pensar sobre este assunto...
Claro que tal como está a lei apenas posso "condenar" moralmente outro pescador pelo facto de ele não devolver os exemplares. A lei nem sempre deve seguir comportamentos. Por vezes terá que ter uma atitude pro activa e buscar a criação de uma consciência colectiva diferente. Neste caso a pesca sem morte. Isto é o que se passa nos países mais desenvolvidos em termos de leis de pesca (Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica etc)...
Admito que poderia haver uma fase de transição onde em alguns locais a pesca com morte fosse permitida... mas sempre de forma controlada. Por exemplo: 2 exemplares de truta por dia, 1 zander... etc...
Admito que muitos de vocês possam achar esta posição radical... e se calhar até é um pouco, mas realmente é o que eu acho!

Abraço para todos...

Uma discussão saudável sobre este assunto só nos faz bem....
Quando me referia a ser radical estava a tentar dizer que devíamos mudar a lei e proibir a pesca com morte... se mais não fosse na maioria das águas. O objectivo de tal medida seria sempre proteger e preservar as espécies... e claro está melhorar a qualidade desportiva e de lazer deste desporto.PedrasSalgadas Escreveu: Sickle, desculpa a franqueza mas aqui não consigo concordar contigo, com radicalismo nunca conseguiremos educar de forma a alterar os comportamentos que consideramos menos correctos, ou desajustados. E nem me estou a referir ao facto de concordar ou não com a tua opinião.
Porque às tuas afirmações também se coloca esta questão. Porquê?
Claro que tal como está a lei apenas posso "condenar" moralmente outro pescador pelo facto de ele não devolver os exemplares. A lei nem sempre deve seguir comportamentos. Por vezes terá que ter uma atitude pro activa e buscar a criação de uma consciência colectiva diferente. Neste caso a pesca sem morte. Isto é o que se passa nos países mais desenvolvidos em termos de leis de pesca (Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica etc)...
Admito que poderia haver uma fase de transição onde em alguns locais a pesca com morte fosse permitida... mas sempre de forma controlada. Por exemplo: 2 exemplares de truta por dia, 1 zander... etc...
Admito que muitos de vocês possam achar esta posição radical... e se calhar até é um pouco, mas realmente é o que eu acho!
Realmente cada vez mais os engodos e iscos para ciprinidos são ricos em proteínas, fazendo com que os peixes cresçam mais e mais rápido. Porém isto é um factor positivo, se o ecossistema for equilibrado, ou seja se existirem predadores suficientes. Coisa que não acontece na maioria das nossas massas de água. Ou porque são completamente dizimados pelo homem, ou porque simplesmente nunca ai existiram e foi o homem que introduziu os ciprinidios indevidamente nessa massa de água...rui valerio Escreveu:Outra coisa que devemos ter em conta é que com o aumento da pesca desportiva, os engodos, iscos para os ciprinidos, alguns encontram condições excelentes para viverem, o que pode provocar sobrelotação de algumas massas de água, quebrando assim a homeostasia dos ecossistemas onde estão inseridos.
Pois mas só se o predador for a espécie dominante. Como é o caso da truta de montanha. Em todas as outras (a maioria) isso não se aplica.... Aliás no caso dos ciprinidos a maior parte dos grandes exemplares nem alevins come... E mesmo no caso da achigã, do lúcio, do zander... etc isso não acontece.rui valerio Escreveu:Outras espécies que atingem tamanhos consideráveis, tem um impacto nefasto nos ecossistemas onde estão incluídos, pois o seu índice de reprodução é menos que o consumo de alevins da sua própria espécie ( caso das trutas em rios de montanha)
Eu também gosto de carpas e barbos difíceis... e sinceramente não percebo este teu ponto de vista. Achas que uma carpa por ser grande não é difícil de pescar? achas que uma carpa por já ter sido capturada não se torna também mais difícil de capturar? não percebo o teu ponto de vista...rui valerio Escreveu:eu não ando atrás de carpas grandes, nem de barbos grandes..... eu sinceramente gosto de carpas e barbos difíceis, bravos, fugidios, trutas desconfiadas ... fazer a aproximação, estudo e tentativa de captura com todos os cuidados... uma truta dessas, claro que a solto porque tenho a certeza que da próxima vez, ela tentará dificultar-me mais a captura!!
Abraço para todos...
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rui valerio
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Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Sickle, eu não fiquei nada ofendido, só escrevi assim pois estava com pouco tempo... erro meu!Sickle Escreveu:Eu também gosto de carpas e barbos difíceis... e sinceramente não percebo este teu ponto de vista. Achas que uma carpa por ser grande não é difícil de pescar? achas que uma carpa por já ter sido capturada não se torna também mais difícil de capturar? não percebo o teu ponto de vista...rui valerio Escreveu:eu não ando atrás de carpas grandes, nem de barbos grandes..... eu sinceramente gosto de carpas e barbos difíceis, bravos, fugidios, trutas desconfiadas ... fazer a aproximação, estudo e tentativa de captura com todos os cuidados... uma truta dessas, claro que a solto porque tenho a certeza que da próxima vez, ela tentará dificultar-me mais a captura!!
Abraço para todos...![]()
em relação aos peixes difíceis, referia-me a peixes selvagens e não ao que agora se vai vendo por este país fora, largadas de trutas, viveiros de peixe sem estruturas defensivas, com pouca area de espelho de água, no fundo, "aviários de peixe".
posso dizer que na minha zona e na minha perpectiva, perdemos muitos pescadores, pois habituaram-se ás largadas de trutas, de pesca facil e anti-natura, depois ir ao rio é um sacrifício, pois os principios da pesca foram adulterados... a minha opinião é esta... sem constrangimentos e desculpem se pareci mais "agressivo", foi sem intenção.
na minha aldeia foi concessionada a zona do rio vouga para evitar a presença dos profissionais, que graças ás outras concessões cairam lá todos.... por muito respeito que tenha pelo peixe, eu gosto de come-lo, ainda não me habituei a carne e peixe de aviário, as vantagens ou desvantagens de viver no campo!!! ( embora reconheça que a maior parte da população já não consiga comer uma galinha caseira, de carne escura e sabor activo)
-
PedrasSalgadas
Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Boas Ricardo
Um dos porquês que estava a pensar sobre a tua opinião, seria o porquê da pesca desportiva sem morte nas águas interiores e não nas águas oceânicas.
Eu, pessoalmente tenho que admitir que não estou documentado sobre os factores, sejam eles naturais ou ambientais que constem de estudos de carácter científico que venham a determinar, ou não, estas alterações de que falas, para uma pesca sem morte. Não tenho de facto muita informação sobre isso, ou até sobre os efeitos que causaram as espécies introduzidas nos ecossistemas, e que agora muitos também defendem, outros defendem exactamente o contrário, que deverão ser exterminados os indivíduos das espécies introduzidas.
Por ex. , eu não pratico a pesca com engodos, não os utilizo nas minhas técnicas de pesca, e penso até que estamos perante uma ética questionável na pesca desportiva, mas longe de mim exigir que o mesmo seja proibido. Não pratico a pesca com o engodo, tb por convicção. Será que sem engodo se fará a mesma pesca? Não, caso contrário não se engodava. Isso é um procedimento aceitável? E quais serão os resultados nos ecossistemas, a médio ou longo prazo, com uma pesca sem morte e a engodagem constante dos pesqueiros.
Ab
Manel
Um dos porquês que estava a pensar sobre a tua opinião, seria o porquê da pesca desportiva sem morte nas águas interiores e não nas águas oceânicas.
Eu, pessoalmente tenho que admitir que não estou documentado sobre os factores, sejam eles naturais ou ambientais que constem de estudos de carácter científico que venham a determinar, ou não, estas alterações de que falas, para uma pesca sem morte. Não tenho de facto muita informação sobre isso, ou até sobre os efeitos que causaram as espécies introduzidas nos ecossistemas, e que agora muitos também defendem, outros defendem exactamente o contrário, que deverão ser exterminados os indivíduos das espécies introduzidas.
Por ex. , eu não pratico a pesca com engodos, não os utilizo nas minhas técnicas de pesca, e penso até que estamos perante uma ética questionável na pesca desportiva, mas longe de mim exigir que o mesmo seja proibido. Não pratico a pesca com o engodo, tb por convicção. Será que sem engodo se fará a mesma pesca? Não, caso contrário não se engodava. Isso é um procedimento aceitável? E quais serão os resultados nos ecossistemas, a médio ou longo prazo, com uma pesca sem morte e a engodagem constante dos pesqueiros.
Ab
Manel
- Carpa Real
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Re: Séra a pesca sem morte um erro nosso!!!!!!!!!
Boas para todos, esta questão dava e dá como se costuma dizer panos para mangas.
Mas vou deixar a minha singela opinião sobre algumas questões sem querer tirar as razões ou opiniões aos que aqui já postaram, pois da discussão nasce a luz.
1) Por muitas e variadas razões e refiro-me só sobre a pesca de rio porque é aquela que mais vivo e tenho um interesse muito especial por acompanhar tudo a que a ela esteja subjacente:
2) Estou quase em tudo em consonância com o Ricardo.
3) Tal como em Espanha já urge a necessidade de traçar Albufeiras, rios, lagoas etc. onde se justifique as respectivas placas com a indicação "PESCA DESPORTIVA SEM MORTE" e porquê?
- Primeiro porque há rios com os seus recursos naturais e os ecossistemas alterados pela excessiva pesca profissional, poluição e outros em que o peixe já não abunda.
- depois porque a pesca desportiva lúdica tal como já acontece na competição deve ser praticada como pesca sem morte para assim, ter as espécies dominantes locais em ascensão para que se possa continuar a desfrutar deste desporto de forma continuada e equilibrada.
- Evitar o que aconteceu em alguns dos nossos rios que eram ricos em Ablettes (Alburnos) e há muitos anos que desapareceram motivado pela captura excessiva, e como deixaram de os pescar pelo seu desaparecimento aconteceu que dos poucos que restaram foram reproduzir para zonas mais abrigadas e agora estão aparecer em abundância "só um exemplo".
Veja-se a dificuldade em provas de competição de conseguir bons exemplares e em abundância como era costume acontecer. E porquê? Porque há vários anos que os pescadores desportivos praticam pesca sem morte, mas depois vem os profissionais e rapam tudo por isto é que estou de acordo com o Ricardo.
3) sobre os engodos, gostava de salientar que hoje em dia as farinhas de marcas que se usam quase todas contem apenas os aromas para o chamamento dos peixes e não cria qualquer problema para os prejudicarem e também serve como alimento o que por este motivo deixa de causar qualquer poluição no leito dos rios. Aliás a grande vantagem é que deixa de ter como componente altamente prejudicial as várias químicas com que anteriormente eram fabricados.
4) Restringir ou proibir nas zonas já desfalcadas das suas espécies também a pesca profissional.
Termino com uma reflexão:
Os pescadores desportivos, como elemento fundamental na gestão dos recursos piscícolas, devem adoptar códigos de conduta consistentes com uma ética de conservação dos recursos, assumindo a educação, grande importância como motor de mudança de atitudes.
Como utilizador esclarecido dos nossos recursos, o pescador desportivo tem pois um papel decisivo na defesa e conservação das espécies piscícolas e ocupa um lugar de destaque na mobilização de toda a comunidade para a necessidade de protecção e utilização racional do património aquícola.
É nesta vertente verdadeiramente desportiva e na mobilização da comunidade que cabe a cada um de nós e na defesa dos já parcos recursos existente que me revejo no que foi escrito pelo Ricardo.
Saudações Desportivas
Carpa Real
Mas vou deixar a minha singela opinião sobre algumas questões sem querer tirar as razões ou opiniões aos que aqui já postaram, pois da discussão nasce a luz.
1) Por muitas e variadas razões e refiro-me só sobre a pesca de rio porque é aquela que mais vivo e tenho um interesse muito especial por acompanhar tudo a que a ela esteja subjacente:
2) Estou quase em tudo em consonância com o Ricardo.
3) Tal como em Espanha já urge a necessidade de traçar Albufeiras, rios, lagoas etc. onde se justifique as respectivas placas com a indicação "PESCA DESPORTIVA SEM MORTE" e porquê?
- Primeiro porque há rios com os seus recursos naturais e os ecossistemas alterados pela excessiva pesca profissional, poluição e outros em que o peixe já não abunda.
- depois porque a pesca desportiva lúdica tal como já acontece na competição deve ser praticada como pesca sem morte para assim, ter as espécies dominantes locais em ascensão para que se possa continuar a desfrutar deste desporto de forma continuada e equilibrada.
- Evitar o que aconteceu em alguns dos nossos rios que eram ricos em Ablettes (Alburnos) e há muitos anos que desapareceram motivado pela captura excessiva, e como deixaram de os pescar pelo seu desaparecimento aconteceu que dos poucos que restaram foram reproduzir para zonas mais abrigadas e agora estão aparecer em abundância "só um exemplo".
Veja-se a dificuldade em provas de competição de conseguir bons exemplares e em abundância como era costume acontecer. E porquê? Porque há vários anos que os pescadores desportivos praticam pesca sem morte, mas depois vem os profissionais e rapam tudo por isto é que estou de acordo com o Ricardo.
3) sobre os engodos, gostava de salientar que hoje em dia as farinhas de marcas que se usam quase todas contem apenas os aromas para o chamamento dos peixes e não cria qualquer problema para os prejudicarem e também serve como alimento o que por este motivo deixa de causar qualquer poluição no leito dos rios. Aliás a grande vantagem é que deixa de ter como componente altamente prejudicial as várias químicas com que anteriormente eram fabricados.
4) Restringir ou proibir nas zonas já desfalcadas das suas espécies também a pesca profissional.
Termino com uma reflexão:
Os pescadores desportivos, como elemento fundamental na gestão dos recursos piscícolas, devem adoptar códigos de conduta consistentes com uma ética de conservação dos recursos, assumindo a educação, grande importância como motor de mudança de atitudes.
Como utilizador esclarecido dos nossos recursos, o pescador desportivo tem pois um papel decisivo na defesa e conservação das espécies piscícolas e ocupa um lugar de destaque na mobilização de toda a comunidade para a necessidade de protecção e utilização racional do património aquícola.
É nesta vertente verdadeiramente desportiva e na mobilização da comunidade que cabe a cada um de nós e na defesa dos já parcos recursos existente que me revejo no que foi escrito pelo Ricardo.
Saudações Desportivas
Carpa Real
