1- ausência de limites de pescado desde que a pesca se realize por intermédio de operador marítimo/turístico credenciado, não estando esta "classe" sob alçada da dita lei, e pelos vistos de praticamente nenhuma (cheira a esturro).
2- destino a dar ao dinheiro recolhido através das licenças, etc., que ao invés de ser aplicado/investido na defesa, protecção e fiscalização da actividade piscatória, irá para um "fundo dos pobrezinhos da pesca", gerido provavelmente por um qualquer brilhante gestor político (daqueles gestores políticos que são especialistas em tudo, que mudam de ramo como um macaco muda de galho).
Quanto ao limite de peso de pescado diário na pesca lúdica, sinceramente, a mim não me parece mal. Compreendo que a malta da pesca embarcada diga "ah, por 5kgs não paga nem a gasolina" mas, quem pesca por desporto, se trouxer os 5 kgs para casa já não é mau. Há quem gaste rios de dinheiro para fazer ski e não traz a neve para casa. Penso que evitará a pesca e venda ilegal de peixe o que nos leva de volta ao meu ponto 2, à aplicação da massa.
A minha conclusão:
O sol quando nasce é para todos, portanto esta ideia peregrina de uns comerem a carne e outros roerem só os ossos é má (pesca turística). A base da lei deve ser comum e aplicada à pesca lúdica em geral.
Aplicação do capital recolhido directamente em àreas de influência da actividade, principalmente na fiscalização e detecção de prevaricadores e recorrer de mão bem pesada nos mesmos. E quando falo de prevaricadores falo também dos pescadores profissionais, pois estes quando fazem atrocidades, fazem-nas a sério. Contaram-me no passado sábado, que há alguns dias atrás, aqui na costa da Lourinhã, andaram dois arrastões a meia dúzia de metros da praia, em pleno dia. Não deviam concerteza de andar a ver as vistas.
Gostaria de mais opiniões, de chamadas de atenção para outros factos que eventualmente me escapam, etc. É difícil cristalizar uma opinião ou convicção sem ter realmente coberto todos os ângulos da questão. Isto em prol do "Bem Maior" (o mar) em detrimento da mesquinhez, do "olhar p'ró umbigo" e do "assobiar p'ró lado" com que se pauta grande parte da nação piscatória.
Desculpem lá qualquer coisinha
