hugovhenrique Escreveu:Olá cumprimentos a todos.
Gostava de chamar a atenção ao artigo do "Correio da Manhã", de ontem, sobre a apanha de perceves.
Onde na pag. do Algarve alguém diz que o defeso deveria ser alterado devido ao facto deste não estar enquadrado com a realidade, devido ás intemperies que são muito violentas nesta altura do ano e alem de não permitirem a apanha, o mar ainda dificulta mais porque destroi cerca de 90% dos perceves ficando apenas 10% para os pobres dos apanhadores proficionais
No grupo de amigos onde me encontrava houve logo varias exclamações.
Eh! Ah! Não! ....Etc. Penso que alguem está a querer fazer de estúpido alguem. Mas as m/ desculpas antecipadas se estiver enganado. Gostava era de poder ouvir alguem mais informado sobre a este tipo de destruição que o mar provoca sobre os perceves, porque fica a ideia de que afinal a destroição do meio ambiente e habitate não se deve aos apanhadores mas sim ás forças da Natureza

Não creio que seja necessário ser mais informado sobre o tipo de destruição que o mar provoca nos percebes. Basta olhar através dos tempos e verificar que mar bravo e percebes em abundância sempre existiram em comum durante milhares de anos, até o homem colocar o comércio dos mesmos á frente da sua perservação, aí com a apanha iniciou-se a destruição, porque o que interessa é vender, seja qual for o tamanho.
A noticia é dada pela Associação de Mariscadores de Vila do Bispo e Costa Vicentina que por conveniência própria, queixa-se que não faz parte da Comissão de Acompanhameto, ou jornalistica refere-se a valores de percentagens de destruição que estão trocados, o mais correcto será 10% destruído pelo mar e 90% pelo homem. Não esquecer que o percebe, é uma espécie notável, adaptada às difícieis condições físicas e biológicas das bases das falésias e rochedos, exposto à rebentação e às correntes marinhas da costa rochosa.
Em relação á sua forma externa, o percebe adulto apresenta duas partes perfeitamente diferenciadas: a parte superior – o capítulo ou unha, e a parte inferior – o pedúnculo.
O capítulo tem como principal função a protecção do animal contra eventuais predadores mas também protege contra a dissecação nos períodos de baixa-mar. O capítulo está transformado numa concha de várias placas calcárias que albergam internamente aquilo que se considera o corpo do percebe.
O pedúnculo flexível e forte, revestido por pequenas escamas, aloja os órgãos reprodutores femininos e a glândula do cimento ou glândula adesiva.
Entre as rochas e o mar assim cresce e vive este crustáceo, e que de ano para ano, vê a sua procura e o rol de apreciadores aumentar exponencialmente bem como o seu valor comercial, na razão inversa, em que a sua abundância diminui.
A destruição do meio ambiente e dos habitats deve-se ao homem e não ás forças da natureza. A natureza faz a selecção o homem a destruição.
karva