Cá estou eu,uma vez mais a partillhar convosco,mais uma saida de barquinho pelos mares da Ericeira.
São 04h30 da manhã.... toca o despertador,apesar de nos dias que antecedem as minhas saidas de barco eu não conseguir praticamente pregar olho,tal o estado de exitação.
Não por ser a minha 1ª vez,mas porque quando desejo muito algo,só consigo relaxar mesmo após ter feito o que ansiosamente me propus.
Levanto-me bem suave para não pertubar o descanso de quem mais dorme e como quem veste orgulhosamente a camisa do seu clube em dias de jogo,eu visto o meu colete todo artilhado e cheio de utensilios para a pescaria.
Tralha ás costas e carrego o carro e vou vistoriando 1000 vezes as coisas para que nada seja deixado para tras e que possa por em causa seriamente a pescaria como em situações anteriores aconteceram por exemplo com o isco
Faço-me á estrada em direcção a casa do Mário e todos os meus sentidos fervilham colocando constantemente a hipotese de Hoje ser " o dia" ,verdadeira motivação e sonho de todos os pescadores antes de iniciarem as suas jornadas de pesca.
Ao chegar a sua casa,verifico que o Mário ja tem o barco engatado no carro e espera ansiosamente que eu chegue e se coloque toda a minha tralha dentro do barco para que nos possamos fazer á estrada sem mais demoras.
Tinhamos decidido anteriormente que pela 1ª vez,iriamos competir e que quem perdesse teria que pagar o almoçinho ao outro até ao valor estipulado por nós.
Ficou decidido que os iscos seriam sardinha nas 1ªs duas horas e que depois ai sim se puderia então usar a bomboca ou camarão.
Para espanto nosso,parece que na 6ªf ninguem decidiu ir pescar para lá pois a afluênçia de barcos era nula,havendo apenas 1 barco á nossa frente,o que para nós é sempre motivo de alegria ,pois as secas que ali se levam até chegar a nossa vez são deveras entediantes.
Barco na agua e parece que em nós se corta o cordão que nos liga a este mundo e nos afecta atraves de pensamentos de todas as responsabilidades que qualquer mortal tem.
Estronfos guardados,cordas recohidas e arrumadas e o Mario solta a frase que mais adora quando temos que nos por a andar.
Agarra-te que esta merda vai voar e só para quando lá chegar.
È unica e incrivél a sensação que se tem quando se está num barco que atinge uma boa velocidade e se sente a maresia a invadir todos os buracos da nossa cara e nos agarramos com unhas e dentes perante os constantes saltos que o mesmo dá a cada onda que corta.
Sinto-me o DAVID HASSELDOF em pleno filme " MARÉS VIVAS".
Chegamos ao pesqueiro,o mar está 1 sonho para aquele lugar....logo logo com a manga, o Mario limpa o ecrã da sonda e tudo pára naquele momento como se mais nada fosse tão importante.
Por momentos o silênçio impera!!
Mario com o seu barco ao relantim esmiúça e concentra-se na sonda e eu na cara dele.....como quem espera a noticia da chegada de 1 filho eu espero ouvir e ver vêr a alegria na qual se transforma a cara dele ao descobrir 1 bom cabeço de pedra ou 1 declive acentuado e cercado de peixe.
Logo o tiro de partida se faz ouvir e a partir dali e por uns minutos ,só consigo ver o meu saco de material e montar as canas de tal maneira ao ponto de por vezes ele me pedir algo que até está " á mão" e lhe responder que agora não tenho tempo para paneleiriçes que depois de ter o material montado logo vejo o que ele quer.
Quase sempre ele coloca a sua cana a pescar 1º que eu e quase sempre consegue tirar o 1º peixe da jornada,mas desta vez a história iria mudar.
Com alguns problemas técnicos anivel de empachanços o pimeiro peixe foi meu e logo 1 bom exemplar de sargo-safia,peixe pelo qual me especializei e que me estou a tornar 1 verdadeiro pró a sacá-los.
Desta vez não houve surpresas a nivél de especies nem de tamnhos,comparando até com outras saidas ali,esta até nem foi nada de especial mas sempre foi dando para encher o balde.
Chegada a hora de Partir,Mario não queria,pois estava a custar-lhe bastante digerir a derrota,fruto do tempo que perdeu com os "" problemas tecnicos"" e logo na hora em que o peixe ajuda,depois passando essa mesma hora nada mais á a fazer e nem mesmo os mestres viram a situação.
Bstante desalentado com a derrota e de vir a levar comigo,modestia á parte,nada mais foi do que ouvir as verdades aceca daconsagração do verdadeio " matador" que eu sou
De tão danado da vida e de me ouvir que Mario estava que ao voltar-mos ao porto de Abrigo e como se estava a levantar uma aragem que formava lá ao longe " uns carneirinhos" situação que nem vale a pena continuar a pescar e ainda por cima em locais em que não se conheçe o mar e a sua ondulação decidiu que seria melhor percorrer o caminho de volta ligeiramente mais ao largo mas derivado a não conhecermos bem o sitio e no mar a ilusão optica das distançias provocar alguma surpresas,navegamos bastante mais do que seria suposto e quando demos por nós já estavamos quase nas Azenhas do Mar.
O Mario nem queria acreditar no que o GPS lhe indicava,pois a distração, a ilusão optica do Pontão tinha-nos feito percorrer quase mais 6/7 milhas do que seria suposto fazer,deixando-nos agora numa situação que podia ser perigosa pois o mar levantou-se de 1 momento para outro e ao voltarmos passariamos a ter quer percorrer novamente o caminho agora de contra as ondas e vento.
As ondas que eram de meio metro de 1 momento para outro tornaram-se de metro e meio e com o vento contra parecia que não saiamos do mesmo lugar,pois não podiamos dar punho ao motor pois navegavamos contra a onda.
De repente a brincadeira em que vinhamos se tornou num momento bastante serio e no qual por vezes me assustei com as pancadas secas que o barco dava ao sair da onda........
Demoramos 2h a percorrer o caminho que era para ser feito em 25 minutos e mais uma vez aprendemos que certas situações por mais controladas que estejam,nunca se deve facilitar,pois de 1 momento para outro se fica em verdadeiro perigo.
Ultrapassados todos esses problemas e chegados ao Porto de Abrigo ao sacarmos o barco de dentro de agua,noto 1 sorriso maliciosso do Mestre do guincho que ao olhar para nós e conheçendo aquele mar como só os da terra,imaginou logo o que se passou com estes ""tenrrinhos"".
Rumo a casa e com a missão de lavar o barquinho,pois é da praxe,viemos a reviver todas as situações pelas quais passámos durante o dia e são essas mesmas razões que fazem outros tantos como nós por vezes deixar tudo para trás e fugirmos para esse "" mar "" tão nosso e no qual já passamos por algumas das situações mais insólitas que pode haver.
Já estamos em conversações para que possa haver desforra e lá vou Eu outra vez fazer o "" ESFORÇO"" de passar mais 1 dia destes
