Mas o mar era parado e a água estava lusa. Então decidimos que a jornada ia ser à barbatana.
Chegámos ao local combinado, ainda o sol estava a raiar.
No sítio onde queríamos entrar, as condições não eram as melhores devido ao vento.
Como temos a vantagem de poder escolher pesqueiros, fomos para outro onde as condições estavam de feição.
Dentro de água comecei à procura de peixe nos buracos, mas os que haviam eram poucos e pequenos.
Decidi então ir para a areia, à procura dos amigos linguados.
E lá consegui dar com alguns assim como o Gonçalo.
Perto do final da jornada, dou com uma pedra alta e desço para a inspeccionar. Estava cheia de pequenas fanecas! Não merecia a pena estar a disparar, porque senão não dava para aproveitar nada.
Na mesma pedra, numa frincha começo a ver um vulto… Depois de espreitar lá para o fundo vejo que era um lavagante.
Assim que ele viu que tinha sido descoberto, depressa se tentou esconder. A frincha como era muito apertada e não conseguia chegar a ele. Não me restava outra hipótese senão dar-lhe um tiro na tola!
Fora do buraco e antes de lhe deitar a luva, tentei ver onde tinha as pinças. Mesmo com o tiro ainda se mexia bem e uma dentada dum bixano destes é para fazer estragos.
Faltavam-lhe as duas pinças, mas da maneira que e este se mexia não devia de andar a passar fome. Força não faltava ao maneta.
Bem, lá terei que o comer sem as pinças…
Abraço
