O Fórum Mundial de Pescadores decidiu agendar para Novembro, em local ainda a acertar, o dia de luta dos trabalhadores da pesca costeira e artesanal, "contra a globalização e o neo-liberalismo, e pelos direitos sociais", indicou, ao JN, o presidente do Sindicato Livre dos Pescadores e Profissões Afins, Joaquim Piló.
A decisão foi tomada na assembleia geral do Fórum Mundial de Pescadores e Trabalhadores da Pesca,organismo internacional com sede no Canadá, que decorreu durante a última semana, em Lisboa, tendo reunido 42 países e mais de 120 representantes dos profissionais da pequena pesca.
Da "Declaração de Lisboa", ontem assinada, consta a intenção de apelar aos diversos estados para que não decidam em matéria de pesca artesanal sem ouvir as comunidades piscatórias, por forma a garantir um futuro digno para as milhares de pessoas que dependem da actividade.
A assembleia geral chegou a aprovar um voto de protesto contra a possibilidade de a União Europeia poder legislar sobre os recursos de cada Estado, no sentido de serem reforçados os poderes nacionais neste capítulo.
Os pescadores decidiram, ainda, desenvolver esforços para que a Organização Mundial do Comércio não possa decidir sobre os assuntos da pesca, por não se reverem nos propósitos de um organismo que identificam com defensor das multinacionais e contrário aos seus interesses.
JN-Edição de 11 de Setembro de 2007
Pescadores marcam protesto
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