Deixo aqui mais um relato da minha juventude, desta vez na terra do meu falecido pai, Vila Nova de Santo André.
Numa das minhas férias, no verão de 1998, estava eu a "torrar" sob o sol Alentejano quando um amigo da familia que tinha um barquito na marina de Sines se lembraram, ele e o meu pai, de me dar o primeiro batismo de embarcada. Todo contente e confiante lá foi eu há aventura de ir à pesca de barco, com linha de mão.
O meu batismo foi o prelúdio de todas as outras futuras embarcadas em que participei, ou seja, enjoos terríveis e
Após um dia a água de arroz e já me sentindo mais confiante para sair de casa e com o bichinho da pesca a morder as pontas dos dedos, decidi pesquizar os pontos de água doce das redondezas. Como a barragem de Morgavel fica pertinho, levei a minha caninha de pesca há inglesa e fui tentar as carpas da barragem. Material no carro, engodo e isco comprado, lá fui eu até à barragem.
Chegado ao destino, escolhi um sitio para instalar a tralha, sondei o pesqueiro, decidi pescar com o anzol a varrer o fundo, misturei a farinha com alguns asticots, engodei o pesqueiro e comecei a montar o material. Passados uns 30 minutos de inactividade comecei a sentir peixe no pesqueiro, fui tirando algumas carpas já de bom porte o que com uma cana de pesca à inglesa me dá mais prazer, era sentir o peixe nas suas correrias e a fazer cantar a embraiagem do carreto, trabalhar os bichos até se renderem e os meter na manga.
Fiz boas capturas e no final, com excepção de 2 exemplares, devolvi o peixe à água. Levei 2 carpas pois a minha madrasta queria fazer assadas no forno, e assim foi. Foi a primeira vez e ultima que experimentei carpa, para além de ser um peixe mole, e (para mim) tem um pequeno sabor a lodo, os raios das espinhas dão-me cabo do juízo
Deixo aqui a unica foto dessas carpas, tiradas na garagem do meu falecido pai:

Abraço
