Aquecimento Global

Ambiente, protecção da natureza e preservação das espécies

O Sítio do Pescador

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"Aquecimento Global"
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pisões
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Mensagem por pisões »

Bruno estás de parabéns. Excelente trabalho - 20 valores.

Estou como o FerLey. Vou guardá-lo numa pasta para utilizar quando for necessário nas minhas aulas.

É pena que não é só isto que o aquecimento global provocar. Isto é só nos oceanos e a todos os seres que dela dependem mas nos continentes também estão a acontecer cada vez mais desgraças. Furacões, inundações, secas, alterações bruscas de temperatura (calor excessivo que provoca a propagação de grandes incendios e invernos ou quentes ou extremamente frios levando à destruição de muitas plantas por congelamento), etc.

"mas quando o homem destruir todo o que a natureza nos dá é que vai perceber que o dinheiro não mata a fome a ninguém".

Fiquem bem.
Pedro.Lino
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Re: Aquecimento Global

Mensagem por Pedro.Lino »

lostsoul Escreveu:- O aparecimento de alguns peixes com deficiências no caso, a falta de um olho.
Concordo com os argumentos do artigo, mas este ponto não me parece que esteja relacionado. Isso é uma prova da capacidade de cicatrização e da resistência dos peixes. Quantos é que não viram já peixes com anzóis antigos ou com cicatrizes de rasgões?

Quanto ao aquecimento global também tem alguns efeitos positivos para os pescadores como por exemplo o aparecimento de espécies raras (para os que se interessam por estas curiosidades ou por registar novas ocorrências ou recordes...) ou a ocorrência de espécies mais oceânicas junto à costa(como por exemplo a enxova Pomatomus saltatrix).
zumbrax
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Mensagem por zumbrax »

Pois isso compreende-se se fosse um por outro, mas já se chegou a pescar uma quantidade deles todos com o mesmo problema, aí pode ser má formação genética, alimentação ou poluição.
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bluemerlim
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RESP

Mensagem por bluemerlim »

bOAS. 8)

Eu compreendo e tambem sou da opinião que todos devemos fazer um esforço na racionação dos recursos,sejam eles quais forem,pois tal como diz o censo popular"" não há fartura que não dê em miséria" mas a grande questão do problema e a suloção de fundo continua a ser constantemente desrespeitada por quem deve dar o exemplo.
Pois tal como o flex disse e bem ,os EUA a CHINA a RUSSIA, emfim mais alguns paises que utilizam em maior quantidade de outros e que promovem ""falsos moralismos" tanto a nivel de implamtação de coimas tal como de cotas,nunca os cumprem e raramente obdecem ás sanções e determinaçoes de tribunais europeus e dos proprios paises.
E ora visto como quem deve não dá o exemplo,por mais esforço que nós façamos em contrapartida será sempre menor ao que eles acabam por destruir e em comparação como exemplo,lá vem a historia outra vez da rapidez como se esta a degradar os recursos a nivél do nº de especies e por traz ,vá de financiar e subsidiár a pesca por arrasto entre outras que sabemos as consequênçias das mesmas.
Tento sempre racionar os recursos da natureza,não por o mostrar a alguem mas porque acho que passa tudo por uma questão de cultura e ética da propria pessoa e que nunca,mas nunca,deve de utilizar a desculpa que não foi educado para agir desta forma,pois trata-se de uma questão de formação do foro pessoal.

Abraço
Nuno
olucas
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Mensagem por olucas »

Esqueçam o aquecimento global e o protocolo de Quioto.
SE o CO2 é, efectivamente, o principal responsável pelo aquecimento não há nada que possamos fazer para o parar, e muito pouco para o abrandar.

Basta ver o 4º relatório do IPCC e o gráfico com a estimativa da evolução da concentração do CO2 para vários cenários!!! (disponível, por exemplo nas FAQs (http://ipcc-wg1.ucar.edu/wg1/wg1-report.html , mais concretamente http://ipcc-wg1.ucar.edu/wg1/Report/AR4WG1_Pub_FAQs.pdf )

Vide, também, alguns sites do "contra" a teoria do AG:
http://www.youtube.com/watch?v=Venw45DNX5g&eurl=

http://mitos-climaticos.blogspot.com/

e também, porque não, do "pro" teoria do AG http://www.realclimate.org


Quando tiver oportunidade procurarei rebater/criticar alguns dos pontos que estão no post inicial.
julio santos
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Companheiros de lazer

Mensagem por julio santos »

A pouco mais de 24H do meu registo, quero dar os meus sinceros parabens aos responsáveis pelo site e também, em particular, ao companheiro que abordou a temática do aquecimento global ( problema mundial, para o qual somos muito pequeninos e, por isso sem voto na matéria. Não quer dizer que devemos ficar de braços cruzados ...).
Já reparei que o meu amigo Fernando Leiria também está registado. Um abraço especial para ti !
As douradas têm estado em força na mexilhoeira - norte de Santa Cruz, mas só as apanham quem tem um isco muito especial !
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lostsoul
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Mensagem por lostsoul »

xi cum catano eram dezenas de ladroes, bem meia duzia, no fim eram so.... bem nunca pensei que um pequeno texto pudesse suscitar tanta agitação :shock: 8) é sinal que afinal mexi com algumas consciencias o que ja nao é mau :lol:
caro colega olucas estamos ca pra discutir tudo o que possa intreferir com o nosso hobie. mas desde ja alerto para uma coisa opinioes sao muitas e dispares e até hoje ainda nao se chegou a conclusao de qual a teoria mais correcta ou acertada. :wink:
olucas
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Mensagem por olucas »

Ora então, mais lenha para a fogueira... :)

“Todos nos sabemos ou temos conhecimento do que é o AQUECIMENTO GLOBAL e os seus efeitos (...),”
Este tipo de afirmações é muito perigoso. De acordo com o IPCC o aumento de tª será da ordem de 1º/século, ou seja 0,01ºC, em média, por ano. È impossível ser detectado por uma pessoa individual. Se numa dada região/ano as tªs foram 2º acima da média, em princípio, noutra região foram 1,99º abaixo da média (como é óbvio a afirmação anterior é uma sobresimplificação!! Ter-se–ia de de fazer uma espécie de integral da tª x área / área total e ainda complicações adicionais devido às diferentes capacidades caloríficas da água, do gelo e da terra e da velocidade de transferência do calor... adiante).
“também sobre esses vamos tendo algumas noções e conhecimentos consoante são descobertas novas causas para efeito.” Aparentemente a principal, mas de longe, causa do aquecimento global é, segundo o IPCC, o CO2!, embora sejam também referidos o metano, CFCs e o vapor de água (este último o principal agente de efeito de estufa que permite que a Terra tenha as temperaturas moderadas que se verificam).

“De certeza que já ouvimos dizer que o AQUECIMENTO GLOBAL tem se mostrado nos mais variados níveis e formas em todo o nosso planeta.” Possivelmente tratar-se-á aqui de referências a fenómenos extremos – ondas de calor, de frio, avanços e recuos de gelos, furacões, inundações, etc, etc - que são, vox populi, cada mais comuns. Não tenho dados para dizer se esta afirmação é verdadeira ou falsa, mas vide o post do site http://mitos-climaticos.blogspot.com/20 ... lones.html

“O AQUECIMENTO GLOBAL e as mudanças de clima são praticamente irreversíveis “– ENA!!! – “e os seus efeitos já se fazem sentir – quer com o aumento da temperatura das aguas oceânicas quer pela alteração das correntes marítimas, quer pela alteração dos hábitos alimentares, de reprodução, de crescimento, e de habitat.
1. Correntes Oceânicas
A água dos Oceanos está em constante movimento quer seja pelas ondas, pelo vento e pelas grandes correntes. Circundando o planeta lentamente mas com uma força descomunal, uma dessas correntes é a Great Ocean Conveyor Belt.
Sendo esta Corrente alimentada pelas diferenças de temperaturas na agua e pela sua salinidade, no nosso caso a aquela que mais no diz respeito é conhecida pela Corrente do Golfo, é a que dá a Europa o seu clima relativamente ameno.
Para alem de manter o clima europeu ameno esta corrente é a responsável por trazer as aguas do fundo oceânico até a superfície, trazendo assim os nutrientes necessários na alimentação dos peixes, mas também contribuindo para absorção do dióxido de carbono pelos oceanos.
Estudos revelam que já tivemos uma corrente mais activa no trecho entre a Gronelândia e a Escócia, invertendo a tendência dos últimos milhares de anos.”

O IPCC acha muito pouco provável que se verifiquem alterações significativas na Corrente do Golfo, mas se verificassem então sim, tínhamos (Portugal) um problema gravíssimo, algo semelhante a um Inverno inglês 365 dias por ano... ou similar.
“Num exame as camadas de gelo na Gronelândia e Antárctica mostram que sempre que houve alterações nas correntes marítimas essas foram provocadas ou associadas a alterações abruptas de clima.” Em princípio acredito na afirmação anterior, embora esta não se arrisque na afirmação de que a mudança das correntes gerou as alterações de clima, ou o inverso...
“A diluição da salinidade dos Oceanos (através do degelo do Artico e Antárctico, bem como dos vários mantos de gelo da Gronelândia e outros Países) e ou o aumento das chuvas podem diminuir ou mudar a direcção das correntes, essa alteração pode trazer consequências terríveis para a Europa. “Correcto, mas improvável. Apenas para confundir, a diminuição da salinidade devido ao degelo leva a que o ponto de fusão da água oceânica suba e à formação mais fácil de novas camadas de gelo…
“A Subida dos níveis de agua
Um aumento médio global dos Oceanos de 9 a 88 centímetros é a previsão para os próximos 100 anos”
(falta referir aqui se a temperatura aumentar entre X e Y graus), esta modesta projecção da subida dos níveis de agua provocará a destruição” (se for os 88cm provocará alguns estragos, efectivamente). “Perda e alteração das costa marítimas de cada pais, tempestades, erosões agravadas pela presença da agua, contaminação por agua salgada nas reservas e lençóis de agua potável, alteração dos ciclos das aguas nos mangais, aumento das zonas de pântanos, surgimento de ilhas e o desaparecimento de outras, o aumento da salinidade nos estuários, o desaparecimento ou alteração das cidades e vilas costeiras. Recursos vitais para as populações costeiras, agua potável, áreas de pesca, habitats, barreiras de coral e atóis estão em risco de se perder”. O termo perder é demasiado forte... mas estes dois últimos serão francamente afectados. No entanto coloco algumas reservas à perda de áreas de pesca, habitats, etc, pois não seriam destruídos mas substituídos por outros. Quanto à água potável haverá problemas claro, mas a tendência actual é para o uso de captações de superfície, vulgo barragens, pois os problemas de poluição (nitratos, etc) já estão a por em causa N lençóis freáticos. Há sempre a alternativa, algo cara, de dessalinização.

“ A perca de Habitat
A cadeia alimentar é algo muito complexo e que por vezes aquela pequena partícula, que para nos é insignificante tem na cadeia alimentar um peso por nos nunca pensado.
Na cadeia alimentar marinha por exemplo:
O fito Plâncton, que alimenta pequenos crustáceos incluindo o Krill, cresce sob o gelo do mar.”
Incorrecto! O krill nasce quando as águas das correntes oceânicas profundas afloram à superfície trazendo nutrientes, que com a presença de luz solar provoca as explosões de fito-plancton, krill e restante cadeia alimentar. “ Uma redução do gelo do mar implica por sua vez uma diminuição do Krill – que por sua vez é a base da alimentação de muitas espécies marítimas e das baleias.” Esta afirmação será algum «namoro» aos adeptos de salvem as baleias a todo o custo? A palavra baleias está fora do contexto, ou melhor está incluída nas espécies marítimas.
“Diminuição da base alimentar implica por consequência uma diminuição na população de peixes que se alimentem de Krill, o que vai afectar toda a cadeia alimentar pois sabemos que muitos peixes nas suas diversas fases servem de alimento a outros peixes. Se estes diminuem também os seus predadores vão diminuir por consequência (relação efeito/causa)”.
Bom, não é demasiado grave que os peixes existam em menor quantidade. O que é grave é que sejam capturados em termos tais que a natureza não os consiga repor... isto claro assumindo que o gelo, impedindo parte da luz solar de penetrar na água, acabe por produzir mais fito-plancton do que aconteceria se a luz não fosse em parte absorvida/reflectida...

“O aumento da temperatura das aguas
O aumento da temperatura das águas está a por em risco varias espécies de animais marinhos e de peixes pois eles não conseguem sobreviver a aguas mais quentes. Algumas populações de pinguins diminuíram em 33% na Antárctica, por causa da perda de Habitat. Por outro lado a ocorrência cada vez maior de doenças em animais marinhos e peixes também esta ligada ao aumento da temperatura dos oceanos. “
Parece-me lógico a afirmação anterior. Se as condições “óptimas” para uma dada espécie se alterarem haverá uma tendência da espécie para se disseminar para outras zonas na procura do respectivo óptimo – por exemplo onde os parasitas/doenças sejam mais ineficientes, onde esteja o alimento, onde não seja preciso gastar tanta energia a manter a temperatura corporal, etc. A questão, e é importante, é se a disseminação das espécies conseguirá acompanhar a alteração do ambiente. Talvez tenhamos muito trabalho para muitos e biólogos e muitos zoos se os problemas forem realmente graves.

“O aumento da temperatura das águas é apontada como a principal responsável pelo branqueamento (entenda-se morte) dos corais. Exemplo a barreira de corais na Austrália na extensão de vários quilómetros.” Vide comentário anterior.
“Cerca de metade do CO2 que emitimos não sobe para a atmosfera, ao contrario do possamos pensar, ele desce.” Imprecisão de linguagem. Não é uma dada molécula que decide «vou subir» e a outra ao lado «vou descer». Basicamente distribui-se de forma mais ou menos uniforme nas camadas baixas da troposfera e parte atinge camadas superiores. Não posso fazer afirmações mais precisas sobre este facto. Uma coisa é certa, aquela molécula que «chocar» com o oceano pode ser absorvida formando hidrogeno-carbonatos. Existe um equilíbrio dinâmico entre o CO2 atmosférico e o CO2 na água (sob a forma de hidrogenocarbonatos e carbonatos)
“É absorvido pelos Oceanos, quanto mais o mar absorver mais ácido fica.”. Correcto. Li algures que os oceanos diminuiram 0,1 graus de pH no último século, ou seja a quantidade de iões hidrogénio aumentou cerca de 25% face à 100 anos atrás (o pH é uma escala logarítima = -log[H+]. Não me parece demasiado preocupante. O pH varia com a temperatura e com a (composição da) salinidade e pode variar um ou mais graus num estuário após umas chuvadas...e varia de oceano para oceano em valores significativos. Para ser ter uma noção da acidez... a Coca-Cola (pH entre 3 a 4) é, aproximadamente 1000 a 10000 vezes mais ácida que a água destilada a 25ºC (pH=7). A água do mar tem pH aprox: 8,5.
“O aquecimento global pode gerar uma onda de calor sufocante na terra e nos mares. Calor esse que por sua vez leva ao aquecimento das aguas”. Esta afirmação não tem lógica. A não ser que tenhamos aquecimentos da ordem de 1º/ano, esta onda de calor terá de ser compensada por uma onda de frio algures.
“Por sua vez pesquisadores alemães têm vindo a provar que um oceano ligeiramente aquecido pode levar a uma redução significativa nas populações e nos tamanhos (especialmente nos peixes situados no mar do Norte) isso porque a eficiência respiratória dos peixes diminui com o aumento da temperatura”. A quantidade de O2 dissolvida na água diminui com o aumento da temperatura, mas não creio ser significativo para valores médios de subida ordem da décima ou centésima de grau.
“O resultado não é uma mortandade massiva do peixe, mas uma mudança significativa na eficiência do peixe para se alimentar e reproduzir, o que se reflecte numa queda da sua população e numa diminuição dos tamanhos da espécie”. E o aumento dos tamanhos e populações das espécies de águas tendencialmente mais quentes.

“Oceanos Ácidos
Os Oceanos estão cada vez mais ácidos afectando consequentemente todo o meio envolvente.
Oceanos Ácidos são uma ameaça para a cadeia alimentar, para as várias espécies marinhas (peixes, crustáceos, moluscos, corais, etc.). O plâncton é um microrganismo que flutua no mar, eles são tão numerosos que chegam a ser vistos do espaço, no entanto a acidez tem o potencial de dizimar o plâncton e, assim acabar com a principal fonte de comida para uma enormidade de espécies marinhas.”.
O plancton não é um microrganismo, são milhares, ou se calhar milhões, de espécies diferentes. Cada uma terá a sua “acidez” óptima. A não ser que o oceano se torne uma gigantesca Coca-Cola, não se prevê que desapareça... embora tal possa acontecer com algumas espécies em particular, ou que algumas muito abundantes sejam substituídas, em termos de abundância, por outras actualmente em minoria.
“Temos ainda o caso em que a acidez dissolve as conchas dos ouriços-do-mar e ainda porque destrói os materiais utilizados na construção dessas conchas tornando-os cada vez mais escassos.” Se o oceano se tornar numa Coca-cola, talvez. Caso apenas se acidifique ligeiramente os organismos que promovem a construção de conchas terão de gastar mais energia para as criar/manter, pelo que serão prejudicados.

“ Desequilíbrios marítimos
Este aquecimento das águas levou vários cientistas a estudar as várias consequências que isso trouxe. Um desses estudos situou-se no desenvolvimento das espécies nas diversas profundidades.
Um estudo realizado pelo grupo de Ronald Tresher, da Organização da Comunidade de Pesquisa Industrial e Cientifica da Comunidade Britânicas, no intuito de criar uma base de dados para servir de base para possíveis comparações, ao estudar os Otolitos (pequenas pedrinhas de osso que existem dentro do que seria o ouvido dos peixes). Os Otolitos possuem marcas circulares, deixadas conforme o peixe cresce, funcionando da mesma forma que os anéis das arvores. Contando essas marcas os cientistas podem calcular quantos anos o peixe tem, verificando o seu espaçamento e o ritmo de crescimento dos mesmos.
A equipe estudou 555 exemplares, com idades entre os 4 e os 128 anos, de oito espécies comercialmente exploradas e típicas do sudoeste do Oceano Pacifico.
Nas 3 que costumam viver perto da superfície (a menos de 250 metros) houve um aumento na taxa de crescimento, enquanto que nas 3 que vivem nas áreas mais profundas (alem dos 1000 metros) o crescimento registado está até 30% mais lento do que há 50 anos atrás.
Nas espécies intermediárias não houve mudanças significativas.
Os cientistas acreditam que as alterações tem relação com mudanças climatéricas.
Essa redução na velocidade de crescimento das espécies profundas pode ser fatal porque esses peixes já sofrem uma intensa pressão de pesca e da falta de alimento.”
Agora o aquecimento global serve para tudo.... ou melhor, para as espécies de águas mais profundas!

“Perguntam vocês o que isto tem a ver com nós pescadores?
Tudo pois para alem do facto óbvio de que o aquecimento também nos afectos como seres humanos, as alterações a que os peixes estão sujeitos começam a dar alguns sinais:
- O peixe encontra-se cada vez mais em águas mais fundas
- O período de reprodução dos peixes anda descontrolado e fora de época.
- O peixe de alguma forma evoluiu (pensamos nós) ou esta com dificuldades na alimentação (a ferragem dos mesmos cada vez mais se apresenta difícil)
- O aparecimento de alguns peixes com deficiências no caso, a falta de um olho.
São questões pertinentes e com as quais nos devemos preocupar, para que possamos continuar a praticar o nosso desporto
, hobbie melhor e de uma forma responsável a pensar no futuro. “Apenas em termos de discussão, pois não acredito na possibilidade de individualmente se poderem tirar as conclusões expostas, e assumindo como verdadeiras as afirmações (excepto a parte da evolução) sugeriria outras causas que não o aquecimento global:
- A zona costeira próxima estar mais poluída com efeitos a nível reprodutor e comportamental
- A pressão de pesca junto à costa leva a que apenas exista peixe em águas mais profundas
- Poluição por certos produtos, teratogénicos como por ex. metais pesados, pode originar deficiências genéticas, embora os peixes deficientes dificilmente consigam chegar à idade adulta sem serem predados. Nota: peixes como a solha e o linguado quando nascem são “normais”, mas há uma altura em que um dos olhos migra para o outro lado da cabeça e deixam de ser normais e passam a ser peixes “chatos”.

PS – Não sou qualquer autoridade na(s) matéria(s), logo, estejam à vontade para me criticarem/crucificarem/corrigirem…
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