Num dos dias em que o aliado WINDGURU, nos deu umas tréguas, resolvemos fazer mais uma investida às Corvinas aqui do Tejo. O plano era simples, corricar, vinilar, e fundear. Parece simples não é? Lololol.
Bem, simples é, o pior é cronometrar bem o tempo de forma a que faças as pescarias todas no tempo devido sem te perderes muito.
Nasceu o dia quando estávamos a entrar dentro de água, o dia estava quente, o mar relativamente calmo e o vento soprava fraco. Tudo estava nesse aspecto bem.
Logo no Seixal começamos a corricar, utilizamos as Rapala Magnun em tons verdes e laranja, mas durante todo o percurso nada nos calhou. Tal como era nossa ideia resolvemos ir para perto do Barreiro, onde trocámos de amostras ponde umas mais fundas.

Neste caso escolhemos as Tubertini T-REX amostras que afundam aos 9 metros, escolhemos a fire tiger e a sardinha dourada... Passados uns metros de trolling eis que o Drag do Palma dispara loucamente ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, deu logo para ver que era um bom animal, ele lá pôs o carreto bem regulado para aquela luta e ali durante uns largos minutos pode provar mais uma vez o gosto que é capturar uma corvinassa desta forma.

Animámos e durante umas 2 horas ali andamos em busca de algo que não aparecia, e lá resolvemos ir para outras paragens, neste caso ao fundo. Fomos experimentar um SPOT novo, pelo que não tínhamos bem a noção de onde fundear... Mas como sempre foi rodear a zona, e no mesmo tipo de segmento garantir que iríamos pescar para a zona mais funda.
Fundeado o barco, resolvemos por 2 canas com choco e 2 com caranguejo de 2 cascos.

Logo no segundo lançamento sinto o primeiro toque... Muito ao de leve... O que seria... Iscada para cima, e toda ratada... Novo reforço de isco e novo lançamento, e novamente a cana a bater, toques ligeiros, eu segurei a cana dava o toque fatal, mas nada... Seria corvina pequena? Charroco não devia ser pois eles costumam ferrar bem.
O Palma estava como eu, cana na mão e nada, até que lá ferra algo e traz até muito perto do barco, mas desferra...
Hmmmm. Bem, de seguida, torno a ter um toque, este mais forte, mas quando seguro, nadinha. Já estava a passar-me... Nisto a cana do palma dá uma valente varada, ele segura-a e ferra o peixe, quando, o começa a trabalhar vê-se a cana a dar porradas na vertical, nada de correr lateralmente, o que fazia crer não ser corvina. Chegado à tona verificámos não ser corvina, mas um safio de porte razoável e que decidimos deitar á água.
Iscadas generosas como sempre, canas para baixo, e logo de seguida os dois com toques, e o Palma ferra o dele, que rapidamente faz o sino tocar ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, mas mais uma vez o peixe não corria apenas lutava muito e dava arranques para baixo.
Ao chegar à tona, vimos ser um bom safio que se desferrou, infelizmente com uma forte investida. Foi pena, aquele era para guardar.
A maré já corria e resolvemos dar uns metros de cabo e nos posicionar mais para a direita, e de repente, as canas tornam a picar, e agarrámos ambos em cada uma , mas mesmo a sentir bem os toques, os peixes não ferravam, mas nisto a minha outra cana dá um safanão enorme, dobra toda e eu à rasca, com medo que ela saltasse pois não estava presa, largo depressa a outra e agarro-me a ela e ponho-a na vertical a tentar sentir o peixe, que dá mais um valente esticão no meu braço, e eu ferro-o de seguida. Regulei o carreto e tento dar a manivela, quando sinto um peso que mais parecia a tampa do Oceano. Não levantava, por e simplesmente não saía do sítio. Mas que raio... Grrrr.... Fecho mais um pouco o Drag e tento levantar o animal, quando o consigo, ele arranca e o meu drag quase deitou fumo ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, era, uma força descomunal, era um arranque fenomenal, o meu braço tentava aguentar aquele primeiro arranque que me deu a clara esperança de ser uma corvina daquelas... Eu estava no proa do barco e embora o arranque fosse muito, mas mesmo muito forte, reparei que não corria lateralmente, mas sim para fora, e comecei a duvidar... Após uns largos minutos ali, a dar-lhe, fui conseguindo trazer o peixe, que me foi dando ideia de não ser mesmo corvina, mas a força do animal, e por vezes os arranques que foram sem exagerar mais de 20, deixavam-me apreensivo...
Tive muito cuidado, houve momentos em que somente segurava a cana e ele lá levava linha e eu falava com o Palma, e quando ele parava, lá recolhia de novo, e tal... O braço esse começava a doer, e resolvi tentar apertar com o peixe, e fui trazendo-o até perto do barco, queria ver o que era... Cheguei-me a bóia lateral e quando ele vem ao de cima FDXXXXX, ia dando um salto... Foge... Sai daqui monstro, fecha a boca sacana. Epa deixei-o logo afundar, XIIII que raio de coisa mais feia! Ele secalhar pensou o mesmo ( do Palma claro eheheh) e ficou tão zangado que deu um arranque tão forte, que deu a volta ao barco e eu lá andei em cima das bóias do barco a passar por baixo das outras linhas e vim ter a polpa, onde tornei, mais calmamente e levantá-lo do fundo...
Mas alguma vez ele deixava, o bicho devia ter comido alguma papa especial, é que não deixava levantar, xiça, já nem sentia o braço, já me tremia tudo e ele ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, eu puxava uns metros e ele ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e eu ria-me claro, e lá ia puxando, mas o gajo ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, o Palma ria-se e dizia, vai curtindo pá. e eu na verdade fartei-me de divertir, mas claro queria era tirar o peixe para cima, estava ali um troféu muito bonito e não tinha ainda apanhado nenhum tão grande.
O peixe não se cansava, mas que raio de cereais eles comem ao pequeno almoço... Já me apetecia dar-lhe era com a pagaia do barco na cabeça. "PALMA AGARRA O XALAVAR, VOU TENTAR"... disse já num tom de stress, lololol, o peixe realmente estava parvo... Lá fechei mais o drag, e aquela brincadeira que já ia em mais de 30 minutos estava a deixar-me exausto e íamos a meio do dia, não podia me rebentar ali todo... Quando o trouxe ao de cima a tentativa de apanhá-lo foi falhada e o gajo deve ter dito, deixa-me lá tentar de novo e ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e eu comecei a pensar, mas como é que vou meter o gajo dentro do chalavar... O Palma lá me disse para meter o peixe pelo rabo que era mais fácil e que era a única maneira e lá começamos a tentar.
Mas ainda estivemos uns minutos naquilo porque o gajo não desistia e continuava a fazer arranques já menos vigorosos, mas ainda fortes e não me permitia controlá-lo.
Já com ele cansado, trago a chumbada para perto de mim, dou uns passos atrás para permitir que ele se aproximasse e o Palma mete-o no xalavar e lá sorri. Estava feito. Mais um grande troféu. Muito bonito, e este ia dar uma grande caldeirada.

1,80 mts.
Dentro do barco ainda foi preciso calma, para o por numa rede sossegado, pois ele até a faca da Rapala nos partiu.
Bem, com isto a água já corria muito, mas ainda se fez mais um lançamento, mas os toques continuavam a ser pequenos e como ao longe vimos umas gaivinas a picar resolvemos levantar ferro e ir corricar um bocado...
Mas o raio das gaivinas não ficaram lá muito tempo e quando chegámos já tinham ido... Nada. Bem andamos ali uns minutos, mas aquela zona é muito funda e as nossas amostras estavam a meio caminho e assim só peixe que andasse muito ao de cima.
Lá percorremos o caminho do costume para fazer tempo até nova paragem da maré, mas nada, nem um mísero toque.
Já a maré estava perto da praia-mar quando fomos para um dos nossos SPOTS.
Fundeámos apesar disso um pouco mais a frente e esperámos ali um bocado a ver se batia algum peixe numa zona ali nos 5/6 metros.

Estivemos uma meia hora sem nenhum toque, mas de repente resolvemos lanchar e abrir uma latinha que o Palma tinha levado e bebi aquilo num instante e deitei umas pingas ao mar a ver se animava a coisa, e não é que os toques começaram, lololol.

Bons Safios, um belo robalo que o Palma apanhou com choco foram nos animando a tarde, os toques sucediam-se, e divertimos-nos muito sacando uns peixitos engraçados.
Como o dia não podia terminar sem os famosos ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ eis que mais uma corvina nos dá um fim de dia em pleno. Luta, emoção, e muita diversão, no dia em que o rio Tejo nos deu poucos, mas muito bons peixes.
A maré ao virar trouxe muito limo e demos por terminada a pesca. Valeu a pena como vale sempre. Mais um dia espectacular.
Acho que ainda me doí o braço, lololol.
Material:
Canas: Daiwa Ninja; Prosargus; NBS Jig Boat
Carretos: Shimano Stella 8000 PG; Banax GTW´S (3)
Linhas: Sufix 832 e Power Pro ( carretos); Asso Fluoro Casting ( Estralhos)
Iscos: Choco, caranguejo 2 cascos
Amostras: Rapala Magnum, Yo Zuri Deep Diver; Tubertini T-REX
Esperamos que gostem, até à próxima.
Filipe Condinho e Ricardo Palma.
