Gastroenterite
Enviado: sexta out 06, 2006 4:30 pm
Não é exagero afirmar que quem tem contacto mais frequente com o mar (pescadores) é mais susceptível de contrair gastroenterites. Primeiro vou explicar o que é uma gastroenterite e o seu quadro clínico e depois relaciono com a pesca mais concretamente.
A gastroenterite é uma situação inflamatória do tubo digestivo, nomeadamente estômago e intestinos. O quadro clínico pode ser muito variado, tratando-se de uma situação aguda (curta) ou crónica (prolongada), mas inclui habitualmente náuseas, vómitos, dor e distensão abdominal e diarreia. Por vezes estão também presentes a febre e a prostração.
A gastroenterite pode ser causada por toxinas ou microorganismos existentes em alimentos deteriorados, água; alergia, doenças inflamatórias, fármacos, factores psicogénicos e neoplasias.
O risco de desidratação pode ser particularmente grave (devido aos vómitos e à diarreia) pelo que a instituição de uma terapêutica de suporte, com infusão de soros, é necessária na maioria das vezes.
Vamos então ao que interessa. Não podemos, de modo nenhum acreditar que a água do mar, só porque é muita, tem os detritos e todos os microorganismos patogénicos (indutores de doenças) muito dispersos. Se há algum sítio onde estes se encontram em grande número, é na água do mar. Quem diz no mar, diz nos rios, enfim, todas as águas em geral.
Vou começar pelos iscos. Todos sabemos que a maior parte dos iscos vivos são apanhados na maré vaza, na areia, em rochas, na lama, enfim, numa infinidade de locais, que na maior parte das vezes as condições sanitárias deixam muito a desejar
... As condições em que eles se desenvolvem é, só por si duvidosa, juntando depois outras agravantes, como o mau acondicionamento dos mesmos, o que faz com que se acelere o seu processo de decomposição. Este processo inicia-se pela formação de toxinas, as tais que provocam as grastroenterites, se não tivermos o cuidado de manter as mãos afastadas da boca ou de tocar em coisas que mais tarde levamos à boca.
O simples gesto de acender um cigarro pode fazer com que se introduzam dentro do organismo (pelo aparelho digestivo) milhares de microorganismos causadores desta doença.
Há dias, falava-se aqui em lavar as feridas com água do mar, se calhar não é aconselhável, pois é uma porta de entrada para esses microorganismos e até mesmo larvas microscópicas que se desenvolvem depois dentro do organismo e criam situações de infecções muito graves. :-&
Para quem pesca junto de rochas, como eu, concerteza que não há um único dia de pesca sem avistar um ratito e às vezes o tetravô desse ratito... São estas situações que requerem mais cautela, não provoca apenas a gastroenterite, mas uma infinidade de doenças e o cabo dos trabalhos... Como é do conhecimento de todos a urina dos ratos é, na maior parte dos casos, fatal para o ser humano, convém, por isso, evitar colocar as pegas das canas nos buracos escondidos das rochas, tiramos, lançamos, acendemos mais um cigarro ou vamos comer a "bucha"
... é bom apostar num suporte, ficamos mais descansados. 
Depois de contrair a gastroenterite, esta é altamente contagiosa se se descurarem as medidas básicas de higiene individual, como a lavagem das mãos depois de ir à casa de banho, a partilha de objectos pessoais, etc..
Para acabar, convém trazer sempre dentro do carro um garrafão de água potável, um pedaço de sabão azul para lavar as mãos antes de ir rumo a casa, para não impestar o volante onde vamos mexer no dia a seguir e depois pegar nas nossas crianças
... Vale a pena pensar nisto...
A gastroenterite é uma situação inflamatória do tubo digestivo, nomeadamente estômago e intestinos. O quadro clínico pode ser muito variado, tratando-se de uma situação aguda (curta) ou crónica (prolongada), mas inclui habitualmente náuseas, vómitos, dor e distensão abdominal e diarreia. Por vezes estão também presentes a febre e a prostração.
A gastroenterite pode ser causada por toxinas ou microorganismos existentes em alimentos deteriorados, água; alergia, doenças inflamatórias, fármacos, factores psicogénicos e neoplasias.
O risco de desidratação pode ser particularmente grave (devido aos vómitos e à diarreia) pelo que a instituição de uma terapêutica de suporte, com infusão de soros, é necessária na maioria das vezes.
Vamos então ao que interessa. Não podemos, de modo nenhum acreditar que a água do mar, só porque é muita, tem os detritos e todos os microorganismos patogénicos (indutores de doenças) muito dispersos. Se há algum sítio onde estes se encontram em grande número, é na água do mar. Quem diz no mar, diz nos rios, enfim, todas as águas em geral.
Vou começar pelos iscos. Todos sabemos que a maior parte dos iscos vivos são apanhados na maré vaza, na areia, em rochas, na lama, enfim, numa infinidade de locais, que na maior parte das vezes as condições sanitárias deixam muito a desejar
Há dias, falava-se aqui em lavar as feridas com água do mar, se calhar não é aconselhável, pois é uma porta de entrada para esses microorganismos e até mesmo larvas microscópicas que se desenvolvem depois dentro do organismo e criam situações de infecções muito graves. :-&
Para quem pesca junto de rochas, como eu, concerteza que não há um único dia de pesca sem avistar um ratito e às vezes o tetravô desse ratito... São estas situações que requerem mais cautela, não provoca apenas a gastroenterite, mas uma infinidade de doenças e o cabo dos trabalhos... Como é do conhecimento de todos a urina dos ratos é, na maior parte dos casos, fatal para o ser humano, convém, por isso, evitar colocar as pegas das canas nos buracos escondidos das rochas, tiramos, lançamos, acendemos mais um cigarro ou vamos comer a "bucha"
Depois de contrair a gastroenterite, esta é altamente contagiosa se se descurarem as medidas básicas de higiene individual, como a lavagem das mãos depois de ir à casa de banho, a partilha de objectos pessoais, etc..
Para acabar, convém trazer sempre dentro do carro um garrafão de água potável, um pedaço de sabão azul para lavar as mãos antes de ir rumo a casa, para não impestar o volante onde vamos mexer no dia a seguir e depois pegar nas nossas crianças