Umas questoes pertinentes
Enviado: domingo out 14, 2007 10:16 pm
Eis umas questões pertinentes e deveras suscitadoras de muita controversa.
Os tamanhos mínimos legais usados pela federação e pela lei actual e o porque de se usar peixe de menor qualidade em provas, estas questões surgiram em conversa com o Jo Pinto após a 3 prova da Terceira divisão. Mas vamos por partes:
1 - O porquê de se estar apanhar peixe pissas, andorinhas, ganoupas e afins (peixe que na prova valem 10 pontos, para simplificar vamos denomina-lo de peixe de menor qualidade) peixe que não tem valor comercial, nem interesse num modo geral para o pescador, então porque pescar estes peixe, não seria muito mais dignificante fazer 600, 700, ou 1000 ou mais pontos só com peixe de valor comercial e aqueles que qualquer pescador costuma apanhar nas suas incursões (peixes como: sargo legitimo, sarguetas ou safias, fanecas, besugos, bicas, pargos, douradas, etc.)
Isto não querendo tirar o mérito aos pescadores que se especializam neste tipo de pesca pelo menos para as provas, mas será justa a forma como se distingue os pescadores, terá mais valor aquele que sabe e consegue apanhar o tal peixe menor (nesta ultima prova houve concorrentes com 45 e mais peixes menores) ou aquele que apanha besugos, sargos, pargos, bicas, safias ou sarguetas, mas em menor numero mas com maior pontuação.
Acho que se dá mais valor a quantidade de peixe apanhado do que a qualidade, quando a meu ver deveria ser o contrario qualidade versus quantidade.
Tendo em consideração que a maior parte das vezes esse peixe menor é devolvido ao mar, muitas vezes acabando por morrer devido às velocidades e descompressões que sofre na sua captura, isto nos dias fora de competição, porque é que em competição se premiei-a a sua captura.
Na minha óptica é um tipo de peixe que não tem técnica nenhuma especifica para se apanhar ao contrário dos outros peixes esses sim como todos nós sabemos tem dias que se apanham até com um cabo de vassoura e tem outros em que só o pescador mais atento e preparado o consegue capturar e esse sim devia ser o factor que devia ser premiado o saber evoluir e acompanhar a mudança dos hábitos dos peixes, de ultrapassar as diferenças entre espécies. Mas isso é a minha opinião.
2 – Esta questão já foi muito debatida aquando da entrada em vigor dos tamanhos mínimos pela actual lei em vigor, já todos sabemos que existem espécies que tem valores mínimos de captura completamente errados, só para citar um exemplo e talvez o mais obvio o sargo que só pode ser apanhado aquando perfaça os 15cm ou mais, sabendo que esta espécie na suas varias espécies só atinge a idade adulta aquando atinge os 18 cm (aproximadamente os 2 anos). A questão aqui põe-se e sabendo que alguns clubes e pescadores utilizam valores superiores aos mínimos exigidos por lei, mesmo esses mínimos estão aquém do que se deveria exigir como valores legislativos. Eu passo explicar com um exemplo que se calhar é o mais elucidativo devido ao troféu que representa:
Aquando da captura de um pargo / dourada / bicas / sargo – veado em que a medida mínima é de 20 /19/15/15 cm respectivamente, se quando apanhamos um troféu destes já nos da gozo, então porque não deixar que estes troféus atinjam tamanhos mais razoáveis e em que o gozo e o prazer da sua captura será muito maior, dando também maiores hipóteses de o peixe se reproduzir mais do que uma vez.
Falo destes peixes pelo que representam para um qualquer pescador, mas podemos por o assunto para todos os peixes, só tínhamos a ganhar com essa atitude, mas para tal também os pescadores profissionais teriam que respeitar esses tamanhos, teríamos de deixar de ver besugos, carapaus (pelim), sargos etc., sem medida nos restaurantes, praças, e outros lugares. Mas isso já é outra história.
Mas tal como disse ao princípio deste texto, são assuntos que podem suscitar alguma celeuma, mas é nessa agitação que vamos conseguir chegar a alguma conclusão, espero eu. No entanto friso uma vez mais que isto é apenas a minha opinião e maneira de ver e encarar a pesca.
Tambem se encontra uma copia deste post no pro para desenvolvimento mais profundos.
Texto da minha autoria – Bruno Mendes
Os tamanhos mínimos legais usados pela federação e pela lei actual e o porque de se usar peixe de menor qualidade em provas, estas questões surgiram em conversa com o Jo Pinto após a 3 prova da Terceira divisão. Mas vamos por partes:
1 - O porquê de se estar apanhar peixe pissas, andorinhas, ganoupas e afins (peixe que na prova valem 10 pontos, para simplificar vamos denomina-lo de peixe de menor qualidade) peixe que não tem valor comercial, nem interesse num modo geral para o pescador, então porque pescar estes peixe, não seria muito mais dignificante fazer 600, 700, ou 1000 ou mais pontos só com peixe de valor comercial e aqueles que qualquer pescador costuma apanhar nas suas incursões (peixes como: sargo legitimo, sarguetas ou safias, fanecas, besugos, bicas, pargos, douradas, etc.)
Isto não querendo tirar o mérito aos pescadores que se especializam neste tipo de pesca pelo menos para as provas, mas será justa a forma como se distingue os pescadores, terá mais valor aquele que sabe e consegue apanhar o tal peixe menor (nesta ultima prova houve concorrentes com 45 e mais peixes menores) ou aquele que apanha besugos, sargos, pargos, bicas, safias ou sarguetas, mas em menor numero mas com maior pontuação.
Acho que se dá mais valor a quantidade de peixe apanhado do que a qualidade, quando a meu ver deveria ser o contrario qualidade versus quantidade.
Tendo em consideração que a maior parte das vezes esse peixe menor é devolvido ao mar, muitas vezes acabando por morrer devido às velocidades e descompressões que sofre na sua captura, isto nos dias fora de competição, porque é que em competição se premiei-a a sua captura.
Na minha óptica é um tipo de peixe que não tem técnica nenhuma especifica para se apanhar ao contrário dos outros peixes esses sim como todos nós sabemos tem dias que se apanham até com um cabo de vassoura e tem outros em que só o pescador mais atento e preparado o consegue capturar e esse sim devia ser o factor que devia ser premiado o saber evoluir e acompanhar a mudança dos hábitos dos peixes, de ultrapassar as diferenças entre espécies. Mas isso é a minha opinião.
2 – Esta questão já foi muito debatida aquando da entrada em vigor dos tamanhos mínimos pela actual lei em vigor, já todos sabemos que existem espécies que tem valores mínimos de captura completamente errados, só para citar um exemplo e talvez o mais obvio o sargo que só pode ser apanhado aquando perfaça os 15cm ou mais, sabendo que esta espécie na suas varias espécies só atinge a idade adulta aquando atinge os 18 cm (aproximadamente os 2 anos). A questão aqui põe-se e sabendo que alguns clubes e pescadores utilizam valores superiores aos mínimos exigidos por lei, mesmo esses mínimos estão aquém do que se deveria exigir como valores legislativos. Eu passo explicar com um exemplo que se calhar é o mais elucidativo devido ao troféu que representa:
Aquando da captura de um pargo / dourada / bicas / sargo – veado em que a medida mínima é de 20 /19/15/15 cm respectivamente, se quando apanhamos um troféu destes já nos da gozo, então porque não deixar que estes troféus atinjam tamanhos mais razoáveis e em que o gozo e o prazer da sua captura será muito maior, dando também maiores hipóteses de o peixe se reproduzir mais do que uma vez.
Falo destes peixes pelo que representam para um qualquer pescador, mas podemos por o assunto para todos os peixes, só tínhamos a ganhar com essa atitude, mas para tal também os pescadores profissionais teriam que respeitar esses tamanhos, teríamos de deixar de ver besugos, carapaus (pelim), sargos etc., sem medida nos restaurantes, praças, e outros lugares. Mas isso já é outra história.
Mas tal como disse ao princípio deste texto, são assuntos que podem suscitar alguma celeuma, mas é nessa agitação que vamos conseguir chegar a alguma conclusão, espero eu. No entanto friso uma vez mais que isto é apenas a minha opinião e maneira de ver e encarar a pesca.
Tambem se encontra uma copia deste post no pro para desenvolvimento mais profundos.
Texto da minha autoria – Bruno Mendes