A alegria de pescar
Enviado: terça ago 27, 2013 10:10 pm
Boas pescarias.
Depois de algum tempo de jejum, eis que fui fazer uma pesca apeada, no molhe Sul na Figueira da Foz, isto ocorreu no dia 25AGO2013, com o despertar às 06H30.
Pequeno-almoço tomado, agarro no saco, na cana, tiro a minhoca do frigorífico e às 07H00, pois estou mesmo ao lado ali do mar, já estava a pescar.
Cana é uma Barros Pilado de 7 metros, carreto um Shimano Stradic 4000 FB, como fio monofilamento 0,25 mm, a marca já não sei e os estralhos 0,22 mm fluorcarbono da Sasame e anzóis nº. 3 da mesma marca.
Depois de procura-los longe, perto, na esquerda e na direita, lá encontrei um sargo, depois outro, mais tarde outro e depois parou.
Mas os pescadores começaram a aparecer do lado esquerdo do meio companheiro de pesca e ao meu lado direito posicionaram-se três pescadores, que deduzo tratar-se de pai, filho, (que aparentava ter entre 12 e 14 anos de idade) e amigo destes.
Existia ondulação, que era forte de vez em quando e o vento fazia sentir, apesar de não ser forte, estava a fazer estragos, aos meus vizinhos, que perderam inúmero material, ora pai, ora filho.
Mesmo pescando com boia fixa, ferrei uma boa solha.
Continuei a minha pesca até que entraram os robalos, ferrei um, depois outro, outro ainda e eis que vejo pai e filho a ficarem sem mais duas boias.
O pai inicia de novo a pesca e o jovem, sentou-se numa pedra, encolheu as pernas, sobre os joelhos, colocou os braços e em cima destes assentou o rosto triste.
Minutos volvidos ele continuava na mesma posição, sem pescar e de rosto fechado, deduzi então que já não tinham mais boias e o eleito para ficar sem pescar tinha sido o jovem, pelo que lhe mandei uma assobiadela, ele olhou e acenei-lhe, chamando-o.
Ele através de sinaléctica perguntou se era para ele, ao que com a cabeça, respondi afirmativamente.
Lá desceu as pedras, até onde me encontrava e perguntei-lhe como se chamava, e com que boia estava a pescar, obtendo como resposta ser o João e estar com uma boia de 20 gramas.
Dei-lhe uma boia e aqui voltou a alegria de pescar, pois o seu rosto mudou de feições, tendo ele subido as pedras rapidamente e correu sobre o molhe em direcção ao local onde estava o pai.
Momentos depois vejo-o, novamente a correr em cima do molhe, ao que o questionei sobre o que se estava a passar, ele disse não ter os pedaços de plástico que seguram a boia e que eu não tinha dado, pois nunca os trago nas boias.
Disse então ao João para ir buscar a cana e a boia, que eu próprio lhe prepararia o material.
Lá foi ele novamente a correr, para um lado e para o outro, chegou ao pé de mim num ápice, pelo que comecei a passar o fio pelos passadores, da cana, depois dei-lhe algumas dicas, nomeadamente, que ele tinha de ter a cana na vertical, pois o fio que tinha no bobine do carreto, era muito grosso, acima do 0,35 mm e com o arco que fazia, dado o peso, ia constantemente agarrar-se às pedras/mexilhão, assim evitaria perder mais material, mas tinha de estar atento, mostrei-lhe a diferença entre o fio do meu carreto e do dele, notando-se à vista desarmada a diferença.
Disse-lhe que ia preparar a cana como estava a minha, depois da boia montada, chumbo, destrocedor, oliva, estralho em fluorcarbono e anzol, que empatei e lhe exemplifiquei, pois não o sabia fazer, dei-lhe a cana e disse-lhe que o queria ver a ferrar um peixe.
O João lá subiu as pedras e dirigiu-se para junto dos seus, começando de novo a pescar.
Ainda fiz mais dois robalos, sendo o resultado das capturas de três sargos, uma solha e cinco robalos.
Por volta das 11H30, eu e o meu companheiro demos por terminada a pesca e acabei por não ver se o João acabou ou não por capturar algum peixe, mas a alegria de pescar, estava bem patenteada, quando lhe mandei uma nova assobiadela e fazendo-lhe o sinal de fixe e de despedida, tendo ele respondido do mesmo modo, mas com um grande sorriso estampado no rosto, que a mim me encheu de orgulho de ver uma cara feliz de estar a pescar. Para terminar o pai através de sinaléctica também agradeceu, mas eu sempre que me aperceba, troco uma boia por um rosto feliz.
Abraço.
Braga
Depois de algum tempo de jejum, eis que fui fazer uma pesca apeada, no molhe Sul na Figueira da Foz, isto ocorreu no dia 25AGO2013, com o despertar às 06H30.
Pequeno-almoço tomado, agarro no saco, na cana, tiro a minhoca do frigorífico e às 07H00, pois estou mesmo ao lado ali do mar, já estava a pescar.
Cana é uma Barros Pilado de 7 metros, carreto um Shimano Stradic 4000 FB, como fio monofilamento 0,25 mm, a marca já não sei e os estralhos 0,22 mm fluorcarbono da Sasame e anzóis nº. 3 da mesma marca.
Depois de procura-los longe, perto, na esquerda e na direita, lá encontrei um sargo, depois outro, mais tarde outro e depois parou.
Mas os pescadores começaram a aparecer do lado esquerdo do meio companheiro de pesca e ao meu lado direito posicionaram-se três pescadores, que deduzo tratar-se de pai, filho, (que aparentava ter entre 12 e 14 anos de idade) e amigo destes.
Existia ondulação, que era forte de vez em quando e o vento fazia sentir, apesar de não ser forte, estava a fazer estragos, aos meus vizinhos, que perderam inúmero material, ora pai, ora filho.
Mesmo pescando com boia fixa, ferrei uma boa solha.
Continuei a minha pesca até que entraram os robalos, ferrei um, depois outro, outro ainda e eis que vejo pai e filho a ficarem sem mais duas boias.
O pai inicia de novo a pesca e o jovem, sentou-se numa pedra, encolheu as pernas, sobre os joelhos, colocou os braços e em cima destes assentou o rosto triste.
Minutos volvidos ele continuava na mesma posição, sem pescar e de rosto fechado, deduzi então que já não tinham mais boias e o eleito para ficar sem pescar tinha sido o jovem, pelo que lhe mandei uma assobiadela, ele olhou e acenei-lhe, chamando-o.
Ele através de sinaléctica perguntou se era para ele, ao que com a cabeça, respondi afirmativamente.
Lá desceu as pedras, até onde me encontrava e perguntei-lhe como se chamava, e com que boia estava a pescar, obtendo como resposta ser o João e estar com uma boia de 20 gramas.
Dei-lhe uma boia e aqui voltou a alegria de pescar, pois o seu rosto mudou de feições, tendo ele subido as pedras rapidamente e correu sobre o molhe em direcção ao local onde estava o pai.
Momentos depois vejo-o, novamente a correr em cima do molhe, ao que o questionei sobre o que se estava a passar, ele disse não ter os pedaços de plástico que seguram a boia e que eu não tinha dado, pois nunca os trago nas boias.
Disse então ao João para ir buscar a cana e a boia, que eu próprio lhe prepararia o material.
Lá foi ele novamente a correr, para um lado e para o outro, chegou ao pé de mim num ápice, pelo que comecei a passar o fio pelos passadores, da cana, depois dei-lhe algumas dicas, nomeadamente, que ele tinha de ter a cana na vertical, pois o fio que tinha no bobine do carreto, era muito grosso, acima do 0,35 mm e com o arco que fazia, dado o peso, ia constantemente agarrar-se às pedras/mexilhão, assim evitaria perder mais material, mas tinha de estar atento, mostrei-lhe a diferença entre o fio do meu carreto e do dele, notando-se à vista desarmada a diferença.
Disse-lhe que ia preparar a cana como estava a minha, depois da boia montada, chumbo, destrocedor, oliva, estralho em fluorcarbono e anzol, que empatei e lhe exemplifiquei, pois não o sabia fazer, dei-lhe a cana e disse-lhe que o queria ver a ferrar um peixe.
O João lá subiu as pedras e dirigiu-se para junto dos seus, começando de novo a pescar.
Ainda fiz mais dois robalos, sendo o resultado das capturas de três sargos, uma solha e cinco robalos.
Por volta das 11H30, eu e o meu companheiro demos por terminada a pesca e acabei por não ver se o João acabou ou não por capturar algum peixe, mas a alegria de pescar, estava bem patenteada, quando lhe mandei uma nova assobiadela e fazendo-lhe o sinal de fixe e de despedida, tendo ele respondido do mesmo modo, mas com um grande sorriso estampado no rosto, que a mim me encheu de orgulho de ver uma cara feliz de estar a pescar. Para terminar o pai através de sinaléctica também agradeceu, mas eu sempre que me aperceba, troco uma boia por um rosto feliz.
Abraço.
Braga