A escola dos meninos do mar
Enviado: quarta ago 01, 2007 9:25 pm
A Escola dos meninos do Mar
Era sempre o primeiro a chegar, ainda de noite,esperava que os
primeiros alvores da madrugada,inundassem o meu quarto, um mundo
submerso de enormes tainhas e peixes-agulhas, que iria pescar,no
primeiro dia de férias escolares,com a minha primeira cana de
fibra,uma cana de pescador a sério,prémio merecido pela álgebra e bata
sem borrão de tinta conseguidos com mérito e esforço.
Reparei nele mal chegou,o mesmo olhar, os mesmos sonhos de menino de
uma noite mal dormida, de imaginários e enormes peixes que iria
pescar,num rosto imenso,de luz,brilhante ,espelhado como um mar de Verão.
Rápidamente,fui engolido,mais os restantes companheiros,agora pelos
peixes da minha vida,os meus meninos do mar,que de canas ao alto, já
correm para a ria da barra,,onde outrora neste mesmo lugar um mar de
de gente,num alarido cromático,de ceira á cabeça, num
apregoado,preenchido agora por um silencio que se renova,rasgado pelos
risos de crianças de um dia de Verão..
A foto da praxe,o orgulho dos campeões,meninos e meninas pescadoras de
mérito,o prémio merecido,os ciclistas que passam,os passeantes de um
sábado matinal,mergulhado no fresco de uma névoa que persiste,o
espanto de alguém que passa e vê meninos a pescar...
O meu pescador,os meus olhos e rosto de menino que fui, uma lagrima no
rosto que se afasta, o peixe que não pescou,num mundo que é só dele,o
quanto lutou, por um peixe que não se ferrou,na sua linha trémule de
ansiedade ,que aperta o coração e a alma se liberta por uma lagrima
que sobrou...
Vou para casa e escrevo agora,libertando o meu desejo de voltar, a ser
jovem como ele e de voltar a sonhar com o meu primeiro peixe da minha
vida.
Prometo-te jovem que serás um pescador a sério, pescarás muitos peixes
da tua vida e não deixarás de sonhar...
Até breve,meu menino.
Os meus agradecimentos ao Telmo, filho Gonçalo, minha filha Inês os primos Miguel e João e esposas respectivas por esta lição.
Era sempre o primeiro a chegar, ainda de noite,esperava que os
primeiros alvores da madrugada,inundassem o meu quarto, um mundo
submerso de enormes tainhas e peixes-agulhas, que iria pescar,no
primeiro dia de férias escolares,com a minha primeira cana de
fibra,uma cana de pescador a sério,prémio merecido pela álgebra e bata
sem borrão de tinta conseguidos com mérito e esforço.
Reparei nele mal chegou,o mesmo olhar, os mesmos sonhos de menino de
uma noite mal dormida, de imaginários e enormes peixes que iria
pescar,num rosto imenso,de luz,brilhante ,espelhado como um mar de Verão.
Rápidamente,fui engolido,mais os restantes companheiros,agora pelos
peixes da minha vida,os meus meninos do mar,que de canas ao alto, já
correm para a ria da barra,,onde outrora neste mesmo lugar um mar de
de gente,num alarido cromático,de ceira á cabeça, num
apregoado,preenchido agora por um silencio que se renova,rasgado pelos
risos de crianças de um dia de Verão..
A foto da praxe,o orgulho dos campeões,meninos e meninas pescadoras de
mérito,o prémio merecido,os ciclistas que passam,os passeantes de um
sábado matinal,mergulhado no fresco de uma névoa que persiste,o
espanto de alguém que passa e vê meninos a pescar...
O meu pescador,os meus olhos e rosto de menino que fui, uma lagrima no
rosto que se afasta, o peixe que não pescou,num mundo que é só dele,o
quanto lutou, por um peixe que não se ferrou,na sua linha trémule de
ansiedade ,que aperta o coração e a alma se liberta por uma lagrima
que sobrou...
Vou para casa e escrevo agora,libertando o meu desejo de voltar, a ser
jovem como ele e de voltar a sonhar com o meu primeiro peixe da minha
vida.
Prometo-te jovem que serás um pescador a sério, pescarás muitos peixes
da tua vida e não deixarás de sonhar...
Até breve,meu menino.
Os meus agradecimentos ao Telmo, filho Gonçalo, minha filha Inês os primos Miguel e João e esposas respectivas por esta lição.