Segunda 30
Enviado: terça jul 31, 2012 10:44 am
Combinado em cima da hora, às 21h30 lá fomos eu e o Costa(Panca) corricar para o rio Ave onde ninguém nos chateia e algo sempre morde o pingalim mantendo a motivação que nos tem levado a lá voltar.
Após uma meia hora de pesca, lá veio o primeiro tarolo no pingalim do Costa (parece que os dele têm mel), sem dar grande luta mas já com um tamanho a prometer uma boa noite.
Na hora seguinte continuamos a explorar o pesqueiro mantendo sempre a boa disposição e numa conversa animada, apesar dos toques não aparecerem. Meio distraído o Costa recebe uma pancada na cana que quase o manda ao chão (
ele não se segura muito bem, coitado
) e avisa-me que tinha um matulão na cana, enquanto a embraiagem cantava. Era ópera para os ouvidos de um pescador. Lá se lhe deu mais um bocado de pressão, o bicho cansou-se de lutar e lá foi vindo para a nossa margem, às vezes parecendo que tinha escapado, mas uma ou outra cabeçada mostravam que o animal estava bem ferrado e o medo da fuga dum exemplar que prometia um recorde foi-se esvaindo.
Já junto à margem surgiu outro problema: a água estava cheia de lixo e não tínhamos ganapão nem um intrépido colega (rasta) para descer e ir buscá-lo. Valeu que a cana não era a do costume, e sendo mais pesada também era mais forte. Com o peixe quase a embrulhar-se nos jacintos, o Costa num ato que roça o heroísmo, levanta o peixe em força, confiando na qualidade do material e que o tenso estava em condições depois de tamanha luta, e com uma precisão que só a experiência consegue, põe-no em terra.
Ficamos os dois um bom bocado a apreciar. Nenhum dos dois tínhamos visto um tarolo daqueles a fazer-se ao pingalim. E nisto, emocionado, o Costa diz-me para tirar uma foto rápido que tinha de devolver o animal à agua antes que morresse. Pelo tamanho podia ser uma fêmea, quem sabe ovada. E nesse momento entendi o que vai na alma de um pescador: o importante é a pesca, não o peixe. Tiramos a foto da praxe, e prontamente o devolvemos à água, na esperança que se reproduza e no futuro a sua descendência muitas alegrias nos deem.
Lá nos fomos entretendo até à meia-noite, mas os robalos tinham desaparecido, e só sentíamos as taínhas a brincar com os boiões, tendo o Costa tirado uma pelo lombo ao engano. Estava a noite feita. Quem sabe, talvez na próxima vez me calhe a mim....
Zé Maria
PS:Foto
Após uma meia hora de pesca, lá veio o primeiro tarolo no pingalim do Costa (parece que os dele têm mel), sem dar grande luta mas já com um tamanho a prometer uma boa noite.
Na hora seguinte continuamos a explorar o pesqueiro mantendo sempre a boa disposição e numa conversa animada, apesar dos toques não aparecerem. Meio distraído o Costa recebe uma pancada na cana que quase o manda ao chão (
Já junto à margem surgiu outro problema: a água estava cheia de lixo e não tínhamos ganapão nem um intrépido colega (rasta) para descer e ir buscá-lo. Valeu que a cana não era a do costume, e sendo mais pesada também era mais forte. Com o peixe quase a embrulhar-se nos jacintos, o Costa num ato que roça o heroísmo, levanta o peixe em força, confiando na qualidade do material e que o tenso estava em condições depois de tamanha luta, e com uma precisão que só a experiência consegue, põe-no em terra.
Ficamos os dois um bom bocado a apreciar. Nenhum dos dois tínhamos visto um tarolo daqueles a fazer-se ao pingalim. E nisto, emocionado, o Costa diz-me para tirar uma foto rápido que tinha de devolver o animal à agua antes que morresse. Pelo tamanho podia ser uma fêmea, quem sabe ovada. E nesse momento entendi o que vai na alma de um pescador: o importante é a pesca, não o peixe. Tiramos a foto da praxe, e prontamente o devolvemos à água, na esperança que se reproduza e no futuro a sua descendência muitas alegrias nos deem.
Lá nos fomos entretendo até à meia-noite, mas os robalos tinham desaparecido, e só sentíamos as taínhas a brincar com os boiões, tendo o Costa tirado uma pelo lombo ao engano. Estava a noite feita. Quem sabe, talvez na próxima vez me calhe a mim....
Zé Maria
PS:Foto