joaonumberone Escreveu:Pessoal, aqui ficam as fotos tiradas do "Stile Noa" pelo Rui Salgado.
Boas,
https://picasaweb.google.com/1156333672 ... 2114187170
Josy, o mar pode não parecer nas fotos, mas estava a bater bem e com vagas jeitosinhas, á parte disso claro que há uns estômagos mais fortes que outros e quem estivesse bem sentado e soubesse pescar tinha feito uma boa pescazinha.
Nelson o barco avariou e eu sempre preocupado com a malta fui estive a ver se o gajo tinha pena de nós e andava! dasse, paguei o dia todo e pesquei 2 horas, a 1ª e a última!
Porque é que a mim nunca me sai os lugares de trás

aliás sai-me sempre a bombordo o 1º encostado á cabine

Estive a ver as fotos, e se foi sempre assim como elas documentam, estou em completo desacordo, achei o mar totalmente colaborante, isso para as Berlengas é mar chão com um pequeno toque o que costuma ser óptimo.
Não sei sobre as vossas experiências de pesca em mar revolto, mas para quem foi bastantes vezes para lá pescar á chumbadinha no tempo em que, havia dias que se enchia o chão de um semi-rigido de 4 metros e pouco com duas camadas de sargos, que na viagem com vaga dava constantemente saltos de fazer estremecer os miolos e chegou a mandar um, que teve a desatenção de não se segurar bem durante breves segundos, borda fora, quando apanhava um mar assim nessa zona, como penso que tiveram, achava que estava no paraíso. Da primeira vez custou-me a acreditar que fosse possível pescar com um mar assim e naquelas condições.
Nessa época vomitei tudo o que havia para vomitar, o balanço era de tal forma e ainda por cima combinado com aquele cheirinho do depósito de gasolina exterior, da mistura do motor 2 tempos dava um resultado fatal.
Esse que continua, por vezes, a ser um companheiro de pesca chegou a virar lá o semi-rigido, e foi com muita experiência e também alguma sorte que conseguiu escapar, era uma pesca que tinha alturas em que era verdadeiramente radical, e se antes achava piada, hoje em via desaconselho vivamente, com o aproximar breve da embarcação à rocha para lançar com mar bastante alterado.
Saiamos de Peniche ainda era noite e voltávamos do mar das Berlengas já de noite, não sem antes de aproveitar o pôr do sol para um spinning aos robalos, o equipamento de navegação comparado com o actual era ridículo, a embarcação sem luzes, e ele dizia-me "Estas a ver aquelas luzes lá ao fundo? È Peniche é para lá que vamos".
Ao contrário do que possa parecer hoje em dia não me vanglorio desta descrição, antes pelo contrário, quando penso nisso até me questiono como é que me meti numa coisa daquelas, mas ajudou-me muito em experiência e especialmente a dar muito mais atenção á segurança, ela é muito mais importante que os peixes, peixes há muitos vida é só uma.
Cumprimentos
