PedrasSalgadas Escreveu:Sickle Escreveu:Por outro lado se é verdade que deviam aumentar as medidas mínimas, também acho que deviam criar uma medida máxima para algumas espécies (isto para águas interiores). Por exemplo parece-me mais reprovável e censurável a não devolução de uma carpa com 20 quilos do que a não devolução de uma com 300 gramas.
Este ponto parece-me bem interessante e realça a componente desportiva da pesca lúdica, independentemente da mesma se realizar em águas interiores ou oceânicas. Libertar os grandes exemplares, os que certamente têm os melhores genes reprodutivos.
Para além da nobreza que está subjacente a esse acto.
Sickle Escreveu:E desculpem-me a franqueza mas tem mesmo que haver algum radicalismo nesta matéria. Não se pode praticar pesca com morte em águas interiores e ponto. Não se pode permitir que se leve peixe para casa porque é para comer... acho que isso actualmente já não é desculpa... até porque ninguém precisa da pesca desportiva para subsistir.
Sickle, desculpa a franqueza mas aqui não consigo concordar contigo, com radicalismo nunca conseguiremos educar de forma a alterar os comportamentos que consideramos menos correctos, ou desajustados. E nem me estou a referir ao facto de concordar ou não com a tua opinião.
Porque às tuas afirmações também se coloca esta questão. Porquê?
Ab
Manel
Bem manel... uma opinião sensata.
Quanto á não captura de peixes de água interior, parece-me que a hipotese deixaria mais vulneraveis as espécies pisciculas, pois permitiria a justificada exploração profissional da pesca, ainda mais!
Outra coisa que devemos ter em conta é que com o aumento da pesca desportiva, os engodos, iscos para os ciprinidos, alguns encontram condições excelentes para viverem, o que pode provocar sobrelotação de algumas massas de água, quebrando assim a homeostasia dos ecossistemas onde estão inseridos.
Outras espécies que atingem tamanhos consideraveis, tem um impacto nefasto nos ecossistemas onde estão incluidos, pois o seu indice de reprodução é menos que o consumo de alevins da sua própria espécie ( caso das trutas em rios de montanha)
e depois.... eu gosto do peixe na água, mas...... tambem gosto dele no prato!!
estas situações tem que ser bem pensadas e estudadas, a adaptação e posterior evolução dos seres vivos passa pelo processo de regeneração das espécies, não podemos esquecer que nós, os Homens, quase que irradicamos os predadores de algumas espécies, alteramos os equilibrios ecologicos dos diferentes habitat´s e assim prejudicamos algumas especies que tentamos proteger.
mais grave que isso ( proibir a captura de especimes), na minha perspectiva, foi e é a introdução de algumas espécies em portugal, que por muito valor desportivo que tenham, prejudicaram as espécies que já cá existiam....mas, sinceramente, só a nossa visão "egoista" é que se preocupa com isso, pois a natureza desenvolve-se, adapta-se e sempre vencerá, os derrotados seremos sempre nós, de uma maneira ou outra!!!
eu não ando atrás de carpas grandes, nem de barbos grandes..... eu sinceramente gosto de carpas e barbos dificeis, bravos, fugidios, trutas desconfiadas ... fazer a aproximação, estudo e tentativa de captura com todos os cuidados... uma truta dessas, claro que a solto porque tenho a certeza que da próxima vez, ela tentará dificultar-me mais a captura!!
eu fui "expulso" duma associação ecologista em 1992, porque desenvolvi um projecto de proteção a rapaces no alentejo, pelo facto de que os meus parceiros de projecto serem associações de caçadores!!! esses "ecologistas" de gabinete, só agora é que se começaram a aperceber que esses caçadores podem e devem ser parceiros previligiados na proteção e preservação das espécies selvagens, no seu meio natural!
ops peço desculpa, mas tive que escrever isto em muito pouco tempo... tenho que ir trabalhar
abraço e pesquem bem quem quiser solte, mas cumpra-se a lei, isso ssim é fundamental ( se a lei precisar de ser alterada, que se altere), mas sem radicalismos... na minha opinião...
EDIT - para que conste, devolvo mais de 80% do pescado....há muitos anos!!!!