Sabem, eu por vezes nem dou conta, mas a salitre e o vento do Norte, estão tão mesclados na minha pele morena e tisnada pelo sol que várias vezes já me perguntaram se eu era ou tinha descendencia Indu!! Toda a minha rotina de vida a ele está ligado por viver e nascer dentro dele. Mesmo não pescando, estou a pescar, como ontem por exemplo; Fui a Angeiras, passei pela loja do Paulo, entre uma estreita ruela que dá para o amontoado de barcos e redes que cheiram a maresia , com vista para o mar, fomos buscar os prémios para o nosso primeiro concurso de pesca no proximo dia 1 de Maio/2008, onde irei ser fiscal.Depois acabei por encontrar numa outra ruela, um oviviparo almoço, numa tasquinha fabulosa, cujos presuntos das Beiras reluzem como carapaus estendidos ao sol,bucho e orelheira de porco rematadas com umas lulinhas grelhadas e um escorreito verde adamado Loureiro.(nada de pretensiosismos em igualar o fabuloso Alvarinho do Pedro) Acabando depois de chegar a casa escrevendo estes dois artigos para animar a malta agora que não pode pescar
Como veêm , a pesca ,o mar , os Amigos, a familia, bastam-me para ser o homem mais rico do mundo.
Não tenho ambições para mais.
O meu obrigado.
Um abraço a todos que se prolongará no nosso encontro fisicamente.
António
