GOSTEI , e sei do que falas !
Também eu de alguma forma me revejo nessa tua estória !
Com pequenas diferenças :
O meu autocarro não era o 31 mas sim o 15 , e o meu «poiso» era Monte-Estoril !
De resto tudo era parecido :
Desde as cobóiadas no autocarro e no combóio , até aos grandes bodiões que naquela altura
por ali eram «mais que as mães» !
Lembro-me como se fosse hoje daquela «tasca» no C.do Sodré , numa transversal à Rua de S.Paulo
em que havia sempre alguém com meia dúzia de pacotes de minhoca em cima de um caixote de
fruta para ganhar uns trocos !
Lembro-me também de ir na vazia ao Terreiro do Paço e «cagar» os pés no lodo para apanhar
uma mão-cheia de minhocas ou de ir em frente da lota (mais tarde passou para Santos) e rebuscar
nos contentores do lixo por uma qualquer cabeça de peixe , com a qual , junto com uma saca de
batatas vazia , uma corda e um pedaço de arame apanhávamos caranguejo para a pesca !
Mas lembro-me sobretudo com imensa saudade daqueles 3 ou 4 «índios» dos quais passados 32 anos
nada sei , e que me acompanhavam naquilo que na época era uma «aventura» mas que hoje é
perfeitamente «banal» !
Muitas coisas boas se perderam com o passar dos anos , e que infelizmente não voltam !
FICA BEM !
E que pena é que não voltem esses tempos.
Eram tempos fantásticos em todos os aspectos, em que, como já li em algum sitio, andavamos na rua a brincar, bebiamos agua de mangueiras de borracha, comiamos dos bolos ou das sandes ou dos gelados uns dos outros e não me lembro de algum dos meus amigos terem morrido por isso.
Tenho dificuldade em perceber no que se transformou a sociedade de hoje, onde não existe a amizade, que existia no meu tempo.
hoje os putos têm amigos que só conhecem na net e isso é uma coisa que nunca vou entender.
Não percebo.
Um abraço.
