Página 2 de 9
Enviado: terça mar 13, 2007 3:20 pm
por Dinis Ermida
Viva, amigos.
Estive ontem mesmo em Portimão e pude testemunhar em primeira mão o estado de impunidade em que alguns pescadores profissionais esperam viver em Portugal.
A lógica de alguns era: «se não posso fazer assim, vou viver de quê?». Eu só me lembrava de um episódio que vivi nos meus primeiros tempos na faculdade, um drogado que foi responder a tribunal por ter sido apanhado a assaltar uma casa. O juiz perguntou-lhe por que é que ele tinha optado por aquele modo de vida e a resposta dele foi: «Então, sôtor juiz, eu não sei trabalhar...». Tipo: sou assim e os outros que aguentem comigo, por muito que lhes custe...
É o país que somos.
Dinis
Enviado: terça mar 13, 2007 3:21 pm
por pisões
O homem só está a fazer o trabalho dele e a contribuir para que a pesca não destrua os recursos marinhos.
Se assim continuasse qualquer dia só peixe de viveiro e o que se apanhasse no mar teria um preço impossível para a maioria das pessoas.
Acho bem que multe e que os pescadores profissionais respeitem a legislação. Se todos respeitarem existem peixe para toda a gente.
O problema é que os PP, de tão revoltados que estão, até são capazes de fazer alguma "asneira" ao pobre do homem que está a fazer cumprir a lei.
A grande maioria de pescadores cá do norte sabem que a PM muitas das vezes não actua junto dos PP por medo de represálias que vão sofrer por parte destes (desde carros com os vidros partidos, pneus furados, esperas ao homem, ameaças etc.) E a resposta da PM é:
- E que me protege a mim e aos meus?
Fica a pergunta: Quem devia proteger estes homens que tentam fazer cumprir a lei?
Enviado: terça mar 13, 2007 3:26 pm
por Ramiro
karva Escreveu:paulo Escreveu:Aliás todos sabemos que muitas das artes não estão identificadas, para as poderem colocar onde bem entendem e não serem responsabilizados por isso.
Quando é que será que os senhores pescadores profissionais entendem que se continuam a fazer as coisas assim qualquer dia não têm mesmo peixe para pescar e por conseguinte vender.
Nessa altura vão queixar-se a quem?
Ao Sindicato!

Nessa altura, depois choram pela "mama" que a náutica/pesca de recreio proporciona.

Enviado: terça mar 13, 2007 3:28 pm
por rngpe
É pá finalmente um homem como se diz na minha terra "com eles no sitio!"
Pois é meus amigos, é isto que ando a dizer a muito tempo ,eles fazem o que querem e lhes apetece não respeitando nada nem ninguem, qual fauna ou flora ou pessoas - quem manda são eles...
Homens como o comandante são bem vindo e tem o meu aplauso.
Não gosto de ser mau mas quanto a manifestação eu sei como resolvia aquilo: Era policia de choque a carregar em cima deles como fizeram na ponte em lisboa há uns anos que eles depressa aprendiam. Mas pronto acham-se dono da razão, coitadinhos deles eles tem de viver para destruir e prejudicar outros, mas tudo isso não conta para nada.
Quem se devia manisfesta eramos "Nos" pescadores amadores que temos preocupações "fauna, flora, ambiente, repovoação, limites de captura,..." para que os nossos filhos e netos possam um dia continuar a desfrutar desta maravilha que são os rios, o mar e ter o prazer de poder pescar num ambiente limpo saudavel, continuando a tirar uns belos robalos e seus fieis amigos.
Desculpem-me este desabafo mas esses individuos irritam-me profundamente e fico revoltado.
Viva o Camandante (não é o ché mas parece...)
Abraço a todos e boas pescarias,
Luís
pescadores profissionais em protesto
Enviado: terça mar 13, 2007 3:32 pm
por capelas
pois e meus caros amigos e companheiros de (desporto)
alguns pescadores profissionais passaram anos a destruir os recursos e quando vem alguem a fazer cumprir a lei chamam lhe excesso de zelo,ainda a semana passada verifiquei em sagres redes a menos de 20 metros da costa e o que se ouvia la de quem sabe da poda e que esses pescadores ditos profissionais vao largar la as redes junto a costa de noite e de luz apagada e vao levanta las ainda de noite antes de amanhecer...
Abraço
Santos
Enviado: terça mar 13, 2007 3:38 pm
por Paulo
Segundo a notícia eram cerca de 200 os pescadores a manifestarem-se contra o Capitão por este fazer cumprir a lei.
Em todos os exemplos apresentados os pescadores estavam a cometer alguma ilegalidade, então por que razão não devem ser multados por isso?
Se levar uma multa por excesso de velocidade vou acusar o polícia de excesso de zelo?
Agora deixo uma pergunta, quem sabe uma ideia para os pescadores desportivos locais:
Se os pescadores lúdicos da zona resolvessem fazer uma manifestação de apoio ao Comandante por ele fazer cumprir a lei, quantos estariam presentes? Apenas 200? Ou mais?

Enviado: terça mar 13, 2007 3:41 pm
por Chacal
Eu penso que já o disse, mas volto a repetir:
No dia que estiver a navegar e encontrar artes sem identificação, é garantido que chamos a PM para levanta-las, se demorarem muito levanto-as eu e entrego-as na Capitania!
Graças a uma rede um amigo meu esteve em maus lençois. A rede enrolou-se no hélice e como estava a uns escassos 50m de uma rocha, foi por um triz que o barco não se espatifou.
Enviado: terça mar 13, 2007 3:58 pm
por Ramiro
Longe de querer defender as atitudes dos profissionais de pesca, temos de atentar no seguinte:
Desde que Portugal se juntou à UE (CEE na altura) que se fala na reestruturação da pesca profissional. E como diz o outro, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada, pelo menos nada de jeito. E temos de levar em conta que se trata do ganha-pão de muitas famílias. No entanto, a inércia dos sucessivos governos levou a este estado de coisas sem rei nem roque, em que cada qual vai fazendo o que lhe der na realgana. E este intervalo de tempo, desde a adesão à UE, já abarca cerca de 2 a 3 gerações mal habituadas, e agora dói mais, mas muito mais. O estado criou uns filhos mimados e agora vê-se à rasca com eles.
Por isso, a mão tem de ser firme e regulamentar/reestruturar seriamente o sector.
O Comandante da Capitania em causa mostra coragem na sua actuação, e esperemos que dê o exemplo aos outros. Talvez estas manifestações dos profissionais sejam benéficas, apesar de pelos motivos errados, na medida em que possam despertar a consciência de quem governa para a urgência do tratamento de fundo que o sector necessita.
Assim eles (ainda) tenham alguma (consciência).