Deixe-me discordar das suas afirmações Ramiro.
O exemplo que dá da gaivota ou de outro animal terrestre não poderá ter qualquer relação com um ambiente marino (submerso).
Primeiramente os peixes não possuem movimentos peristálticos para o acto da deglutição, tanto que não possuem esófago, pelo menos no sentido tradicional do nosso conhecimento. E os que têm, obviamente será de muito reduzidas dimensões…quase imperceptível.
Neste momento não lhe posso dar grandes certezas mas quase lhe garanto que só mesmo os peixes recolhectores, os herbívoros, necrófagos e todos os outros simplesmente não predadores poderão, estes sim, poderão possuir o tal esófago (zona onde poderia existir os tais movimentos peristálticos…como a gaivota o faz para engolir o peixe).
A passagem dos alimentos faz-se directamente da boca para o intestino, sendo na maioria das vezes pelo acto de sucção. Coisa que os animais terrestres não fazem.
A sucção é típica de ambientes aquosos ou seja terá que haver condições propícias (água) para que a brutalidade da devoração aconteça.
Aliado a este raciocínio os peixes predadores têm que forçosamente possui dentes. De contrário correriam o risco da presa se escapar. Muitas espécies inclusive possuem pequeníssimos dentes quase imperceptíveis (o exemplo dos tunídios). E esses dentes por norma possuem uma inclinação no sentido do estômago.
Portanto a problemática das escamas para estes predadores não constitui qualquer problemática, simplesmente pela compensação da presença dos dentes do predador.
De forma inversa – A gaivota…não possui dentes. Os movimentos de deglutição para além de serem acompanhados pelo levantar da cabeça são acompanhados pelos peristálticos – forma dos músculos do esófago a “puxar” o alimento para o estômago.
…
Mas como o Ramiro diz, também nessa parte sou totalmente de acordo “De qualquer forma julgo que nunca há certezas absolutas em nada, e esta situação não é excepção”
Estamos sempre a falar de situações gerais ou de maior frequência no reino animal.
…é por isto e por outras que a pesca, não sendo uma ciência exacta, torna-se num fascínio, onde um sem número de teorias poderão provocar diálogos de horas a fio.
Um abraço
Duarte NNóbrega