Já não sei se sou eu que não percebo o que tu dizes, ou és tu que não percebes a minha questão. Isto para mim não tem nada a ver com o sal nem com o lingueirão, é uma questão de principio.
Colocaste esta resposta "oficial":
Relativamente ao assunto do seu correio electrónico informa-se que a apanha profissional do lingueirão está prevista com ancinho, adriça ou manualmente (Portaria nº 1228/2010, de 6 de Dezembro).
O método de pesca que refere(sal) não está previsto nesta Portaria nem expressamente autorizado. No entanto não se trata de um método proibido tipificado na legislação, por isso, em nosso entender pode ser usado.
De igual modo, a utilização do sal para fazer o lingueirão subir no sedimento e tornar-se disponível à apanha também não está previsto na pesca lúdica nem proibido, logo poderá ser usado, desde que não ultrapasse as quantidades máximas diárias de captura (2 kg).
Na tua transcrição está tudo certo:
" a utilização do sal para fazer o lingueirão subir no sedimento e tornar-se disponível à apanha também não está previsto na pesca lúdica nem proibido, logo poderá ser usado, desde que não ultrapasse as quantidades máximas diárias de captura (2 kg)."
Mas a minha dúvida está no 1º paragrafo (que não transcrevestes). Além disso o "De igual modo" que omitiste da frase, para mim significa "Também ou além disso". O que está mal para mim aqui é dizer que o sal é um método de pesca:
Se não tens duvidas diz-me! Além do método de pesca (sal) quais os outros que conheces? Pensa se quando falas num método de pesca não falas em material ou artes de pesca: Bóia, fundo, corrico, spinning, queres mais? Em algum deles falas em engodo ou isca. Ou conheces o método de pesca "balde de sardinha" ou o método de pesca "casulo"?

Isto as palavras valem o que valem.
Depois esta:
Ex.mo Senhor Relativamente ao s/email, de 14 de Fevereiro de 2011, o qual mereceu a melhor atenção desta Direcção-Geral, encarrega-me o Vice-almirante Director-Geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima de informar V. Exa. que o entendimento da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura sobre esta matéria, e que decorre do enquadramento legal preconizado pelas Portarias 144/2009, de 5 de Fevereiro, e 1228/2010, de 6 de Dezembro, é que a utilização do sal para a apanha do lingueirão não se encontra previsto nem proibido, pelo que poderá ser utilizado nesta actividade desde que não ultrapasse as quantidades máximas diárias de captura. Esta situação e respectivo enquadramento legal será difundida por todos os Comandos Locais da Policia Marítima para efeitos de fiscalização e policiamento. Deste modo e sem prejuízo de posteriores necessidades entendidas por bem serem colocadas a esta Direcção-Geral,
Com os melhores cumprimentos,
O Adjunto do VALM Director-Geral XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Capitão-de-fragata
A tua transcrição está correcta:
" é que a utilização do sal para a apanha do lingueirão não se encontra previsto nem proibido, pelo que poderá ser utilizado nesta actividade desde que não ultrapasse as quantidades máximas diárias de captura."
A minha dúvida é:
Qual é a utilização que é feita do sal para a apanha do lingueirão que não se encontra prevista nem proibida - é como método de pesca como foi dito na primeira resposta? (é ilegal), ou é como isco) (é legal), ou é como engodo? (é legal) - O que quero saber é isto, e por mais que tu digas que é engodo não vi isso escrito em lado nenhum nas respostas que recebeste. Só isto. E se é tão simples como dizes porque razão não te disseram:
"a utilização do sal
COMO ENGODO para fazer o lingueirão subir no sedimento"
e
"é que a utilização do sal
COMO ENGODO para a apanha do lingueirão não se encontra previsto nem proibido"
Se tivessem respondido assim estava claro. Será que é assim tão difícil colocar estas duas palavras?
Ou será que não as colocaram porque tal como dizem no site, esta interpretação não tem valor legal nenhum, e assim continuam "seguros" com uma lei má, e com respostas más acerca da lei.
Pensem. E por aqui me fico, claro interessadamente e a aguardar pelas respostas às perguntas que fizeste.
Relembro só mais uma vez, deve ser a quarta ou quinta vez que escrevo, a minha questão não é o sal nem o lingueirão.
"Pensem mais à frente"
