Caro wildcat eu não ouvi essa crónica, mas será que os idosos vão realmente ficar privados dos seus locais de pesca? E de que números estamos realmente a falar? Veja o caso de Aveiro e Figueira… Muito se falou, agora com a implementação da lei ficou-se a saber que se pode continuar a pescar na maioria dos sítios onde já se podia.
Se calhar um começo seria alguém de Lisboa pedir à capitania esclarecimentos e perguntar se não tinham um mapa como o da Figueira.
Pelo menos aqui não se tenta fazer nenhuma guerrilha entre profissionais e não profissionais.
A questão é muito simples. Neste momento ambos os tipos de pesca tem leis que devem respeitar e têm de respeitar. Se os profissionais sentem a concorrência desleal dos pseudo pescadores lúdicos devem se queixar deles. E têm todo o direito em o fazer.
Agora se eu não tenho peixe para pescar, porque sempre que o mar fica mais manso são colocadas artes a 100/200 metros da costa também tenho direito em me queixar. Ou não?
Além disso, algumas vezes (pelo menos aqui na minha zona), nem são profissionais que colocam as artes, são os tais pseudo pescadores lúdicos. E certamente que aquelas redes que são colocadas na baixa-mar não são colocadas por pescadores profissionais.
Ninguém está contra profissionais nenhuns, eu estou contra é com o facto de não haver fiscalização que acabe com esse triste espectáculo que acontece cada vez que o mar está mais manso. E é como digo, até 1 de Janeiro tinha o um bem gratuito, neste momento estou a pagar um serviço, se pago tenho direito a usá-lo com qualidade ou não?
Assim tenho direito em exigir fiscalização. Pago para isso. Se o dinheiro não é canalizado para essa fiscalização já não é problema meu. Achava mais correcto sermos nós, os pescadores, a pagar a fiscalização, mas como o governo encontrou outro fim, terão de ser todos os contribuintes a pagar essa fiscalização através do orçamento de estado.
Não me venham é com desculpas que não têm meios. Se não têm meios é porque não utilizam o nosso dinheiro de uma forma adequada.