Re: Chumbadas de cor
Enviado: quinta set 24, 2009 8:30 pm
A conversa está "colorida" ! ...gostei
...uma situação recorrente da semana que passei na costa de Sines este verâo:
Costa Norte, praia com alguma pedra "semeada" na faixa até aos 100m e com alguns cabeços de maior dimensão aos 120 a 150m (aqui é a distância á costa e não a profundidade
)
Mar calmo ou com fraca ondulação, vento fraco, temperaturas relativamente alta da água (para a zona)... faixas com limo partido e tb "murraça" e "tabaco" (
mesmo bom para perder a paciência), conforme a maré e a corrente, a pesca era mais (ou menos) possível...
Peixe: Linguados XL e XXL (que como costume "entram"na mesma medida em que o sol baixa), sargos e safias (estes quase sempre no meio do limo e a meia-água) parguetes e peixe-porco( lá bem longe junto ás zonas com mais pedra)... bogas a pontapé
(entre os 100/120m e a rebentação) e alguns cardumes de carapau (estes mais junto á margem )
Nestas condições, e com a mira nos linguados (tirei dois com 45cm
), montagem com dois anzóis e iscadas generosas de coreano ou minhoca da areia ( grilo), iscos bem ao gosto dos carapaus e das bogas (na zona, tb os melhores para o linguado)
... assim que a chumbada caía na água tinha uma\duas bogas, as vezes que chegava ao fundo eram raríssimas
... a solução: procurar a distancia onde as bogas não estavam e sacrificar o anzol de cima (pescar com a cana baixa era sinónimo de um estendal de limo em questão de minutos). Até aqui nada de novo
.O curioso era o comportamento das boop-boops em função da chumbada e do lançamento: chumbadas lentas a descer e as de cor branca era "cada tiro cada melro" ...as bogas claro, idem com lançamentos mais tensos em que o chumbo entrava na água com ângulos menores. Lançamentos mais em arco (entrada na água próxima da vertical) e chumbadas escuras e aerodinâmicas melhoravam e muito a probabilidade de os iscos chegarem ao fundo
...para acabar: o meu filho estava entretido a "corricar" uns carapaus á chumbadinha (com 10 anos e uma cana ultra-ligth os carapaus valem como robalos XL
) ...cada vez que falhava o lançamento e a chumbadinha fazia um "splash" maior saia uma boga, quando imobilizava o isco, idem
Fica mais esta para reflexão
(que nem só de barco se tem que andar a "fugir" ás cagonas )
Cumps
p.s.~ quanto aos peixe-porco e aos parguetes (pesca nocturna e a grande distância) é tema para outra conversa (e outros iscos), mas por ali, nunca os tinha encontrado tâo próximos da costa
Jo: na questão que pões não me aventuro muito (até porque não pesco de barco) ... mas penso que a situação não muito será diferente na pesca de costajopinto Escreveu: Quando pescamos por exemplo a 120 metros de fundo com o nosso equipamento habitual dos diversos, é normal que haja Bogas, carapaus, cavalas e afins, mas o nosso objectivo não é propriamente estes indigenas, mas sim algo mais "musculado", e portanto como fazer para suavizar a enevitabilidade de "rebocar" alguns daqueles indigenas e trazer tambem algum destes Balmázios ?
Esta questao penso ser fundamental para minimizar o problema, ou seja trazer um ou dois carapaus, mas aproveitar para trazer Balmásios ou algum Lambasio.![]()
...
Costa Norte, praia com alguma pedra "semeada" na faixa até aos 100m e com alguns cabeços de maior dimensão aos 120 a 150m (aqui é a distância á costa e não a profundidade
Mar calmo ou com fraca ondulação, vento fraco, temperaturas relativamente alta da água (para a zona)... faixas com limo partido e tb "murraça" e "tabaco" (
Peixe: Linguados XL e XXL (que como costume "entram"na mesma medida em que o sol baixa), sargos e safias (estes quase sempre no meio do limo e a meia-água) parguetes e peixe-porco( lá bem longe junto ás zonas com mais pedra)... bogas a pontapé
Nestas condições, e com a mira nos linguados (tirei dois com 45cm
...para acabar: o meu filho estava entretido a "corricar" uns carapaus á chumbadinha (com 10 anos e uma cana ultra-ligth os carapaus valem como robalos XL
Fica mais esta para reflexão
Cumps
p.s.~ quanto aos peixe-porco e aos parguetes (pesca nocturna e a grande distância) é tema para outra conversa (e outros iscos), mas por ali, nunca os tinha encontrado tâo próximos da costa