Devo dizer que li os tópicos todos relacionados com este assunto, desde os mais acesos aos mais moderados. Consigo perceber a revolta mostrada por alguns participantes bem como as dúvidas de outros.
Não li ainda o documento em questão mas já se formam algumas ideias na minha mente.
Pelo que li o plano é de controlo ou erradicação das espécies invasoras.
À partida não posso estar mais de acordo com esta medida que de alguma forma neste momento já vigora, pelo menos na parte do controlo. Acho é que as coisas devem ser analisadas espécie a espécie e local a local.
Segundo alguns que ouço durante as minhas pescarias, as percas ou uma dada espécie de lagostins (creio que o vermelho) são espécies invasoras que proliferam nas nossas albufeiras e que literalmente "dão cabo de tudo o que mexe".Se assim for de facto e, uma vez que parece que cada vez há mais creio que devem ser controlados, especialmente nos locais onde são considerados um risco. Dou como exemplo a albufeira de Castelo do Bode onde há largos anos se pescavam fácilmente carpas, bogas, barbos... e hoje em dia é bastante dificil tirar um peixito... ok,ok alguns de voz podem alegar que eu não sei pescar e é bem verdade
No caso do achigã ou da carpa, se a população destes num dado local chegue a níveis de descontrolo pondo em risco as espécies residentes também devem ser controladas... tal como todas as espécies. E isto já acontece em determinados locais. Na barragem de montargil, por vezes a época de defeso é encurtada para que os pescadores façam o controlo da população piscicola, salvaguardando assim a saúde, bem estar e alimentação de toda a vida aquática na barragem.
Temos é que ter o cuidado de fazer as coisas em condições e como deve ser, e como já se viu, no nosso Portugal os decisores têm a mania de fazer estas coisas "à doida", não me admirava nada que saisse uma comissão de malucos a dar cabo de tudo quanto é invasor. Até podia ser para desviar as atenções da população de alguns actos menos licitos como já aqui foi aflorado, mas isso são outros 500. Para acautelar isso e por estar de acordo com maior parte dos pontos da petição vou em principio assinar, depois de ler devidamente o que está a ser julgado, mas afirmo também que nalguns casos o controlo será imprescindivel e noutros, bem estudados, definidos, justificados, fundamentados, num dado local, a erradicação de uma determinada espécie comprovadamente ameaçadora pode ser de facto considerada, não querendo dizer com isto que se faça de ânimo leve porque pode ser "pior a emenda que o soneto".
É claro que o exemplo que dei em relação ao que se passa na albufeira de Castelo do Bode, são dados empiricos (do tipo conversa puxa conversa) que fui colectando ao longo dos anos de pesca e que de cientifico nada têm podendo inclusivamente estar errado, mas peço que se for esse o caso, quem estiver melhor informado e que conheça melhor a vida aquática me corrija e elucide a comunidade porque não quero enganar o pessoal nem andar eu próprio enganado e poder inclusivamente falar à vontade com conhecimento.
Cumprimentos
