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Re: Pesca á bòia, o melhor sem duvida.
Enviado: segunda nov 02, 2009 5:33 pm
por Ramiro
coolman Escreveu:Ramiro Escreveu:Experimentem ferrar um Robalo de 3 ou 4 kgs
Tipo estes ? 6.300kg e 4.250kg
Desses mesmo. =D>
Já agora podias específicar em que tipo de modalidade foram capturados, etc, etc.

Re: Pesca á bòia, o melhor sem duvida.
Enviado: terça nov 03, 2009 9:58 am
por coolman
Ramiro Escreveu:Já agora podias específicar em que tipo de modalidade foram capturados, etc, etc.

Arte de pesca : Bóia
Zona : costa da caparica
Isca : pilado e camarinha
Pescados com vara : Hulk 5 mt : carreto twin power…..

Re: Pesca á bòia, o melhor sem duvida.
Enviado: terça nov 03, 2009 10:51 am
por caparica
coolman Escreveu:Ramiro Escreveu:Já agora podias específicar em que tipo de modalidade foram capturados, etc, etc.

Arte de pesca : Bóia
Zona : costa da caparica
Isca : pilado e camarinha
Pescados com vara : Hulk 5 mt : carreto twin power…..

epá, um homem que pesca na minha zona

, belos peixes está quase a chegar a altura deles.

Re: Material p/ pesca á bóia, o melhor.
Enviado: quarta nov 11, 2009 8:35 pm
por gsi
Viva!
Após uns anos em que praticamente só fiz pesca submarina, voltei a sentir o grande prazer da pesca à cana e, pela primeira vez, com bóia de correr ao estilo que se pratica muito na Costa Vicentina.
Fui afinando a técnica com muitas conversas com pescadores da Carrapateira e, se é verdade que ainda há muito que aprender e experimentar, a "Escola da Carrapateira" já me permitiu fazer uns brilharetes num par de vezes que fui fazer esta pesca ali para os lados do Meco e deixar alguns habituais do pesqueiro a olhar
Isto tudo para dizer que há uma coisa que continuo sem perceber: como engodar sem encher o pesqueiro de cavalas, bogas, tainhas, etc.??? Como diz o meu primo, meu companheiro nestas andanças: "Eu não vim aqui para pescar cavalas!!"
Já vi aqui no fórum bastante conversa sobre o tema, mas continuo às escuras. Alguém me pode dar umas dicas?
Abraços
Re: Material p/ pesca á bóia, o melhor.
Enviado: quarta nov 11, 2009 8:45 pm
por Paulo
gsi Escreveu:Viva!
Após uns anos em que praticamente só fiz pesca submarina, voltei a sentir o grande prazer da pesca à cana e, pela primeira vez, com bóia de correr ao estilo que se pratica muito na Costa Vicentina.
Fui afinando a técnica com muitas conversas com pescadores da Carrapateira e, se é verdade que ainda há muito que aprender e experimentar, a "Escola da Carrapateira" já me permitiu fazer uns brilharetes num par de vezes que fui fazer esta pesca ali para os lados do Meco e deixar alguns habituais do pesqueiro a olhar
Isto tudo para dizer que há uma coisa que continuo sem perceber: como engodar sem encher o pesqueiro de cavalas, bogas, tainhas, etc.??? Como diz o meu primo, meu companheiro nestas andanças: "Eu não vim aqui para pescar cavalas!!"
Já vi aqui no fórum bastante conversa sobre o tema, mas continuo às escuras. Alguém me pode dar umas dicas?
Abraços
Bem as cavalas e bogas é fácil, basta engodar numa época do ano em que elas não andem na zona.
Estou a brincar, como já disse, por vezes pode não ser boa ideia engodar, e uma das razões é essa, atrair espécies que não pretendemos. Agora há sempre um mas ou vários mas na pesca.
Por exemplo quando pesco ao carapau, poucas cavalas e bogas apanho, pelo menos em comparação com companheiro do lado. As principais razões para conseguir isso, altura a que estou a pescar, normalmente os carapaus andam em alturas diferentes das outras espécies (não quer isto dizer que estejam sempre na mesma altura e as espécies não troquem entre si), e muito importante, talvez mais importante que a altura, a isca.
Ou seja por vezes temos que engodar, para atrair alguma coisa ao pesqueiro, com isso vem o que queremos e não queremos, solução, tentar dar usar uma isca (ou uma apresentação de uma isca) que o peixe que não queremos não goste muito.
Posso dar outro exemplo, pegando na chumbadinha (e sem engodos), se resolver ir apanhar sargos com coreano poucos sargos apanho. Os sarrões são malucos por coreano, até podem lá estar sargos, os sarrões é que não deixam os sargos terem tempo para ir à isca.
Re: Material p/ pesca á bóia, o melhor.
Enviado: quarta nov 11, 2009 10:12 pm
por gsi
Obrigado pela resposta.
Já tive a oportunidade de comprovar o que dizes em relação à profundidade. Estava a pescar com um estralho de uns 6m e as cavalas aos milhares cá em cima loucas, mas dá-me a ideia que os sargos nessas altura bazam dali para não terem de ver tamanha sofreguidão...
Com a pouca experiência que tenho, o que me parece melhor é conhecer bons pesqueiros e não ir pescar para pesqueiros que há que converter em pesqueiro à base de engodo.
Na volta, daqui a um mês já penso diferente, mas isso é uma das boas coisas da pesca: tá-se sempre a aprender!!
Re: Material p/ pesca á bóia, o melhor.
Enviado: quarta nov 11, 2009 10:49 pm
por Paulo
gsi Escreveu:mas isso é uma das boas coisas da pesca: tá-se sempre a aprender!!
Nem mais...
E até digo mais, o que é verdade num sítio por vezes uma meia dúzia de quilómetros ao lado é mentira.
Para mim é esta uma das belezas da pesca, a sua constante evolução e imprevisibilidade.

Re: Material p/ pesca á bóia, o melhor.
Enviado: quinta nov 12, 2009 2:30 pm
por sargalhão
Uma dica que se aplica na competição…
Mais concretamente por estes lados de Portugal…
Na maior parte das vezes usa-se 2 ou 3 engodos diferentes.
Esses engodos estão rotulados, por nós, como engodo de superfície, engodo de fundo e engodo de cheiro.
Com se faz esta alquimia para apanhar a espécie que queremos?
1º Entra em acção o engodo de cheiro → Objectivo de atrair todos os peixes da zona;
2º As espécies não desejadas são ludibriadas com engodo de superfície – Por norma usa-se pão desfeito em água…que até poderá ser acompanhado com um pouco de cheiro. Por ser um engodo que trabalha a “meia água” facilmente é levado pelas correntes…e com ele as espécies migrantes (as tais indesejadas);
3º O engodo de fundo; mais pesado…por exemplo com areia; cascalhos pequenos ou um outro de composição orgânica, muito usada por cá → Milho triturado. Obviamente que algum cheiro (mistela que acharmos melhor). Por esses lados o mais comum é a sardinha…por cá a cavala.
Tudo isto possui uma importância na sequência de cadência e de quantidades.
Por exemplo o engodo da 1ª situação – deverá ser muito bem triturado para que ao entrar na água transforme-se em névoa – O peixe anda à procura de qualquer coisa mas as partículas são tão pequenas que lhe provoca frenesim.
Começar com umas boas colheradas, e de preferência distribuídas em leque, à nossa frente, vai aumentar o raio de acção do cheiro.
Chegados os “nossos amigos”…mandamos p’ra canto os abelhudos…com o respectivo engodo de superfície. A história do 1º milho é para os pardais…também aqui funciona.
A nossa argamassa de montar tijolos (o engodo de fundo) entra em acção de modo a prender os nossos outros amigos do peito (sargos).
Obviamente que a repetição das colheradas de engodo de superfície terá que ser constante…
É simplesmente um método que por vezes se usa por cá.
DNN