Re: Óleo de fígado de bacalhau
Enviado: quinta out 09, 2008 11:33 pm
Antes de mais obrigado a todos pelas prontas ajudas prestadas nesta matéria de engodo ou isco (creio que se enquadra melhor como engodo) que é o óleo de fígado de bacalhau.
Esta minha questão surgiu, como já tinha referido, numa conversa entre mim e um outro colega de pesca (e foi a única vez que o vi) que era 1º maquinista e estava de férias, aproveitando para dar o gosto à cana (saíu uma grade para cada um nesse dia....!!!). Em geito de conversa foi dizendo que tinha visto (3 ou 4 anos antes) um "velhote" a mergulhar o casulo (já no anzol) dentro de um frasco, antes de efectuar o lançamento. Ficou intrigado pois enquanto os restantes pescadores (distribuidos pela zona onde se encontrava) não ferravam nenhum peixe, o amigo "velhote", nas calmas, ia dando nas douradas e alguns robalos. Face aos acontecimentos, dirigiu-se ao tal fulano, perguntando-lhe que era aquilo ao que obteve como resposta tratar-se daquilo que todos nós (pelo menos com mais de 40 anos) tanto gostávamos na escola primária - colher de sobremesa (a mesma para toda a classe) em riste, uma das mãos a tapar o nariz, uma laranja na outra mão e cá vai a dose do óleo do fiel (e saudoso) amigo, que cada vez é mais caro e com menos paladar.
O "velhote" acrescentou ainda (e isto como resposta ao amigo Ricarduu - quando referiu a farmácia - tratar-se de óleo processado ainda no navio de captura do bacalhau, o que torna mais difícil de ser encontrado (mas acabei por encontrar o danado).
Após o ter experimentado não notei nada de diferente, embora pese o facto de se terem verificado 2 situações que me levaram a fazer a pergunta neste fórum:
1ª - Desconhecia se haveria alguma técnica aquando da sua utilização (p.e. deixar a isca de molho de um dia para o outro, se só funciona com casulo e não com outra isca, etc.)
2ª - Aquando da experiência, estávamos em plenas marés vivas o que, eventualmente por força das marés, poderia atenuar ou até mesmo neutralizar o "tão agradável" aroma do óleo; diga-se em abono da verdade que este óleo (feito ainda no navio),facilmente se confunde com o óleo comercial para fritos (tipo Fula, Vêgê, etc. - côr dourada) e só se sente algum cheiro quando se coloca o nariz mesmo encostado ao gargalo da garrafa (mesmo assim, nada de horripilante).
Uma vez mais, o meu obrigado a todos pela pronta colaboração.
Esta minha questão surgiu, como já tinha referido, numa conversa entre mim e um outro colega de pesca (e foi a única vez que o vi) que era 1º maquinista e estava de férias, aproveitando para dar o gosto à cana (saíu uma grade para cada um nesse dia....!!!). Em geito de conversa foi dizendo que tinha visto (3 ou 4 anos antes) um "velhote" a mergulhar o casulo (já no anzol) dentro de um frasco, antes de efectuar o lançamento. Ficou intrigado pois enquanto os restantes pescadores (distribuidos pela zona onde se encontrava) não ferravam nenhum peixe, o amigo "velhote", nas calmas, ia dando nas douradas e alguns robalos. Face aos acontecimentos, dirigiu-se ao tal fulano, perguntando-lhe que era aquilo ao que obteve como resposta tratar-se daquilo que todos nós (pelo menos com mais de 40 anos) tanto gostávamos na escola primária - colher de sobremesa (a mesma para toda a classe) em riste, uma das mãos a tapar o nariz, uma laranja na outra mão e cá vai a dose do óleo do fiel (e saudoso) amigo, que cada vez é mais caro e com menos paladar.
O "velhote" acrescentou ainda (e isto como resposta ao amigo Ricarduu - quando referiu a farmácia - tratar-se de óleo processado ainda no navio de captura do bacalhau, o que torna mais difícil de ser encontrado (mas acabei por encontrar o danado).
Após o ter experimentado não notei nada de diferente, embora pese o facto de se terem verificado 2 situações que me levaram a fazer a pergunta neste fórum:
1ª - Desconhecia se haveria alguma técnica aquando da sua utilização (p.e. deixar a isca de molho de um dia para o outro, se só funciona com casulo e não com outra isca, etc.)
2ª - Aquando da experiência, estávamos em plenas marés vivas o que, eventualmente por força das marés, poderia atenuar ou até mesmo neutralizar o "tão agradável" aroma do óleo; diga-se em abono da verdade que este óleo (feito ainda no navio),facilmente se confunde com o óleo comercial para fritos (tipo Fula, Vêgê, etc. - côr dourada) e só se sente algum cheiro quando se coloca o nariz mesmo encostado ao gargalo da garrafa (mesmo assim, nada de horripilante).
Uma vez mais, o meu obrigado a todos pela pronta colaboração.