Página 4 de 9

Enviado: domingo jan 06, 2008 10:18 am
por hugovhenrique
Olá cumprimentos a todos.

Gostava de chamar a atenção ao artigo do "Correio da Manhã", de ontem, sobre a apanha de perceves.
Onde na pag. do Algarve alguém diz que o defeso deveria ser alterado devido ao facto deste não estar enquadrado com a realidade, devido ás intemperies que são muito violentas nesta altura do ano e alem de não permitirem a apanha, o mar ainda dificulta mais porque destroi cerca de 90% dos perceves ficando apenas 10% para os pobres dos apanhadores proficionais :cry:
No grupo de amigos onde me encontrava houve logo varias exclamações.
Eh! Ah! Não! ....Etc. Penso que alguem está a querer fazer de estúpido alguem. Mas as m/ desculpas antecipadas se estiver enganado. Gostava era de poder ouvir alguem mais informado sobre a este tipo de destruição que o mar provoca sobre os perceves, porque fica a ideia de que afinal a destroição do meio ambiente e habitate não se deve aos apanhadores mas sim ás forças da Natureza :!:

Enviado: domingo jan 06, 2008 4:27 pm
por flex
jopinto Escreveu:Interessante a entrevista do Sr. Ministro (yes Minister :lol: ) à Revista Mundo da Pesca... :roll:
A resposta mais interessante será porventura a ultima...
Sem comentários 8)
Pois pois, bela entrevista que começa a afirmar que não há Leis feitas por "encomenda" ou em função de interesses deste ou daquele lobbie...e acaba a recomendar aos pescadores que se organizem para que constituam lobbies com expressão :twisted:...

Enviado: domingo jan 06, 2008 4:42 pm
por karva
hugovhenrique Escreveu:Olá cumprimentos a todos.

Gostava de chamar a atenção ao artigo do "Correio da Manhã", de ontem, sobre a apanha de perceves.
Onde na pag. do Algarve alguém diz que o defeso deveria ser alterado devido ao facto deste não estar enquadrado com a realidade, devido ás intemperies que são muito violentas nesta altura do ano e alem de não permitirem a apanha, o mar ainda dificulta mais porque destroi cerca de 90% dos perceves ficando apenas 10% para os pobres dos apanhadores proficionais :cry:
No grupo de amigos onde me encontrava houve logo varias exclamações.
Eh! Ah! Não! ....Etc. Penso que alguem está a querer fazer de estúpido alguem. Mas as m/ desculpas antecipadas se estiver enganado. Gostava era de poder ouvir alguem mais informado sobre a este tipo de destruição que o mar provoca sobre os perceves, porque fica a ideia de que afinal a destroição do meio ambiente e habitate não se deve aos apanhadores mas sim ás forças da Natureza :!:
Não creio que seja necessário ser mais informado sobre o tipo de destruição que o mar provoca nos percebes. Basta olhar através dos tempos e verificar que mar bravo e percebes em abundância sempre existiram em comum durante milhares de anos, até o homem colocar o comércio dos mesmos á frente da sua perservação, aí com a apanha iniciou-se a destruição, porque o que interessa é vender, seja qual for o tamanho.

A noticia é dada pela Associação de Mariscadores de Vila do Bispo e Costa Vicentina que por conveniência própria, queixa-se que não faz parte da Comissão de Acompanhameto, ou jornalistica refere-se a valores de percentagens de destruição que estão trocados, o mais correcto será 10% destruído pelo mar e 90% pelo homem. Não esquecer que o percebe, é uma espécie notável, adaptada às difícieis condições físicas e biológicas das bases das falésias e rochedos, exposto à rebentação e às correntes marinhas da costa rochosa.

Em relação á sua forma externa, o percebe adulto apresenta duas partes perfeitamente diferenciadas: a parte superior – o capítulo ou unha, e a parte inferior – o pedúnculo.

O capítulo tem como principal função a protecção do animal contra eventuais predadores mas também protege contra a dissecação nos períodos de baixa-mar. O capítulo está transformado numa concha de várias placas calcárias que albergam internamente aquilo que se considera o corpo do percebe.

O pedúnculo flexível e forte, revestido por pequenas escamas, aloja os órgãos reprodutores femininos e a glândula do cimento ou glândula adesiva.

Entre as rochas e o mar assim cresce e vive este crustáceo, e que de ano para ano, vê a sua procura e o rol de apreciadores aumentar exponencialmente bem como o seu valor comercial, na razão inversa, em que a sua abundância diminui.

A destruição do meio ambiente e dos habitats deve-se ao homem e não ás forças da natureza. A natureza faz a selecção o homem a destruição.

karva

Enviado: domingo jan 06, 2008 7:04 pm
por hugovhenrique
Respondendo ao amigo Karva.

Eu por experiencia própria tinha quase a certeza de que assim era mas foi como disse gostava de me certificar com uma explicação mais cientifica e credivel de quem possa saber mais, de qualquer forma sempre que andei e ando por aquela costa reparei que o percebe é em maior quantidade e de melhor qualidade nas zonas mais revoltas de mar e onde a água é mais oxigenada.

Era muito bom que o Exmº. Sr. Paulo Barata e Paulo Clímaco. responsável da Associação de Mariscadores de Vila do Bispo e Costa Vicentina, lessem a sua explicação ou então digam de caras que a altura em que o defeso se faz não é rentavel financeiramente uma vez que não conseguem apanhar as quantidades que estes querem.

As vezes Deus escreve direito por linhas tortas. Pode ser que a Natureza faça a sua própria defeza. Eu não me importava nada.

Cumprimentos e obrigado.

Enviado: domingo jan 06, 2008 8:23 pm
por karva
Amigo hugoHenrique todas estas coisas têm sempre algo por detrás, embora por vezes tenham alguma razão e no que respeita á época do defeso do Percebe até têm. Devia ser alterada mais para a primavera, altura da desova do Percebe. Isto como eu dizia tem algo por detrás, uma guerra entre as Asoociações de Mariscadores Vila do Bispo e a Associação de Mariscadores do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em que esta última tem todo o apoio da Câmara Miunicipal de Aljustrel(dispõe de um técnico a tempo inteiro com formação académica, apoio logístico e económico) e a primeira não tem apoio nenhum da Cãmara de Vila do Bispo.

Depois há a questão das licenças, serem só para alguns, amigos e conhecidos. Existem cerca de 50 licenças passadas no total, quantas pessoas vivem da apanha só nesta região? Quem controla isto das licenças? Exacto, são eles. E mais, muito mais, mas fiquemos por aqui. :wink:

karva

Enviado: segunda jan 07, 2008 8:20 pm
por hugovhenrique
OK. Tudo bem.

Uma coisa que eu tenho sempre bem presente é a esperança, e nisto que diz respeito á pesca, alem disto tenho a calma que ganhei com aqueles momentos de espera.

Vomos estar atentos e que hajá sempre quem lute por melhorar todas estas coisas sem jogos escondidos. Com honestidade.

Cumprimentos a todos :)

Enviado: terça jan 08, 2008 10:55 am
por Mickey1
Caros Colegas,
Ontem á noite tive a oportunidade de ler a entrevista do ministro, e entre alguns assuntos abordados de forma aligeirada, no final da mesma, a ideia com que fiquei é a Defesa Acintosa que faz das Licenças $$$$$ (era um filão que nunca tinha sido explorado), ainda por cima com a argumentação de que as mesmas teriam como objectivo principal, quantificar o nº de pescadores lúdicos!!! não se percebendo qual o motivo, já que afirma perentóriamente não serem estes os responsáveis principais, pela diminuição dos recursos piscatórios, a não ser que esteja a pensar rever o custo das mesmas, para aumentar as receitas :twisted:

Enfim, vivemos num país, onde as Leis são feitas á trouxa moucha, á medida dos interesses dos Grandes e sempre em prejuízo dos Mais Pequenos (pescadores lúdicos, sem interesse comercial!!)

Realmente, o final da entrevista é no minimo, motivo de reflexão e qq coisa de Surreal... :shock: :shock:

Cumprimentos.

Enviado: terça jan 08, 2008 11:37 am
por Paulo
Por acaso ontem também li a entrevista do Sr Ministro.

Além da conversa de politico que já estou a ficar habituado, em que dizem sempre que vão ver, estão a estudar, depois vai-se mudar. Mas não afirmam nada. Por exemplo, é dito que o destino do dinheiro ganho com as licenças pode ser revisto, mas não dito que o que eu queria ouvir. Que as licenças ião deixar de financiar o fundo da pesca profissional. Diz que a lei não foi encomendada, então porque é que o principal destino do dinheiro das licenças é este? :lol: :lol: :lol:

O único ponto positivo que vejo na entrevista é a chamada de atenção para nos juntarmos todos sob a alçada de uma entidade (existente ou a criar) para podermos ter o tal poder que nos falta.

E acho este ponto positivo porquê? Porque vai de encontro ao que eu tenho defendido acerca da forma de atacar o problema.

Primeiro devemos fazer o trabalho de casa e ganhar poder para depois contestar. :roll:

Na minha visão tem de haver uma entidade que consiga congregar tudo, sim porque nós estamos divididos em duas áreas, pescadores federados (competição), e pescadores não federados (pescam mas não fazem competição).

Se eu não faço competição não vejo porque tenho de me federar. Era o mesmo que um puto lá por dar na sua rua uns toques numa bola ter de fazer parte de uma qualquer Associação de Futebol.

Agora esse puto até podia fazer um clube com mais uns amigos, para competir ou só mesmo para estarem mais unidos. E esse clube poderia fazer parte dessa tal entidade que nos juntasse a todos.

Utopia??? Se calhar...