Devolução das cabeças dos peixes
Existem estudos que comprovam que os nutrientes utilizados na Agricultura, também são indicados para a alimentação piscícola.
http://www.inra.fr/presse/une_alimentat ... s_poissons
Os Pescadores deveriam adoptar mais a filosofia do Agricultor (semear para colher) e não a actual, que é a do Mineiro (extrair até acabar).
É senso comum que actualmente de um modo geral as capturas são muito inferiores ao que eram algumas décadas atrás.
A solução é simples. Cada Pescador deve melhorar a sua técnica de pesca, de modo a garantir o futuro das próximas gerações.
Ruibaco
http://www.arcns.no.sapo.pt
http://www.inra.fr/presse/une_alimentat ... s_poissons
Os Pescadores deveriam adoptar mais a filosofia do Agricultor (semear para colher) e não a actual, que é a do Mineiro (extrair até acabar).
É senso comum que actualmente de um modo geral as capturas são muito inferiores ao que eram algumas décadas atrás.
A solução é simples. Cada Pescador deve melhorar a sua técnica de pesca, de modo a garantir o futuro das próximas gerações.
Ruibaco
http://www.arcns.no.sapo.pt
- valtercosta72
- Mensagens: 685
- Registado: sábado ago 19, 2006 2:23 pm
Então explique lá o porque:
Pesca industrial
Navios gigantescos, usando modernos equipamentos, conseguindo localizar com exactidão os cardumes de peixes. Essas frotas industriais superaram os limites ecológicos do oceano. Conforme os peixes grandes vão desaparecendo, peixes menores tornam-se alvos, e assim sucessivamente
Resumindo: mais e mais pessoas estão competindo por menos e menos peixes e piorando a crise nos oceanos já existente. Actualmente a costa africana é o novo éden para a pesca industrial (sem lei nem Rei)
Captura Acidental (Bycatch)
Práticas modernas de pesca são incrivelmente devastadoras. Todos os anos, redes de pesca matam até 300 mil baleias e golfinhos em todo o planeta. O uso de redes para protecção das costas (tubarões) é uma das maiores ameaças para muitas espécies. Além disso, algumas práticas de pesca destroem o habitat e seus habitantes. O arrastão no fundo do mar, por exemplo, acaba com antigas florestas de corais inteiras e outros ecossistemas delicados. Em algumas áreas, tal prática é equivalente a arar a terra várias vezes ao ano.
Pescas injustas
Como os campos de pesca tradicional do hemisfério norte desmoronaram, a capacidade de pesca voltou-se de maneira firme para a África e o Pacífico. Piratas que ignoram leis e literalmente roubam peixe estão tirando o sustento e segurança alimentar de algumas das regiões mais pobres do mundo. As frotas que pescam legalmente pagam apenas uma pequena percentagem de lucro para os países africanos ou do Pacífico.
Fazendas de pesca
A aquicultura (cultura em fazendas de peixes e moluscos) é normalmente apontada como o futuro da indústria de pesca. Mas a cultura do camarão é talvez a mais destrutiva, insustentável e injusta indústria do mundo. Eliminação de mangues, destruição de áreas de pesca, assassinatos e tomadas de terra de comunidades são fatos constantemente registrados.
A indústria da cultura do salmão também prova que as fazendas não são solução – é preciso aproximadamente 4 quilos de peixe pego na natureza para produzir 1 quilo de peixe desenvolvido em fazenda.
Algumas partes do texto estão abrasileiradas uma vez que foram retiradas de páginas brasileiras as mesmas do tópico do Aquecimento Global
Pesca industrial
Navios gigantescos, usando modernos equipamentos, conseguindo localizar com exactidão os cardumes de peixes. Essas frotas industriais superaram os limites ecológicos do oceano. Conforme os peixes grandes vão desaparecendo, peixes menores tornam-se alvos, e assim sucessivamente
Resumindo: mais e mais pessoas estão competindo por menos e menos peixes e piorando a crise nos oceanos já existente. Actualmente a costa africana é o novo éden para a pesca industrial (sem lei nem Rei)
Captura Acidental (Bycatch)
Práticas modernas de pesca são incrivelmente devastadoras. Todos os anos, redes de pesca matam até 300 mil baleias e golfinhos em todo o planeta. O uso de redes para protecção das costas (tubarões) é uma das maiores ameaças para muitas espécies. Além disso, algumas práticas de pesca destroem o habitat e seus habitantes. O arrastão no fundo do mar, por exemplo, acaba com antigas florestas de corais inteiras e outros ecossistemas delicados. Em algumas áreas, tal prática é equivalente a arar a terra várias vezes ao ano.
Pescas injustas
Como os campos de pesca tradicional do hemisfério norte desmoronaram, a capacidade de pesca voltou-se de maneira firme para a África e o Pacífico. Piratas que ignoram leis e literalmente roubam peixe estão tirando o sustento e segurança alimentar de algumas das regiões mais pobres do mundo. As frotas que pescam legalmente pagam apenas uma pequena percentagem de lucro para os países africanos ou do Pacífico.
Fazendas de pesca
A aquicultura (cultura em fazendas de peixes e moluscos) é normalmente apontada como o futuro da indústria de pesca. Mas a cultura do camarão é talvez a mais destrutiva, insustentável e injusta indústria do mundo. Eliminação de mangues, destruição de áreas de pesca, assassinatos e tomadas de terra de comunidades são fatos constantemente registrados.
A indústria da cultura do salmão também prova que as fazendas não são solução – é preciso aproximadamente 4 quilos de peixe pego na natureza para produzir 1 quilo de peixe desenvolvido em fazenda.
Algumas partes do texto estão abrasileiradas uma vez que foram retiradas de páginas brasileiras as mesmas do tópico do Aquecimento Global
Rui, o principal problema é excesso de pesca e não a falta de nutrientes.
http://www.pescador.online.pt/livre/vie ... php?t=1190
Achas que se fosse lançada uma campanha ou mesmo uma lei onde era obrigatório devolver ao mar as cabeças e as entranhas dos peixes que os consumidores adquiriam os stocks começavam a aumentar?
O que devemos fazer é:
Respeitar os tamanhos mínimos e em alguns casos devolver mesmo peixes superiores a esse tamanho mínimo legal. Como no sargo, por exemplo, nunca trazer nenhum com menos de 20cm.
Se não é para consumo próprio devolver ao mar o exemplar, eu farto-me de apanhar sarrões, salemas e tainhas à chumbadinha, como não gosto de os comer, devolvo ao mar, vivos.
Não poluir o mar, não deixar lixo nos pesqueiros, os sacos de plástico por exemplo são terríveis para o ecossistema marinho.
E muito mais coisas... havia a dizer, muito mais importantes (a meu ver) que devolver os restos ao mar.
http://www.pescador.online.pt/livre/vie ... php?t=1190
Achas que se fosse lançada uma campanha ou mesmo uma lei onde era obrigatório devolver ao mar as cabeças e as entranhas dos peixes que os consumidores adquiriam os stocks começavam a aumentar?
O que devemos fazer é:
Respeitar os tamanhos mínimos e em alguns casos devolver mesmo peixes superiores a esse tamanho mínimo legal. Como no sargo, por exemplo, nunca trazer nenhum com menos de 20cm.
Se não é para consumo próprio devolver ao mar o exemplar, eu farto-me de apanhar sarrões, salemas e tainhas à chumbadinha, como não gosto de os comer, devolvo ao mar, vivos.
Não poluir o mar, não deixar lixo nos pesqueiros, os sacos de plástico por exemplo são terríveis para o ecossistema marinho.
E muito mais coisas... havia a dizer, muito mais importantes (a meu ver) que devolver os restos ao mar.
Hello, Big Boss Paulo,
Acho que o principal problema é a falta de nutrientes, (matéria orgânica). O ser humano nas últimas décadas extraiu dos Oceanos grandes quantidades de nutrientes que depositou nas lixeiras. Se houvesse maior quantidade de nutrientes existiria mais vida nos Oceanos, nomeadamente junto à costa. Poderia não haver grandes exemplares, devido às técnicas piscatórias utilizadas serem muito eficazes, mas existiriam maior quantidade de vida animal e vegetal. Mamíferos, Aves, Peixes pequenos, minhocas, bivalves, moluscos,algas, bactérias...
Boas pescarias,
Ruibaco
http://www.arcns.no.sapo.pt
Acho que o principal problema é a falta de nutrientes, (matéria orgânica). O ser humano nas últimas décadas extraiu dos Oceanos grandes quantidades de nutrientes que depositou nas lixeiras. Se houvesse maior quantidade de nutrientes existiria mais vida nos Oceanos, nomeadamente junto à costa. Poderia não haver grandes exemplares, devido às técnicas piscatórias utilizadas serem muito eficazes, mas existiriam maior quantidade de vida animal e vegetal. Mamíferos, Aves, Peixes pequenos, minhocas, bivalves, moluscos,algas, bactérias...
Boas pescarias,
Ruibaco
http://www.arcns.no.sapo.pt
Rui percebo onde queres chegar, já não me lembro quão perto vives do mar.
Sabes que vivo perto, e aqui na nossa costa, tenho reparado uma evolução muito positiva em termos, algas, moluscos, vermes, etc.
Quando era miúdo lembro-me de quantidades industriais de limo correia nas nossas praias, depois começaram a desaparecer, pouco se viam nas praias e nas pedras nada havia. Há uns 3 ou 4 anos começaram a aparecer novamente, já se vêem novamente nas zonas rochosas e nas praias quando se soltam. Sempre que vou às pedras fico impressionado com a quantidade de vida que existe, isto tudo é positivo, isto tudo prova que há nutrientes, o peixe é que é pouco não são os outros protagonistas da cadeia alimentar, atenção falo pelo que vejo aqui na minha zona.
Sabes que vivo perto, e aqui na nossa costa, tenho reparado uma evolução muito positiva em termos, algas, moluscos, vermes, etc.
Quando era miúdo lembro-me de quantidades industriais de limo correia nas nossas praias, depois começaram a desaparecer, pouco se viam nas praias e nas pedras nada havia. Há uns 3 ou 4 anos começaram a aparecer novamente, já se vêem novamente nas zonas rochosas e nas praias quando se soltam. Sempre que vou às pedras fico impressionado com a quantidade de vida que existe, isto tudo é positivo, isto tudo prova que há nutrientes, o peixe é que é pouco não são os outros protagonistas da cadeia alimentar, atenção falo pelo que vejo aqui na minha zona.
Olá Paulo,
Nunca tive a felicidade de pescar na Zona da Lourinhã. A tentativa que efectuei acabou no Mercado a olhar para o peixe e com um maravilhoso Cozido à Portuguesa. Nas zonas que conheço, por exemplo na Praia de Stª Eulália, nas rochas nem uma lapa se vê.
Colectores de iscos (grilo e tiagem) na antiga Costa de Prata, dizem que cada vez é mais difícil a recolha destes iscos.
Quando era criança por vezes apanhava caracóis do Mar (Burriés). Era relativamente fácil apanhar uma quantidade que fosse suficiente para um bom aperitivo. Hoje com esforço idêntico nem para encher um pequeno pires se consegue recolher.
No Sítio do Pescador é fácil encontrar dicas e bons conselhos para capturar peixes: materiais, pesqueiros, técnicas. No entanto a degradação da vida marinha contínua.A mensagem transmitida não se tem revelado suficiente.
Nunca tive a felicidade de pescar na Zona da Lourinhã. A tentativa que efectuei acabou no Mercado a olhar para o peixe e com um maravilhoso Cozido à Portuguesa. Nas zonas que conheço, por exemplo na Praia de Stª Eulália, nas rochas nem uma lapa se vê.
Colectores de iscos (grilo e tiagem) na antiga Costa de Prata, dizem que cada vez é mais difícil a recolha destes iscos.
Quando era criança por vezes apanhava caracóis do Mar (Burriés). Era relativamente fácil apanhar uma quantidade que fosse suficiente para um bom aperitivo. Hoje com esforço idêntico nem para encher um pequeno pires se consegue recolher.
No Sítio do Pescador é fácil encontrar dicas e bons conselhos para capturar peixes: materiais, pesqueiros, técnicas. No entanto a degradação da vida marinha contínua.A mensagem transmitida não se tem revelado suficiente.
