flex Escreveu:Boas
PRESERVAR O ECOSSISTEMA É A ÚNICA MANEIRA DE GARANTIR O FUTURO E A CONTINUIDADE DAS ESPÉCIES!
Pois esta frase tem muito que se diga, muitas vezes ao preservar uma espécie, não estamos a preservar um ecossistema, pelos mais variados motivos, muitas vezes a defesa dos direitos dos animais não se representa a defesa da natureza/ecossistema, ser um cidadão ecológico no verdadeiro sentido da palavra é muito mais que defender umas espécies de seres vivos, a natureza é mais complexa que a simplicidade assumida pela maior parte dos seres humanos.. posso deixar aqui um exemplo, dos muitos sobre os quais debrucei o meu pensamento!!
Touros e touradas
independentemente da opinião de um cidadão sobre o tema referido, eu numa das minhas pescarias no Alentejo, ao ver uma manada de gado bravo, dei comigo a pensar:
bem coitado do toiro, que vida a dele.... toirada!
mas uma manada de vacas, a viver em plena natureza, com as suas crias, pensei no herbívoros das savanas africanas, que tem que lutar pela sobrevivência, sujeitos á acção dos predadores, onde o índice de morte das populações e muito superior ao índice de morte dos toiros bravos na tourada.
Ao contrário dos animais que nos dão os suculentos bifes que compramos e comemos, estes animais vivem no mínimo 4 anos em estado semi selvagem, para manter este estado semi selvagem, os proprietários mantém também um ecossistema rico e variado ( porque o touro é rentável e assim podem dar-se ao luxo de deixar o ecossistema em paz)
O touro, devido a sua rentabilidade económica, é o responsável pela existência de nichos ecológicos fundamentais para a sustentabilidade de várias espécies da fauna e flora mediterrânea, esta é uma visão ecologista, na minha perspectiva!
e já pensaram num pormenor, ao proteger o touro bravo, atacando a tourada, não estaremos a sentenciar o desaparecimento da sua espécie? parece uma incongruência ao proteger estou a matar!
Acabando com a sua rentabilidade económica, não estaremos a condenar uma quantidade de nichos ecológicos, porque os terrenos onde se desenvolve esta actividade terão se ser rentabilizados pelos seus legítimos proprietários, que alterando a sua exploração poderiam provocar danos ecológicos irremediáveis?
Não tenho nada a favor das touradas, não nasci nem fui criado em zonas de touros, não faço a apologia desse espectáculo, sinceramente, dei comigo um dia de pesca, no meio do Alentejo, a olhar para uma manada de gado bravo a pensar assim, de cana na mão!
Quanto a mim, a introdução de espécies nas nossas águas poderá ser mais prejudicial que a pesca com morte, mas é só a minha opinião, que até me considero ecologista .
Tento analisar o que vejo, enquadrar socio-culturalmente, economicamente , com calma e sem RADICALISMOS; tento encontrar a melhor solução para o desenvolvimento sustentado das actividades humanas.
Sim, se não quisermos abdicar do nosso belo estilo de vida, só conseguimos retardar a degradação da natureza assim como a conhecemos( eu considero que a natureza não se degrada, transforma-se e adapta-se), se desenvolvermos modelos de sustentabilidade sobre esses sistemas naturais.
Quanto a mim é mais "ecologista" o proprietário de uns hectares de terreno no Alentejo que os vocacione para a produção de gado bravo, que alguns dos defensores dos direitos dos animais que lutam contra as touradas ( lutam com todo o direito e praticam a cidadania na sua plenitude, e por isso merecem e têm o meu respeito)
desabafos, que querem deu-me para isto hoje!
Não presumo ter razão, não pretendo ferir susceptibilidades, apenas pensei.... com a cana na mão!!