Cá vai a minha versão da "coisa" ó pessoal !
Tudo preparado praticamente na véspera, arranjei uns casulos para juntar a uns caranguejos dois cascos que tinha, no sábado o João vinha passar pela minha casa mais um companheiro novo aí pelas 21 h, como ele ia um bocado ao Tejo durante o dia fiquei na espera

, por volta das 18 h ele liga-me e diz que não dá pra ele e que o outro novo companheiro das lides deixava pra outro dia.
Pensei, bem lá terei de ir mesmo sozinho, pouco depois o Zé telefona e diz onde estão, fico a pensar, vou, não vou, ... janto mais cedo, peço á maria para fazer o respetivo cafezinho no termo (para aquecer a alma do pessoal lá prás tantas), ajeito as artes e ala que se faz tarde.
Quando cheguei, uma bela fila de canas a trabalhar, cumprimentos ao pessoal que já não via á tempos e conheci mais uns quantos o que é sempre um prazer que aqui o nosso canto proporciona e muito bem, lá escolhi uma ponta e montei as duas canas, casulo numa e caranguejo noutra, anzois pequenos (nº2) que por ali a bitola do peixe é raro ser grande, uma coisa reparei logo, as iscas não eram ratadas o que prenunciava que o peixe não estava no pesqueiro ou então estava mais dentro, coisa que também é normal por ali, como estávamos práticamente na maré cheia havia que esperar que o mar descesse para nos deixar ir aos cabeços bem lá dentro lançar a ver se dávamos com o peixe.
Conversa aqui, conversa ali, até que o Zé foi contemplado

a pagar um cafezinho a malta, o material a trabalhar e nós pró café, depois a vinda com estórias mirabolantes de cada um, rizota e boa disposição (a dada altura até o Tiago se atirou ao chão a rir

), estava tudo na boa, o raio do peixe é que não dava sinal, mesmo quando avançamos com as canas até a água e já lá bem dentro com as pescas não se sentia peixe.
O tempo foi passando, a malta acabou por ir tentar outro pesqueiro, o Tiago acho que foi dormir, e eu mais o Zé ficamos mais um bocado, insistimos, bebemos um cafezinho quentinho e as horas foram passando, ás cinco da manhã digo ao Zé, olha ali a nascente já a claridade, estávamos com meia maré mais ou menos o Zé tira uma baila, passado algum tempo eu tiro outra, entretanto o dia trás a luz e nós começamos a arrumar o material, arrancámos por volta das 6.30h a (pouca) pesca estava feita mas tinha-se passado uma bela noite, só mais um pormenor, o raio do vento não nos largou, fazia uma pequena (fola) na linha o que não é agradável, só lá prás quatro e tal é que se foi.
Foi um bom serão, rever amigos, conhecer outros, conversar, rir, pescar (não é apanhar peixe

), que se pode querer mais desta vida.
Estou pronto para outra, é só combinar, o Canudo fica com a batata quente (arranjar o spot)
Um abraço a todos e uma boa semana
Tive de editar; as melhoras da otite ó Zé, tudo a correr bem, até julho !