Caro Titanus,
não percebi o "mas".
O que escreveu apenas reforça o meu escrito. Concordo com tudo o que disse. Agora, de onde é que tirou as suas conclusões? Concerteza através da sua aplicação e gosto pela pesca. O facto de dar como exemplo, e cito "(...)um velhote com uma cana de bambu(...)", mostra que não é daqueles que se limita a constatar que o velhote está a tirar peixe como o caraças mas procura o que realmente interessa, e isso é o
porquê?
O êxito de uma boa pescaria depende quase sempre de uma boa leitura do mar e dos fundos, senão é pura sorte e acaso. A localização de pedras, fundões, areia grossa ou fina, riões, agueiros, croeiros e suas abas, etc, etc, é fundamental. E a estes diferentes locais a sua propensão a esta ou aquela espécie. Daí, o conhecimento prévio dos pesqueiros ser importantíssimo. Dá muito trabalhinho (leia-se grades) bater um pesqueiro, até ter um conhecimento razoável do mesmo. É difícil, por exemplo, quando o mar está podre e chega a uma praia que não conheça minimamente, escolher o local para pescar. O velhote de que fala, não sei se só deu como exemplo mas, se alguma vez encontar alguém nessas condições (a dar bigode aos demais), tente descobrir por exemplo há quanto tempo pesca ele naquele local. É experiência acumulada de anos e anos no mesmo local. E embora sendo menos técnicos, eles lá sabem que há alturas em que um estralho 30cm mais curto ou comprido fazem a diferença.
Pessoalmente, gosto de fazer algumas experiências e sou dado à utilização de montagens com destorcedores, estralhos com missangas, etc. Mas nem sempre... depende do mar, do pesqueiro e do que procuro. Não será aconselhável, por exemplo, usar um estralho com missangas fluorescentes para pescar robalos. Por outro lado, não sou nenhum maluquinho das artes e das coisinhas todas XPTO. Se lhe disser que 99% dos estralhos que faço são com fio Amnesia verde para 9,10Kgs (0,45mm) se calhar não acredita (poucos gostam do fio) mas, para a minha pesca (nocturna) é o fio que melhor me ajuda.
Bem, já me estou a espalhar um bocado. Estamos cá para aprender e ajudar. Para isso, nada como praticar e trocar ideias. E nunca esquecer que a pesca não é uma ciência exacta. O factor sorte também pesa mas se forçarmos um bocadinho a mesma, não se perde nada.
Canas ao alto e linhas esticadas!!